IMPOSTÔMETRO

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Postagem em destaque

Incoerências da (IN)justiça

  Entrei, há algum tempo, com um processo judicial para ter reconhecido o direito à aposentadoria especial como professor. Sou professora de...

Prédios antigos de Botucatu: algumas considerações

Botucatu, ou Ybitu Katu, cidade dos bons ares. Já esteve nesta cidade? Andou por suas ruas? Se sim, com certeza viu alguns prédios antigos, uns bem cuidados, outros nem tanto. Não sei quais são realmente históricos, mas gosto muito de ver algumas destas construções, pois há uma riqueza de detalhes nas fachadas, nos jardins, nos  vitrais.
A mais conhecida, a Catedral de Santana, lembra muito a Catedral da Sé (São Paulo). Olhando-a por fora, não parece ser muito grande, nem muito suntuosa, mas no interior vemos os vitrais, os altares, o órgão. É muito bonita, vale a pena conhecer!
Uma vez tomei um táxi, comentei com o taxista a respeito da beleza da Catedral, mas ele me disse que a igreja mais bonita da cidade é a de Nossa Senhora de Lourdes. Algumas vezes tentei olhá-la por dentro, mas nem sempre fica aberta, em horários de missa não gosto de entrar, porque atrapalharia o ritual, se de repente começasse a andar, observar os detalhes e tirar fotos.
Dia desses consegui entrar na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, mas não estava com a máquina fotográfica, por isso só tenho fotos do exterior, mas o interior é muito bonito, apesar que achei-o meio escuro, não sei se foi só impressão. Há enormes pinturas da Via Crucis, cujas molduras, grossas e escuras, combinam com os bancos. As pinturas também são escuras, acredito que seja o estilo do pintor. Acho que tudo acaba compondo um clima de recolhimento, meditação.
Além das igrejas, que aqui são muitas, há  outras construções igualmente interessantes. Uma delas é a antiga estação ferroviária (http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/botucatu.htm ), no centro da cidade, mas como acontece na maioria das cidades, está totalmente abandonada e depredada, o que é uma pena, pois o prédio é grande, imponente. Recentemente foi cedido para a Prefeitura, por dez anos, mas a utilização do espaço ainda está sendo discutida. Enquanto isso, o patrimônio se deteriora mais ainda! 
Há também o prédio, do Estado, onde atualmente funciona o Fórum da cidade. O Prédio fica no centro de uma praça bem arborizada, no centro da cidade, mas infelizmente a aparência exterior não é das melhores, o piso ao redor do prédio é uma calamidade, nada acessível. Recentemente, na Câmara dos Vereadores, foi protocolado um pedido de melhorias na iluminação da área. O Prédio ficará vazio em breve, porque está sendo construído um outro para receber definitivamente o Fórum, mas ainda não se definiu o que será feito desta construção antiga, histórica. 
Se me perguntassem o que fazer com um destes prédios, teria uma sugestão, sonho de uma Prof.ª, a Rosemeire Raimundo, que visualiza, no prédio atual do Fórum, um Museu da Cidade de Botucatu. Acredito que uma cidade com tanta História merece ter um museu para socializar fotos, jornais, livros, desta forma fortaleceria os vínculos entre a cidade e os cidadãos. Além disso, seria um importante instrumento para ações educativas, tais como: visitas monitoradas, exposições de fotografias antigas (e atuais) sobre a cidade, entre outras ações.
Santo André, cidade do ABC paulista, tem um museu com a história da cidade, que era uma antiga escola estadual, uma referência para museus deste tipo. Muito organizado, com serviço de captação de documentos e objetos, serviço de apoio educacional. A historiadora Suzana Kleeb  é responsável pelo Museu.
As boas experiências, como esta, deveriam servir de norte para outras cidades. Afinal, um país sem memória, não sabe o país que é!
Abaixo algumas fotos destas construções:





