João Delfiol Construções

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menopausa: DE NOVO!

  Há algum tempo, quando estava começando a vivenciar os primeiros sintomas da menopausa fiz uma postagem aqui. Há cerca de dois anos, ant...

menopausa: DE NOVO!

 

Há algum tempo, quando estava começando a vivenciar os primeiros sintomas da menopausa fiz uma postagem aqui.

Há cerca de dois anos, antes do mês passado, estive em consulta com o  Ginecologista, na qual falei da última vez que havia menstruado, o que não ocorreu mais. Segundo este profissional é quando se completa um ano da última menstruação, que oficialmente se inicia, de fato, a menopausa. Anterior a este período chamam de pré-menopausa.

Não quer dizer que na pré você não tenha sintomas desconfortantes, indigestos, incômodos, chatos. Tive sintomas na pré-menopausa e não foram fáceis!

Há cerca de dois anos na menopausa, oficialmente, continuo com sintomas. O pior deles? O calor! Não é um calorzinho de dia de verão, que é amenizado com um banho, um suco gelado, que você sabe, que, com a chegada do inverno, vai acabar! ESTE  CALOR DA MENOPAUSA NÃO ACABA NO INVERNO!

Já tive calor, que se iniciava abaixo da barriga e subia como se fosse uma enorme e potente fogueira, que me queimava várias vezes por dia, que me fez gostar de ar condicionado! Que me incomodava muito, que me fazia suar muito, um suor mal cheiroso, como se estivesse iniciando a adolescência, ou que tivesse corrido quilômetros, por alguns dias, sem tomar banho!

Já há cerca de um ano, talvez mais, talvez menos, tenho um calor, que começa entre meus dois seios, e de fato neste local fica quente, muito quente! Este calor se espalha, mas meus pés continuam frios, como sempre. Transpiro muito à noite, não só entre os seios. O calor horripilante começa aí! São várias vezes, na noite, que acordo com muito, muito calor, me descubro, me abano, me resfrio, me cubro, sinto mais calor, me descubro, me resfrio, me cubro, bebo água gelada (fica ao lado da cama) e recorro a esta garrafinha várias vezes na noite! Entre os calorões, as bebidas de água, os abanos, tem o banheiro, o xixi. Não durmo uma noite inteira sem estes mal estares, diria péssimos estares, há bastante tempo. Consequências? Sinto sono à tarde! Tenho me sentido mais mal humorada do que o normal. Mais impaciente!

Estou tomando remédio pra ansiedade há um ano. Remédio mesmo. Antes eu vinha tentando alternativas menos prejudiciais. Tomei medicamentos antroposóficos, que valeram muito, por algum tempo. Depois era como se não estivesse tomando nada!

Para os calores? Tentei cápsulas naturais de amora. Por algum tempo, tempo curto, foram boas.

Terapia hormonal? Não pretendo fazer,  porque tenho casos de câncer na família da minha mãe. Vou tentar fazer um exame, caríssimo, para tentar identificar se sou geneticamente propensa a desenvolver esta doença, se isto se confirmar, não farei a terapia hormonal.

Estar na menopausa é mais ou menos como quem tenta engravidar e não consegue. Todo mundo pergunta, quer detalhes. Uma amiga que adotou e engravidou! Uma amiga que sem querer, quando não mais esperava, engravidou! Tem um remédio. Um chá. Um conselho. Ninguém sente, sentirá ou passará pelo que você está passando! Muitas vezes nem vai entender como é penoso este período da vida para você! Talvez até pessoas muito próximas a você não entendam suas dores e seus calores!

Não sei se a ansiedade foi piorada com a pandemia, mas acredito que sim! E juntaram as duas coisas: a pandemia e a menopausa! Ambas mexendo e desestruturando meu corpo e minha cabeça!

Se eu tinha alguma paz interior, acabou com estes dois acontecimentos!

Por quê? A pandemia trouxe a SEDUC pra dentro do meu celular! São grupos, diversos, do trabalho, que despejam centenas de mensagens diárias, que não dou conta de ler e de me apropriar, as vezes, nem entender. São centenas de pessoas com as quais passei a ter contato pelo celular! Mesmo com o retorno presencial ao trabalho isto continuará, acredito!

