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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Postagem em destaque

A falácia da desburocratização pela informática no serviço público

  Vou abordar nessa postagem a propaganda da desburocratização no início da implantação da informática nas escolas públicas na rede onde atuo até esse momento. Primeiro vou contextualizar para você, leitor, de onde meus pés pisaram e pisam. Trabalho no serviço público desde 1992, arredondando e sem entrar em detalhes, quase 34 (trinta e quatro) anos. Por que falo isso? Para ninguém achar que não tenho conhecimento real, prático e histórico sobre o assunto. Na metade dos anos 1.990 acompanhei a chegada dos primeiros computadores na rede, nesse momento, para a parte administrativa e a propaganda era de “agilização de processos”. Nessa época era muito comum ficarmos vários meses sem receber salário ou recebendo parte dele por erros da secretaria do órgão local em questão. Nessa época eu iniciava a minha carreira profissional como contratada. Posteriormente, ano 2.000, me efetivei. Não imaginava que essa simples mudança de status de contratada para efetiva me traria problemas f...
Postagens recentes

Botucatu e o apagamento da História da Arquitetura

  A cidade de Botucatu está passando por um processo de crescimento populacional, bem como de mudanças, devido aos empreendimentos habitacionais na cidade, assim como políticas públicas, que impactam no cotidiano dos moradores. Isso tudo também acaba impactando da arquitetura antiga existente (ainda!) na cidade, pois há uma política silenciosa de deixar as casas e casarões antigos abandonados, assim o próprio tempo se encarrega de levá-los à ruína total e desabamento, como tem acontecido com prédios comerciais, assim como com residências, o que tem sido noticiado pela mídia local e regional. Recentemente houve um caso, que gerou grande envolvimento da sociedade preocupada com essas questões do patrimônio histórico e arquitetônico da cidade. Foi o caso do início da demolição de um casarão de estilo eclético na avenida Floriano Peixoto, ao lado do Poupatempo e ao lado da Zilogás. Esse casarão começou a ser desconfigurado pelos atuais proprietários, segundo soube na época, a inten...

Vidas roubadas!

Tem horas que a gente deseja que o tempo passe rápido. Na infância não vemos a hora de crescer. Na adolescência não vemos a hora de chegarmos à maioridade, como se isso fosse trazer uma enorme mudança em nossas vidas. Nem sempre isso acontece, quando acontece não é na velocidade que o jovem almeja.  Assim vamos desejando adiantar as horas! Terminar logo o expediente no trabalho para irmos para casa e poder, enfim, descansar, assistir TV, ficar com a família. Não fazer nada! Essa última dificilmente conseguimos, pois ao chegar em casa a janta nos espera para ser feita, a louça para ser lavada, os gatos para serem alimentados, a roupa suja aguarda no cesto, as plantas no quintal ressequidas e ansiosas por água fresca. Os afazeres que, segundo Mário Quintana, é a própria vida. Vamos sendo carregados de afazeres, responsabilidades, obrigações! No trabalho estamos sempre ligados, mesmo ao chegar em casa, porque o whatsapp nos aprisionou ao ambiente profissional, porque tem muita...

Perguntas sem respostas 2

Quando escrevi a primeira postagem com mesmo título, novembro de 2025, ainda pensava no que fazer sobre minha vida funcional no início de 2026. Pois bem, de lá pra cá muita coisa ou quase nada aconteceu! Já explico essa incoerência na minha fala. O que aconteceu? Um projeto de lei que estava tramitando nos órgãos federais foi aprovado e se tornou LEI. Essa lei “trouxe” de volta para os servidores públicos da educação os cerca de dois anos usurpados no período da pandemia. Por que falo em usurpação? Porque todo mundo na educação se virou nos trinta, vez o possível e o impossível, para continuar trabalhando durante o período de afastamento social, a despeito disso somente a educação ficou sem esse tempo, o que impactou em contagem de tempo e recebimento de algumas vantagens, que são garantidas por LEI. O que não aconteceu? Apesar dessa lei estar aprovada, homologada e publicada, o governo estadual ainda não está cumprindo a Lei na sua íntegra, em especial, nos pagar o que temos direi...

Lembranças de infância!

  Fico vendo as crianças de hoje somente conectadas no celular e no mundo virtual, muitas vezes irreal ou adulterado que existe ali, sem vivenciar outras experiências simples e tão enriquecedoras para o ser humano, como aquelas que nos permitem um contato maior com a natureza e outros seres humanos da mesma idade. Não sou dessa geração. Nem nasci nesse século! Na minha infância brincávamos e nos divertíamos com coisas simples e grátis ou baratas ou então feitas por nós mesmos, dada às dificuldades financeiras de boa parte das famílias de minha cidade e com as quais eu tinha contato. Imagem criada por IA Na pequena cidade interiorana paranaense onde nasci, no verão o calor era muito intenso! As chuvas eram por vezes assustadoras, daquelas que levam os telhados das casas embora. Quando eram chuvas mais mansas, sem riscos, corria para um canto de nossa casa onde as partes do telhado de nossa casa se encontravam, de onde descia uma bica de água fortíssima. Ali era meu lugar prefe...

O Tempo em Suspenso: Memórias de um Luto que Distorce as Horas

  Há alguns meses li uma matéria na internet que falava da percepção do tempo pelas pessoas que estão passando pelo luto. Perdi minha mãe há cerca de sete meses e desde os primeiros dias percebi que algo em mim havia mudado. Além da ausência, da saudade, das lembranças ao estar nos lugares onde estivemos juntas com frequência, senti algo diferente relacionado à passagem do tempo. Primeiro imaginei que era algo passageiro, apenas uma impressão minha que passaria rapidamente, e isso me acalmou. Após o retorno da vida quase normal após a pandemia também me senti assim ao andar pela cidade e verificar mudanças que não vi acontecerem. Casas antigas desapareceram. Novas construções surgiram. Comércios fecharam. Outros novos comércios foram abertos. Mas agora não era isso. O sentimento é outro. Em especial quando estou só, em silêncio comigo mesma, andando indo para o trabalho ou andando pela rua, em silêncio. Acompanhei mudanças na cidade próximas ao bairro que moro, vi novos ...

Capela de São Cristóvão: uma tragédia anunciada?

  Botucatu e região tem belas paisagens, mirantes para se apreciar as paisagens da Cuesta de diferentes pontos de vista. Um deles é o mirante, que se localiza na Serra de Botucatu, às margens da Rodovia Marechal Rondon. É um ponto alto, onde se localiza a Capela de São Cristóvão, uma construção simples, pequena, mas que se destaca na paisagem verde e exuberante do lugar, justamente pela simplicidade e por suas paredes brancas com detalhes em azul. Visito regularmente o local e, claro, sempre fotografo e observo como se encontra o lugar. Aqui no blog tem matéria mais antiga falando dela, em diferentes épocas, uma delas abordou inclusive a época que a Capela “pegou” fogo. Atualmente o lugar inspira cuidados! Deveria já estar sendo realizada alguma manutenção, uma vez que há sinais claros de uma tragédia anunciada. Estive lá recentemente e circulando nos limites da Capela pode se ver claramente no piso: rachaduras que estão alargando; a cerca de palanquezinhos azuis está com...