Reflexões políticas

Tenho ouvido os principais candidatos à Presidência falando na tv, recortes de debates com instituições, sindicatos, empresas.
Algumas coisas têm me chamado muito à atenção. Alguns deles estão prometendo instalar clínicas de recuperação de drogados no Brasil inteiro, mas fica a pergunta... por que não fizeram isso nos seus respectivos Estados? Essa pergunta é válida para quem já foi governador, deputado... Afinal o fantasma das drogas assusta a todos nós há bastante tempo, não é uma discussão nova, um problema que surgiu no ano passado. Se discute o poder nefasto do crack há bastante tempo.
Além dessa questão, fala-se, em quase todos os discursos, em melhorar a qualidade da saúde e da educação. Há décadas essas duas questões estão nos discursos dos prefeitos, governadores, secretários, presidentes... E por que quase nada mudou? Por que mesmo quando se implantou a CPMF PARA A SAÚDE, o dinheiro não chegou aonde deveria? Por que os bilhões desse IMPOSTO não mudaram em nada a saúde no nosso país?
Quanto a saúde há diversas propostas: instalar mais AMEs, UPAs... por aí vai. Eu perguntaria: o que existe atualmente, unidades básicas de saúde, hospitais, hospitais universitários, estão funcionando adequadamente? Há médicos (em todas as especialidades) atendendo nestes locais e dando conta da demanda? Os cidadãos conseguem marcar consultas/exames sem demora de meses ou anos? Quando sofre um acidente, como motociclistas, por exemplo, são socorridos imediatamente pelo RESGATE, mas ao serem deixados nos hospitais, são operados de acordo com a necessidade do caso? Ou são deixados nos corredores aguardando vagas nos quartos e um médico para operá-los? Se não há médicos suficientes na rede pública, qual(is) os motivos? Paga-se pouco? Falta estrutura? Há que se pensar que um médico não vai deixar de ganhar R$ 200,00 em sua clínica particular, com todo conforto, para ganhar sei lá, R$ 50,00, R$ 70,00?
Antes de escolher o seu candidato pense nestas questões! Afinal, refletir não dói, não paga imposto (ainda!) e ainda ajuda a tomar uma decisão com mais clareza. Boa sorte para você e para todos nós!

PROFESSOR DA REDE ESTADUAL DE SÃO PAULO, INFORME-SE!



Se você é professor da Rede Estadual e precisa de informação confiável, não quer ficar procurando em diversos sites ou blogs, há duas ótimas opções.
A primeira é o Site da Diretoria de Ensino da Região de São Vicente (www.dersv.com ), que é muito completo, atualizado diariamente com as notícias da SEE (Secretaria de Estado da Educação), em especial as Resoluções, Decretos. O site é muito organizado, fácil de navegar. 
Ainda no mesmo site você tem a opção de cadastrá-lo no twitter, desta forma as principais notícias serão enviadas para o seu twitter. Muito prático, não?
Além dessa opção, há no lado superior direito, na página inicial, um link para o Formspring.me da própria D.E., onde você poderá encontrar respostas para diversas perguntas dos professores, bem como fazer a sua também. 
Existe também um Blog muito organizado, onde são postadas as principais notícias da Educação Estadual e da Prefeitura de São Paulo. O endereço é: http://diariodaeducacao.com.br . As notícias também são postadas diariamente, o que facilita a navegação. Há também a opção de segui-lo no twitter. 
Boa leitura para você! Lembre-se estamos na Era da Informação!!!