Sempre fui avessa a ter whatsapp! Só baixei no celular, inicialmente, para contatos com amigos e familiares. Não passava nem meu número de celular para terceiros, no trabalho ou fora dele.

E as lives? As reuniões remotas? Passaram a ser tantas, mensais, semanais, diárias! Umas atropelando as outras! E a gente tentando se equilibrar e não surtar, não enlouquecer no meio disto tudo!

E ainda por cima tem a menopausa! De meno(s) não tem nada! É tudo muito! Muitas mudanças! No corpo. Na cabeça. Na mente. No coração.

Será que sairei minimamente saudável disto tudo?

 

 

Abandono e descaso na #sp147 em Bofete

 Várias vezes fiz postagens no facebook falando das péssimas condições de uma #rodovia #sp147 LÁZARO CORDEIRO DE CAMPOS da nossa região.

O jornal de uma tv da região de Bauru também já fez reportagens, há alguns anos, mostrando as precaríssimas condições do trecho da SP, que cruza a cidade de Bofete, entre duas Rodovias: Marechal Rondon e a Castelo Branco.

Nada disto, no entanto, nem os clamores da população local, que também faz vídeos para mostrar o descaso do governo estadual com este local e com toda a população da região de Botucatu, trouxe alguma mudança ao cenário. Sim, toda a região de Botucatu, bem como todo e qualquer turista do estado de São Paulo sofre com o descaso e as péssimas condições desta "rodovia".

Para quem não conhece Bofete, nem sabia que ela era uma cidade, vamos contextualizar um pouco.

Bofete é uma cidade do interior do Estado de São Paulo, localizada na região centro-oeste, na baixada serrana (abaixo da Serra de Botucatu) e cortada por estas duas importantíssimas rodovias paulistas privatizadas. Bofete é uma simpática e acolhedora cidade do interior, que possui uma belíssima igreja matriz, que toca música para chamar os fiéis para as missas dominicais. Possui também pontos turísticos visitados por gente da região, de fora dela, de outros estados, tais como: Três Pedras, Gigante Adormecido. Tem recebido também turistas, que vêm em busca de conhecer a gastronomia da região.

Neste mesmo blog, há alguns anos, fiz algumas postagens falando da sinalização turística da região e de alguns pontos, que havia visitado.

Segundo dados do IBGE a população estimada da cidade em 2020 era de 11.921 pessoas. Segundo informações não oficiais, colhidas por esta blogueira,  com a pandemia houve um afluxo de pessoas vindas da capital, que se mudaram para os condomínios da região trazendo consigo seus familiares, inclusive crianças matriculadas nas escolas da região, fugindo da capital e da região metropolitana.

Bofete faz divisa com diversos municípios da região: Pardinho, Conchas, Porangaba, Torre de Pedra, Botucatu... Como é sabido, por quem mora no interior, as pessoas se locomovem muito entre as cidades para trabalhar e fazer compras, em busca de melhores oportunidades, deslocamento este muito prejudicado pelo estado deste trecho em específico, objeto desta postagem.

A rodovia, e é que se pode chamar assim, não tem acostamento nenhum, nada! Em vários trechos, se quiser salvar as rodas do seu carro, terá que invadir a pista contrária, o que nem sempre é possível, nem recomendável, por se tratar de uma sp de contorno extremamente sinuoso, cheio de curvas fechadas, e entradas e saídas de veículos longos, por se tratar de área de fazendas, sítios, chácaras, bem como a possibilidade de animais silvestres e domésticos na pista.

Além destes problemas há, durante a semana, tráfego de caminhões pesados, ônibus, além dos carros e motos.

Há alguns anos, cerca de três ou quatro, deixei de transitar por esta #sp147,  mas no final de semana passado, me arrisquei e vi que, neste período, as coisas só pioraram! Há mais buracos, grandes, pequenos, médios, bem fundos, fundos, rasos. Há trechos totalmente sem asfalto! Há trechos com aquelas lombadas feitas pelos pneus dos pesados caminhões. Para não dizer que o #der não faz nada por lá, faz sim! Coloca uma ou outra placa orientando para reduzir a velocidade! E só!  

