Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Perguntas sem respostas...

 Estou em fase digamos, pré aposentadoria, apesar das inúmeras plataformas existentes, toda digitalização, a nossa vida funcional caminha a passos lentos e sem vontade como diz o cantor.

Nossos documentos, portarias, são publicados na atual versão do D.O.E., mas você acessa a busca avançada e digita seu nome completo e não encontra nada atualizado. Ah, mas dizem que foi publicado! Você insiste na busca, vai pelo número do seu RG com dígito, sem dígito. Nada! Sou brasileira e não desisto! Meu nome no holerite é sem o “do”. Dígito novamente sem essas duas letrinhas. Nada! 

Acho muito estranho não aparecer publicações recentes! Abro uma ocorrência questionando o órgão superior competente, que me responde que “Sim, continua sendo obrigatória a publicação da portaria”. 

E isso não é tudo! 

Quero saber quanto tempo me falta para me aposentar! Você poderia me dizer “Simples! Está tudo informatizado!” Só que não cara pálida! Por duas vezes recebi simulações do sistema, ambas foram impressas por órgão responsável. Da última vez após determinada pessoa ver a última simulação com meus tempos no magistério oficial me disse “Acredito que dá o tempo, mas só saberemos com os papéis!”

Até entendo a fala dele até porque até há pouco tempo, ano passado ou esse ano, faltava cerca de um ano de minha vida funcional. Meu primeiro ano: 1992! Não havia nem iniciado a informatização das secretarias escolares nessa época, o que começou a ocorrer em meados de 1995. 

Com tanto tempo passado, 32 anos, não atualizaram os sistemas? Não. Porque é preciso que o ser humano tenha tempo hábil para realizar seu trabalho, quando não há seres humanos em quantidade suficiente para atender as inúmeras demandas cotidianas urgentíssimas, tudo o que não parece urgente vai ficando pra depois. Não culpo o servidor público por isso! Afinal contratação de pessoal não é da nossa GOVERNAbilidade. 

Voltando à última simulação… me faltam cerca de 7 meses para dar meu tempo. Depois disso posso sair? NÃO! Os trâmites para pedir e publicar abono de permanência, depois pedir, assinar aposentadoria, ainda ficar MAIS 3 meses trabalhando aguardando a publicação. Se der tudo certo, sai até antes! 

Estou pensando em juntar um tempo trabalhado em empresa privada para cobrir esses meses que faltam, mas ninguém sabe me informar se juntar esse tempo vai me prejudicar financeiramente ao me aposentar. A história é mais ou menos, vamos juntar o tempo, depois a gente vê no que vai dar! 

Após trabalhar mais de 32 anos de efetivo exercício com poucas ausências, que ocorreram somente em casos de necessidade. Licenças por doença? Conto nos dedos: uma de cerca de 10 dias no primeiro ano de trabalho, que me machuquei dentro de sala de aula, após passar mal e deslocarem meu braço direito durante o socorro. Duas licenças curtas por ter contraído COVID. Licença nojo do meu pai e da minha mãe (8 dias cada). Ah! Tive uma licença acidente de trabalho quando estava convocada a trabalho durante curso em São Vicente, no qual lesionei um dos pés.

Nunca mudei muito de escola! Poderia se dizer “Nossa! Mudou tanto por isso a vida funcional está desatualizada!” Não foi meu caso! 

Inocentemente achei que quando chegasse nesse período teria mais clareza sobre o que me aguarda. Mas não! 

Os sistemas informáticos não nos dão as respostas. As pessoas envolvidas no processo não tem as respostas. 

Será que vou ter que contratar um advogado para analisar minha vida funcional e me dar uma resposta simples e objetiva quanto a juntar ou não o tempo? Continuo 

trabalhando? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

Iluminação na fotografia

Esta semana, mais uma vez participei de uma oficina do Projeto Pontos MIS. O foco desta vez foi tratar sobre o papel da iluminação na fotografia. Neste texto vou abordar alguns aspectos da oficina, que contribuíram para o aprendizado dos conceitos explicados pela Prof.ª Bete Savioli. Primeiro, claro, a Professora, que é excelente especialista no assunto, trabalha na área. Professora de fotografia na USP, câmpus Maria Antonia. Trabalha com fotografia profissionalmente. Segundo aspecto, ainda relacionado à docente, uma aula preparada com materiais visuais, que foram complementados com as explicações dela, que ampliavam a apresentação dos conceitos, bem como com a participação dos alunos. Um terceiro aspecto, que contribui para o sucesso e aproveitamento dos alunos, é que todos estavam lá, porque gostam e se interessam por fotografia! Não pensem vocês que todos tinham mesmo nível de conhecimento, nem a mesma idade. Em geral, por serem oficinas abertas ao público, ele é sempre bem...

Visita à Pinacoteca: minhas impressões

Estive novamente na Pinacoteca, visitando e revisitando obras, espaços. Fotografei peças, pessoas, luminosidades. Muitas coisas me chamaram a atenção, pois permaneci, visitando as exposições, por várias horas. Observei muito, fui registrando em imagens algumas destas coisas. As obras estão estrategicamente colocadas, em alguns casos, aproveitando a luz natural do ambiente, que é refletida por vidros, seja no teto, nas janelas, portas.  Observei o movimento das pessoas, adultos e crianças, pelos amplos espaços e a observação que faziam do que estava sendo visto. As crianças viam, paravam para observar, curtir, uma obra muito colorida, que esguicha água por vários orifícios. Esta obra colorida fica próxima ao elevador. Ela é composta de várias mulheres rechonchudas e com roupas muito coloridas. É intitulada Fonte das Nanás, 1974, da artista plástica Niki de Saint Phalle. Várias crianças paravam ao lado dela, subiam no patamar que a rodeia, ficavam com os olhinhos grudados nel...