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Aprendi a praticar sustentabilidade com meus Pais!

Todos os anos a mídia faz reportagens no início do ano sobre a compra de materiais escolares, dicas de como reduzir os custos com a compra destes materiais. Neste ano, isto também ocorreu! Assisti uma destas reportagens! Entre outras coisas mostrou uma diretora de escola particular, que fala, empoladamente, que a própria escola orienta os pais a reutilizarem os materiais, porque preza a #sustentabilidade. Na mesma reportagem mostrou um grupo de mães/pais/responsáveis, que se organizam no início do ano para realizar trocas de materiais, em especial livros didáticos e apostilas, claro, visando diminuir gastos. Vejo estas reportagens e lembro, claro, de histórias vividas pela nossa família! Penso nos   meus pais, quase sem estudos, meu pai estudou, acho, até o segundo ano primário. Minha mãe nunca estudou em escola formal. Mesmo assim praticavam a sustentabilidade, mesmo sem saber que o faziam, pois naquela época este termo nem existia! Éramos em quatro irmãos, com idades muito pr

Grande Mestra - Escola "Pinheirinho"

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No prédio onde trabalho há duas fotos, em um único quadro, que são muito significativas para a História do prédio, memória, bem como história das pessoas, que ao longo da existência deste prédio, por aqui estiveram dias a fio, vivendo suas vidas como alunos ou como docentes ou como funcionários. Sempre que passo no corredor, onde fica este quadro, vejo tal foto. Algumas vezes paro e me detenho a olhá-las e observar detalhes, que antes não tinha observado. Recentemente passava por este local com outra colega de trabalho e paramos em frente ao quadro. Ficamos por algum tempo ambas observando. Depois de alguns minutos, ou segundos observando, fizemos alguns comentários sobre a turma de alunos e alunas, que está na segunda fotografia. Estão alguns sentados, outros em pé, como era tradicional, ao lado deles, a Mestra Maria de Lourdes Villas Boas Ferrari. A turma retratada era composta de meninos. Na época os alunos e alunas eram separados em turmas compostas só de meninos ou só de menin

10 ANOS DE SUPERVISÃO DE ENSINO: muito aprendizado!

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  Há dez anos e alguns meses eu chegava à Supervisão de Ensino. Após ter realizado uma inscrição e me candidatado em um processo, que ocorria anualmente. Fiz minha inscrição sem ter muita certeza se iria ou não. Havia atuado em uma Diretoria de Ensino, mas em trabalho essencialmente pedagógico, onde atuei por cerca de treze anos com formação de professores. Na ocasião de minha inscrição fui atendida por uma ex-supervisora, a Clothildes Zuccari, que perguntou se eu pretendia ir para a Supervisão ou não. Diante da minha hesitação, que externei, ouvi dela que “Devia ir sim. Que ela e todos me auxiliariam no que fosse preciso!”. Esta fala da “Clô” foi decisiva para mim. Realmente assim foi. Fui, sem saber quase nada, pois era um setor diferente das experiências, que tinha tido até então. Com uma burocracia diferente, com rotinas de trabalho diferentes.  Tive sorte, pois era um período um pouco mais tranquilo, no qual, mesmo com muito trabalho, conseguíamos fazer as visitas escolares em dup

Balanço de final de ano

  O ano está quase acabando e, apesar da pandemia, da quarentena, de todos os problemas, que todos vivenciamos, o que realizamos? Tivemos momentos felizes? Quais foram e como foram? Realizamos aqueles planos, que pensamos, no ano anterior, para realizar em 2.020? Realizamos algo, que queríamos fazer há muito tempo? O que realizamos, que só ocorreu devido, exatamente, à quarentena imposta pela pandemia? Você já parou para fazer esta retrospectiva de sua vida? Hoje estou pensando nisto! Alguns momentos felizes registrei, em fotos, e em breves textos, que guardei no meu receptáculo de coisas boas, de bons momentos. Ele é um vidro decorado, que fica em minha estante, e recebe estes papeizinhos dobrados, os quais pretendo retomar ao final do ano e em anos posteriores também. Esta cápsula de bons momentos não foi ideia minha. Li ou vi na internet ou na TV no início de 2019. Utilizei-o para registrar momentos felizes! Não os reli ainda, mas estão ali, registrados, guardados, alé

VELHICE E A CONSCIÊNCIA DOLOROSA DA FINITUDE DA VIDA

  Li, há alguns dias, em uma das apostilas do curso de pós, que a partir dos 40 ou 50 anos as pessoas começam a pensar na finitude da vida. Tomam mais consciência disto! Esta semana isto fez todo o sentido pra mim. Levei minha mãe ao médico. Diferente das outras consultas, perguntei à medica, se eu entrava com a mãe ou se ela entraria sozinha. A média respondeu que queria falar com ela primeiro, depois eu entraria. Sempre entrei junto, pois minha mãe tem problemas auditivos causados pela idade, assim somos os interlocutores dela, os ouvidos dela. Tudo que a médica fala, a gente repete pra ela, ainda explica algumas coisas. Também precisamos relatar como tem sido o comportamento dela, coisas que nos causam preocupação. Não entrei de imediato. Quando a médica enfim me chamou adentrei a sala, sentei ao lado da minha mãe, na cadeira vazia. Vi que ela estava enxugando as lágrimas! A médica então comentou, que achava que ela estava meio depressiva. Perguntou se ela era assim de c

Resposta à professora indelicada

  Tem gente que acha que vida de professor é fácil. Ouvia, antes mesmo de iniciar minha vida profissional, que ser professora seria muito bom. Trabalharia só meio período. Teria tempo para fazer outras coisas. Iniciei minha carreira profissional com poucas aulas. Morando em um Estado e trabalhando em outro. Atravessando um rio de balsa todos os dias. Isto eu que tenho paúra de água em grande, enorme quantidade. Tive que vencer este medo! Não foi só isso. Poucas aulas. Ganhava pouco. Precisava ajudar minha família. Pagar ônibus. Se pagasse ônibus de linha para ir e vir, claro, não me sobraria muita coisa. Dormi de favor em casa de parentes. Em uma república com pessoas, que mal conhecia, mas que foram muito generosas comigo.   Pegava caronas pra voltar pra casa e economizar dinheiro! Sorte que um amigo, cursou faculdade mais ou menos na mesma época, também professor da mesma disciplina, pegava carona comigo, assim eu me sentia mais segura. Caronas com caminhões de fazendas. Caminhõe

O tempo e as histórias

V amos vivendo e colecionando memórias e #histórias. Todos têm as suas. Poucas. Muitas. Vejo minha mãe, com seus 80 anos, que diariamente nos conta histórias de sua infância, de seus avós, bisavós, tios, pai e mãe. Ela relembra também da própria vida! Das inúmeras dificuldades vividas ao longo de tantos anos, em especial, quando os filhos eram pequenos. As dificuldades financeiras. O trabalho duro: na roça e em casa até altas horas da noite para dar conta de todo trabalho de uma família de seis pessoas. Lavar roupa no rio sobre uma tábua de madeira, com os filhos pequenos ao redor. Mais tarde lavar roupa em casa, mas puxando água de um poço com muitos metros de fundura. Não. Não era meu pai, que fazia este serviço. Era ela mesma! Manter as roupas, a casa, as crianças, o marido com roupas limpas, em bom estado, passadas, além de trabalhar na roça diariamente, levando pela mão os filhos pequenos, que aos 4 anos ganhavam   um belo presente de meu pai: uma enxada para criança! Uma enxa