Uma vergonha para o estado mais rico da federação! O estado que tem sido governado há décadas pelo mesmo partido, mas que nunca voltou seus olhos para esta rodovia! Esta chaga, este câncer, bem no meio da nossa belíssima e querida região de Botucatu. Região esta que será uma macro/micro região estadual. Região esta que possui o #polocuesta, que congrega os prefeitos da região, que buscam(?) melhorias para suas cidades e a região. Região esta que possui uma das melhores Universidades públicas do País, que possui o curso mais concorrido de medicina.

Em que esta precariedade impacta da #sp147 impacta na cidade e na região? Poderíamos fazer uma lista imensa! Vou falar de alguns impactos... afugenta Professores, que têm aulas atribuídas, mas que, assim que possível, as abandonam, devido ao risco de morte, que correm ao trafegar na citada “rodovia”. Afasta, acredito eu, possíveis investidores, pois quem vai querer investir em uma cidade, cortada por uma estrada tão ruim?

Me questiono porque até hoje, nunca, nenhum #deputado #estadual  envidou esforços para acabar com este estado de abandono e calamidade da #sp147!

Moro na região há mais de 12 anos e nunca, nunca, nunca, soube ou vi uma reforma deste trecho de rodovia estadual. Já presenciei reforma da rodovia entre Conchas/Pereiras/Cesário Lange, também responsabilidade do #der. Trecho este, que também liga a Rodovia Marechal Rondon à Castelo Branco, mas perto de Tatuí.

Há algum tempo um amigo professor, o Wanderson, que ministrava aulas em Bofete fez um vídeo denunciando as péssimas, degradantes, aviltantes condições desta estrada. Sim, porque rodovia, a meu ver, é outra coisa! 

Abaixo o vídeo do Prof. Wanderson, gentilmente cedido por ele.

O vídeo é de 2019. Pasmem! De 2019 pra cá, exatos dois anos, a única "melhoria", que fizeram neste trecho da #sp147 foi pintar o chão, onde dá, para sinalizar e colocar algumas placas avisando para diminui a velocidade! Como se fosse possível dirigir em alta velocidade em meio a milhares de buracos!

(4) Facebook

Algumas imagens da rodovia do mesmo vídeo do Prof. Wanderson:

Início do trecho próximo à Rodovia Marechal Rondon

A falta de acostamento em toda a extensão da rodovia em Bofete 
e o mato alto são problemas permanentes e eternos.

Como se pode ver aqui há vários locais onde não existe asfalto 
e os remendos são de péssima qualidade 







Buraco imenso e ainda é o começo da rodovia...


Ainda no começo da "rodovia"...



Como se pode ver nesta imagem só tem buraco!

Como se pode ver o caminhão é obrigado a entrar na contramão 
para fugir dos buracos
















Notícias sobre a #sp147

https://www.facebook.com/watch/?v=262629305235282 – mostra um pequeno trecho da rodovia em dezembro de 2020, mas não mostra os piores trechos.

http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2012/06/rodovias-esburacadas-oferecem-risco-aos-motoristas-em-bofete-sp.html

https://globoplay.globo.com/v/2682457/ 

 

 

SIM PARA A VACINA? NÃO PARA O CIDADÃO SEM COMPROVANTE DE ENDEREÇO!

 

Moramos em uma das cidades, onde houve a vacinação em massa para estudos a respeito da eficácia da vacina astrazeneca.

Um de meus irmãos, profissional autônomo, não tem carteira de trabalho, nem comprovante de endereço, pois mora com minha mãe, em imóvel cedido por outro irmão, que paga as constas de água, energia e IPTU do imóvel.

Quando houve, na cidade, a vacinação em massa fizemos cadastro do meu irmão, agora com 57 anos, no site do estado, no site da prefeitura, juntamos documentos, que comprovavam, que ele mora na cidade e também trabalha no mesmo lugar. Não eram os exigidos, mas eram os possíveis, dada a situação peculiar, pois meu irmão veio morar na cidade para nos auxiliar a cuidar da nossa mãe.

Ficamos na espera de um e-mail, uma mensagem de sms da prefeitura local, que nunca chegou!

Agora, que passou o período da vacinação em massa, e já vacinaram moradores, de outras cidades que trabalham aqui, de pequenas e grandes empresas, já avançou na faixa etária, tentamos novamente, após recebermos, de uma amiga, orientações para nos dirigir a um posto próximo de casa e levar alguns documentos.

Juntei meus documentos RG, comprovante de residência no meu nome, minha certidão de casamento e convenci meu irmão a tentar de novo!

Fomos ao posto de saúde do bairro, apresentei os documentos citados, pediram os documentos do meu irmão. Ele disse que tinha o RG, CNH. Não adiantou! Exigiram os documentos DELE! Nem conseguimos explicar mais nada!

Fomos orientados, pela responsável pela vacinação no PS, que deveríamos procurar a OUVIDORIA ou CONTROLADORIA DA PREFEITURA!

Mais uma vez não conseguimos vaciná-lo!

Ele vai se mudar de cidade? NÃO! Ele vai deixar de trabalhar aqui? NÃO?

Ele vai deixar de realizar coisas, que precisa fazer? Ir ao supermercado, padaria, farmácia, loja de material de construção,  e outras lojas da cidade. Ele usa máscara! Se cuida! Mas e os outros... se cuidam?

Tenho visto, COM FREQUÊNCIA, pessoas na rua sem máscara, com a máscara no queixo, com a máscara abaixo do nariz, com a máscara no pescoço. Tenho visto: no ponto de ônibus, no supermercado, entregadores de pizza, idosos, jovens, namorados! Estão todos vacinados? Todos tomaram a segunda dose? SERÁ?

Meu irmão é um cidadão, como qualquer outro, pois trabalha e paga seus impostos! Que são muitos! Impostos estes utilizados pelos Governos Federal e Estadual para adquirir as vacinas, que são enviadas aos municípios!

Se o cidadão mora no município, que recebe impostos e insumos para vacina do governo federal, cujo erário público é oriundo dos impostos, por que o cidadão não pode tomar vacina? 

Em qual momento pessoas como meu irmão, que são profissionais autônomos, sem carteira de trabalho, sem comprovante de endereço serão vacinados? NUNCA?

COMO DIZER SIM PARA A VACINA, SE O PODER PÚBLICO DIZ NÃO?

 

#vacina    #vacinaçãoemmassa   #covid19    #vacinasim    #astrazeneca   #direitonegado   

#prefeituranegavacina    #impostos    #direitos   #saúdedireitobásico   #saúdedireitofundamental         #governoestadualsp       #governofederal            

#prefeiturabotucatu     #prefeituradebotucatu      #botucatu      #autônomos      #profissionalautônomo     #cidadão       #poderpúblico       #mpsp      #ministériodasaúde

#alesp    #secretárioestadosaúdesp    #saúdesp    #governoestadosp   


Altiva e majestosa paineira da Pinacoteca

Nesta época, outono (segunda quinzena de abril), ela é mais chamativa, pois está totalmente coberta de flores rosas.Certa vez ouvi uma história, contada pela Prof.ª Clarice, professora de Geografia da rede estadual, que era amiga próxima da pessoa, que, segundo ela, contou a história do plantio desta belíssima e frondosa árvore, que embeleza a praça do antigo fórum.

 

Quem é morador de Botucatu ou passa pela cidade à passeio e visita o centro histórico, já deve ter notado na praça da Pinacoteca uma imensa paineira, que se localiza nos fundos da praça, na parte voltada para a Rua General Telles. Quem desce a general Telles nesta época, sentido centro (único sentido da rua, mão única) verá, mesmo de longe, uma árvore muito frondosa, cuja copa majestosa se visualiza a diversas quadras de distância.

Sempre gostei desta árvore, por isto tenho algumas fotos dela. A paineira é uma árvore bem comum na região, tanto que ao descermos a Serra de Botucatu, sentido Conchas, vemos belos espécimes dela, seja nas propriedades rurais ou em remanescentes de mata existentes na região.

Neste final de semana contatei a Clarice e pedi a ela, se poderia enviar um relato a respeito da história da paineira, porque não lembrava mais os detalhes.

Ela me relatou que em meados dos anos 1970 a benfeitora da nossa paineira, teria vindo passar uma temporada na cidade, mais especificamente na casa, onde hoje se localiza a loja da Universo Natural, ou na casa ao lado. O esposo de Branca Lucia Neiva de Carvalho e Silva, D. Branquinha, filha da benfeitora, o Dr. Amauri de Carvalho e Silva, teria um consultório no mesmo lugar, onde  também moravam.  Ele era médico pediatra e trabalhou muito tempo em postos de saúde, no Hospital Sorocabana. Com certeza várias gerações de crianças foram cuidadas por ele!

Como a D. Branca Lúcia, mãe de D. Branquinha, gostava muito de plantas, sempre estava por ali, nas imediações do antigo fórum, cuidava das plantas, assim resolveu então plantar a nossa querida paineira rosa, por isto ela foi plantada, onde está até hoje, em frente a casa onde morou a amada filha e família.

Busquei, na internet, fotos antigas do fórum, tentando encontrar alguma, que tivesse sido feita da rua general Telles, porque assim poderíamos ver se em tal registro ela, a paineira rosa, aparecia. Não tive muito sucesso nesta busca. Talvez algum parente de D. Branquinha, ou até mesmo, ex- funcionário do fórum tenha uma foto, que nos mostre o prédio visto da general Telles. Se alguém tiver e puder escanear e nos enviar colocaremos nesta postagem com o maior prazer!

Hoje, 24/04, passei pela rua General Telles, claro, parei para dar um oi para a nossa homenageada. Agora a florada dela não está mais tão chamativa, porque as flores estão pintando um imenso tapete rosa no entorno do seu imenso e forte caule.

Deixo mais abaixo  algumas imagens dela, assim você pode ter uma noção do tamanho desta cinquentenária!


Expediente:

Agradecimentos muito especiais:

- à Prof.ª Clarice Santos, que gentilmente me contou, pela segunda vez, a história do plantio da paineira.

- ao Prof. Eduardo Rosseto (Du), por ceder duas fotos, que estão ilustrando a postagem.


Foto by: Mary Delfiol

Foto by: Mary Delfiol



Foto by: Mary Delfiol

Foto by: Mary Delfiol

Foto by: Mary Delfiol



Foto by: Mary Delfiol


#botucatu    #spinterior    #paineirarosa    #paineira   #natureza    #nature    #história  

#cidade     #interior     #turismo     #pinacoteca    #pina   #pinacotecadointerior 

Incoerências da (IN)justiça

 

Entrei, há algum tempo, com um processo judicial para ter reconhecido o direito à aposentadoria especial como professor. Sou professora desde 1992, com apenas duas licenças saúde de 15 dias, durante toda minha vida funcional, sendo uma destas por acidente de trabalho e uma licença nojo, pela morte do meu pai. Duas destas licenças, a nojo e a por acidente de trabalho, não descontam para nada!

Estamos em 2021, só fazer as contas. Descontados cerca de 11 meses, que me afastei pela 202, sem pagar a previdência, que desconta do período aquisitivo.

Tive durante minha vida funcional afastamentos para atuar na Diretoria de Ensino com formação de professores, 3 anos como vice-diretor e professor coordenador, cerca de 11 anos na supervisão de ensino (onde estou atualmente).

Contextualizando para quem não é da área da educação. Meu cargo continua sendo na escola, onde é feita toda minha vida funcional.

Um outro esclarecimento. No Estado de São Paulo, diferente por exemplo do Paraná, o Supervisor de Ensino é supervisor de sistema, ou seja, ele é responsável por acompanhar e orientar um grupo de escolas estaduais, municipais e particulares. A quantidade de escolas varia de acordo com a Diretoria de Ensino, com a atribuição realizada a cada dois anos. Atualmente acompanho 3 escolas estaduais, 01 municipal, 3 escolas particulares. Já tive 8, 9 escolas.

O judiciário “entende” que supervisor de ensino está fora da escola. Não teria contato com a escola.

A questão é que, mesmo estando em outro prédio, nossa atividade profissional não ocorre somente atrás de uma mesa, como os senhores juízes, lendo, escrevendo, estudando, delegando, decidindo vidas com uma canetada! Não! Nossa atuação tem sim, uma parte burocrática, que atende demandas documentais da escola, envolvendo a vida de professores e alunos. MAS! SEMPRE TEM UM MAS! Nossa atuação, LEGALMENTE, exige visitas regulares de acompanhamento DENTRO DOS MUROS DAS ESCOLAS públicas e particulares.

Por que a atuação de um supervisor de ensino de sistema é importante? Vou citar só um exemplo: para que não sejam abertas escolas sem as mínimas condições exigidas POR LEI para receber alunos, professores e funcionários! Inclusive as escolas particulares onde estudam os filhos, netos, bisnetos, sobrinhos, sobrinhas dos senhores juízes e promotores passaram pelo crivo, fiscalização, olhar atento para então serem autorizadas! Se os alunos saem da escola particular, ou da pública, com a vida correta, sem erros, é devido ao trabalho da escola, mas à conferência de documentos, saneamento de erros administrativos, realizados pelo Supervisor de Ensino.

Ah! É também ao Supervisor de Ensino que os pais dos alunos das escolas particulares recorrem quando a sua prole vai ser reprovada no final do ano! Sim, os pais procuram o Supervisor de Ensino para saber se, LEGALMENTE, há como reverter a situação de reprovação do aluno! Não fazemos essa análise sozinhos, porque assim são evitados “entendimentos” pessoais, realizamos em comissão para que possamos discutir, esclarecer, e um contar com o CONHECIMENTO do outro e assim evitarmos injustiças.

Feitos estes esclarecimentos necessários para se entender como ocorre a atuação profissional de um Supervisor de Ensino vamos retomar o objetivo desta postagem.

Apesar de haver decisões, não uma, mas várias, decisões transitadas em julgado, que deram a outros Supervisores de Ensino ou Supervisores Escolares (nomenclatura utilizada em alguns municípios) o senhor juiz, que analisou meu caso, “ENTENDEU” que não tenho direito à aposentadoria especial. Ele “ENTENDEU” também, que  dos 3 anos de vice-direção e coordenação DENTRO DOS MUROS DA ESCOLA, somente 2 (DOIS) anos entrarão como “tempo para aposentadoria especial”.

Em artigo do site JusBrasil, que aborda a subjetividade presente nas decisões judiciais, o autor conclui o artigo afirmando que:

Fonte: http://obviousmag.org/

E, corrobora com a tese de Hutcheson, o fato de haver decisões judiciais conflitantes sobre um mesmo assunto. Mesmo com julgados, insistem julgadores em julgar de forma divergente, comprovando uma carga de subjetividade em suas decisões. Mesmo que os julgadores se utilizem de bases extralegais, não é sempre que é possível perceber essa escolha, pois o julgador aproveita da complexidade do sistema jurídico para ludibriar suas ações.” 


Mesmo havendo outras decisões favoráveis à aposentadoria especial para o Supervisor de Ensino, o juiz que analisou o meu caso ignorou a jurisprudência existente para dar o seu parecer de acordo com o “seu entendimento”.

Na minha atuação como Supervisor de Ensino, ciente de que meu trabalho burocrático envolve VIDAS DE PROFESSORES, DE ALUNOS, DE PESSOAS, busco estudar, claro e sempre, mas busco o apoio de outros profissionais para analisarmos determinadas situações objetivando sempre evitar o erro e o prejuízo aos alunos, aos professores.

Esta atuação, minha enquanto profissional da Educação, busca o atendimento com urbanidade, decisões com equidade e sem opiniões e entendimentos pessoais, mas embasadas no DIREITO de cada um expresso nas legislações educacionais e no ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Fonte da citação: Conceito da Decisão Judicial (jusbrasil.com.br) acesso em: 10/04/2021

De novo o #iamspe

 

Sou servidora pública desde 1992. Nunca fiquei sem vínculo com o estado. Estamos em 2.021. Faça as contas! Pago o #iamspe, “convênio” dos servidores públicos, desde 1.992.

Durante diversos anos paguei, paralelamente, um convênio particular, cujo valor era promocional, devido à parceria com uma associação dos servidores públicos.

Paguei o #iamspe SEM NUNCA USAR DE 1992 A 2009, ou seja, 17 (dezessete anos) só pagando sem usar!

Quando mudamos para o interior do estado, comecei a usar, porque deixei de pagar o outro convênio, até porque quando chegamos na nova cidade HAVIA  uma rede particular credenciada, pequena, que atendia exames, consultas, além da Unesp da cidade, que também já atendia pelo #iamspe.

Muito pouco tempo depois, um ano ou dois, de nossa chegada no interior foram descredenciadas as clínicas e os laboratórios de análises clínicas! 

Restou somente um local particular, que atende para consultas ginecológicas. Se quiser fazer exame, como o Papanicolau, o #iamspe não paga nesta clínica! Veja o contrassenso. A mulher vai até a clínica, é consultada, mas não pode coletar o Papanicolau, porque o “convênio” não paga o exame! Eles também fazem ultrassom. Se a mulher precisar fazer um ultrassom, NÃO PODE FAZER NESTE LUGAR. POR QUÊ? O #iamspe não paga!

Como é o atendimento pelo #iamspe? 

Vou falar aqui dos obstáculos, que são colocados pelo próprio "convênio" para que possamos ser atendidos. Não vou falar dos profissionais da Unesp, onde a maioria dos médicos nos atende bem. Claro que tem uns, que parecem que só querem nos atender em menos de 5 minutos e nos despachar, como se estivessem fazendo um favor, ou  atendendo a um “leproso”, mas repito, felizmente estes NÃO SÃO A MAIORIA!

Um esclarecimento: a Unesp atende o #sus e diversos convênios particulares, não tenho a lista, mas já a vi colada na parede do local, onde se fazia a carteirinha da instituição.

Por atender pelo #sus, isto significa dizer, que atende todos os pequenos municípios de nossa região e de outras, onde não se tem nada além de uma pequena UBS para atender a população. As vezes que já estive na Unesp vi ônibus grandes, vários, chegando lotados, além das centenas de ambulâncias de cidades, cujos nomes são os mais diversos, de municípios de regiões longínquas, algumas a mais de 600 quilômetros daqui.

Quais as dificuldades/obstáculos, que o #iamspe coloca para os PAGANTES? Para os servidores públicos, QUE PAGAM E MANTÊM O #iamspe? Sim, os servidores! NÃO É O ESTADO, QUEM MANTÉM O INSTITUTO! ALIÁS O ESTADO ENTRA COM UM VALOR ÍNFIMO, INSIGNIFICANTE, IRRISÓRIO!

Então vamos aos obstáculos impostos pelo #iamspe aos servidores PAGANTES?

1.       Cotas para consultas.

2.       Agendas médicas abertas, cujas vagas se esgotam em um piscar de olhos! Ou seja, não se sabe quantas vagas existem para o atendimento aos PAGANTES DO #iamspe!

3.       Algumas especialidades NUNCA TÊM VAGA! Como é o caso do oftalmo, por exemplo!

4.       Retorno com o médico, NÃO É DEFINIDO PELO MÉDICO! O que o médico escreve dizendo o período necessário para o retorno, NUNCA É LEVADO EM CONTA! QUEM VAI DEFINIR A DATA DO SEU RETORNO É O #iamspe de acordo com as conveniências do #iamspe, NUNCA DE ACORDO COM A NECESSIDADE DO PACIENTE, MUITO MENOS DE ACORDO COM A ESPECIFICAÇÃO MÉDICA!

5.       Certas terapias NÃO TEMOS DIREITO!

6.       Consultas não são marcadas de acordo com a necessidade do paciente! SOMENTE SE HOUVER VAGA, QUANDO HOUVER VAGA, SE HOUVER AGENDA ABERTA, SE FOR DE INTERESSE DO CONVÊNIO!

7.       O que a gente houve com frequência? Em Bauru tem vaga para esta especialidade. Em Bauru ou Sorocaba você pode fazer este exame!

Um absurdo que uma cidade como a nossa, onde se tem, segundo dizem, a maior quantidade per capita de médicos por habitantes a gente não tenha o direito de fazer consultas e exames sempre na cidade onde moramos!

Esta semana, depois de aguardar cerca de dois anos, passei com um médico. Evitei ao máximo marcar qualquer coisa, devido à pandemia, mas como a pandemia não acaba, a gente precisa cuidar da saúde, até porque com o teletrabalho surgiram doenças laborais, ou doenças, que já existiam pioraram e muito!

Fiz um comentário com o médico sobre as dificuldades com o #iamspe. O que ouvi? “Se você um dia precisar de uma cirurgia então...”

Você deve estar achando, que estou exagerando, afinal o discurso oficial é “Nós cuidamos das pessoas.” Ou ainda “O mais importante são as pessoas.”

Abaixo estão as negativas, que já tive, em alguns anos, por exemplo, de consulta com oftalmo.

Por que preciso consultar um oftalmo regularmente?

1.       É um DIREITO MEU TER ACESSO ÀS CONSULTAS.

2.       PAGO PARA ISTO MENSALMENTE, E DO ANO PASSADO PARA CÁ HOUVE UM ALMENTO SIGNIFICATIVO NESTES DESCONTOS.

3.       O ESTADO NÃO ESTÁ ME FAZENDO NENHUM FAVOR!

4.       UTILIZO ÓCULOS DESDE OS 23 ANOS E PRECISO DE ACOMPANHAMENTO REGULAR!

Preciso de outro profissional, a quem devo recorrer a cada 3 (três ou quatro meses) por ano, mas este como NÃO CONSIGO NUNCA MARCAR AS CONSULTAS COM ESTA REGULARIDADE, sou obrigada a pagar as consultas! Por que não consigo marcar? O “convênio” #iamspe NÃO PERMITE! NÃO DEIXA MARCAR CONSULTAS, QUANDO NÓS NECESSITAMOS!

NÓS PAGAMOS O #iamspe. NÓS MANTEMOS FINANCEIRAMENTE O #iamspe, MAS O #iamspe NOS TRATA COMO SE ESTIVESSE NOS FAZENDO UM FAVOR! NÃO SOMOS TRATADOS COM O RESPEITO, QUE MERECEMOS!

Somos os mantenedores do #iamspe e não temos, no Instituto, transparência nos gastos com o nosso dinheiro! Transparência nos gastos de recursos, no setor público, É OBRIGAÇÃO!

Abaixo alguns registros das negativas, que já tive no desde que comecei a utilizar o referido “convênio”. Isto sem falar, que diversas vezes desisti de marcar consulta, ou retorno, devido às dificuldades impostas pelo #iamspe para OS PAGANTES!

Os registros só existem a partir do momento, que pudemos fazer agendamento pelo site, porque antes as tentativas de agendamento ocorriam por telefone, bem como as respostas negativas.








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Pequena crônica do desassossego

 

Hoje, por volta das 15h20, estava, a exemplo do que vem ocorrendo há cerca de uns  nove dias trabalhando em casa, pois estou em home office, devido à pandemia de covid-19, como centenas, milhares de pessoas, restritas as suas casas, torcendo pra tudo isto acabar.

Ouvi alguém batendo palmas no portão. Fui atender, mas não cheguei nem próximo do portão.

De onde estava mesmo visualizei uma pessoa. Sem máscara! Um homem, jovem, cerca de uns 25 anos, talvez mais.

A pessoa em questão puxava um carrinho, como aqueles de carregar malas ou de ir à feira, com umas embalagens de plástico, daquelas que a gente não resiste, vive comprando... E vive perdendo! Perdendo as tampas.

De longe mesmo ouvi o rapaz me oferecendo um kit delas, sei lá, com umas seis ou sete, talvez mais. Primeiro, acho a trinta reais. Eu, educadamente, respondi que não. Em seguida baixou o preço. Mais uma vez respondi que não, não precisava. Veio se achegando ao portão, o semblante já havia mudado. Mais uma vez me interpelou, meio querendo me obrigar a comprar. Baixou o preço. Respondi, do mesmo lugar onde estava: “Moço, agradeço, mas não quero. Não preciso!” As perguntas e as negativas duraram alguns minutos. Ainda bem, que não saí do lugar. Primeiro porque eu estava sem máscara. O cidadão também. Segundo          que depois deste breve diálogo, quando disse meu último não, o indivíduo,  visivelmente nervoso, cara de bravo, se aproximou do próprio carrinho, empurrou, bateu nele com as embalagens plásticas, que tinha em um saco, que estava nas mãos dele. Me deu medo!

Voltei para o meu local de trabalho, mas não fiquei mais tranquila!

De vez em quando me levantava e ia até o meio do corredor da casa, como diz o caipira, “ia assuntar”, ver se tinha algum movimento na rua.

Normalmente, em outros tempos, não tenho receio de atender as pessoas, de conversar, mesmo que meio de longe, as vezes, vou até no portão converso e despacho o/a pessoa, que tocou a campainha. Não sou antissocial!

Mas hoje, fiquei aliviada, de ter tido este insight e não ter me aproximado!

 

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