Paradoxos brasileiros

Você já parou para pensar nos paradoxos do Brasil? Não? Então vamos pensar nos principais, a meu ver, que mexem conosco por toda a vida e até a morte.
Primeiro deles: os filhos dos pobres e classe média (baixa) estuda a toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio) em escola pública; o filho do rico, das classes mais abastadas, ou daqueles que (se matam para pagar) estudam em escola particular.
O segundo paradoxo é uma continuação do primeiro: os filhos dos ricos cursam o superior nas melhores universidades públicas (que são mantidas também pelos impostos que os pobres, classe média, pagam), mas os filhos dos pobres e classes de menor poder aquisitivo estudam o curso superior, quando estudam, em faculdades particulares, pagas, nem sempre de boa qualidade.
O terceiro é relacionado à saúde, tão em voga atualmente nos discursos de TODOS os políticos em campanha. As classes mais abastadas, classe dirigente do país, tem acesso aos melhores hospitais, melhores médicos, melhor tecnologia, em sua maioria, em ótimos hospitais particulares.
O povo? Ah, esse sofre nos hospitais públicos, muitas vezes em macas nos corredores, aguardando atendimento, aguardando uma cirurgia, aguardando um médico, que ninguém tem certeza quando vai chegar.
Essa é mais interessante... durante muito tempo o povo, ou uma grande parcela dele, teve sequestrados de suas contas bancárias milhões, por que não dizer, bilhões de reais do imposto CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira), cujo “objetivo” era “mais verbas para a saúde”.
Até quando vamos aceitar esse Estado de coisas? Pagamos impostos pesados, mas temos que pagar faculdade; pagamos impostos,  mas não temos acesso à saúde de qualidade; pagamos impostos, mas se quisermos rodar em estradas seguras, temos que pagar de novo os inúmeros pedágios.
Será que se as classes dirigentes do país tivessem seus filhos estudando nas escolas públicas de educação básica, a educação não teria mais qualidade, mais atenção, mais verbas?
Será que se eles também fossem obrigados, quando necessário, a utilizar os serviços médicos dos hospitais públicos, não melhorariam a saúde dos hospitais? 

Convênio público e interesses particulares...

Pago, religiosamente, desde 1992, um “convênio” do Estado, que somente agora estou tentando utilizar, pois não pago mais convênio médico particular.
Mesmo residindo em uma cidade, que acredito, há diversos médicos para cada cidadão, há uma grande dificuldade em ser atendida por eles.
Começa pela Universidade pública existente aqui, dizem uma das melhores do Estado, quando se trata de cursos de medicina e veterinária.
Todos os atendimentos do Estado de São Paulo se concentram nessa Universidade, o que não seria de todo ruim, pois dizem que o atendimento é muito bom, mas há uma agravante: toda a região Centro-Oeste é atendida aqui. Pela manhã, em uma das avenidas principais da cidade, pode-se ver os ônibus, ambulâncias de outros municípios trazendo seus pacientes para serem atendidos aqui.
Além disso, a maioria dos médicos da cidade, segundo comentários de populares e de outros profissionais da área médica, trabalha nessa universidade e mantém clínicas particulares, o que, acredito, é um direito deles.
Qual é problema então? Quais são os problemas?
Há nessa universidade, segundo ouvi de uma médica, uma “cota” de atendimentos por esse convênio público, que esses médicos da Universidade atendem somente a cota, o que implica em não aceitação de novos pacientes (meu caso), não importa o quanto reclame, nem sua necessidade, nem seu direito à saúde, estipulado na Constituição Federal, nem que, como pagante, sou uma consumidora, por esse motivo poderia cobrar meus direitos... mas onde?
Enviei uma reclamação para a Ouvidoria do órgão, acostumada a fazer isso em relação à empresas particulares, estranhei a demora da resposta ou  mesmo de uma afirmativa, quanto ao recebimento da reclamação, resolvi telefonar para ver se ao menos havia chegado minha mensagem. Mais uma descoberta: há somente uma pessoa para ler e responder as milhares de reclamações que chegam todos os dias (palavras da pessoa, funcionária da ouvidoria, que me atendeu).
Estranhei também o fato de não haver clínicas particulares credenciadas para atender por esse convênio público, descobri o porquê em uma conversa com um médico. Segundo esse profissional, o convênio paga muito pouco, por isso não há interesse deles em atender aos cidadãos que pagam o convênio.
Vamos pensar... Se as pessoas não são atendidas na Universidade, porque só atendem à cota, se há poucos profissionais lá para fazer o atendimento voltado ao convênio público, se as pessoas necessitam do atendimento, logo... PAGARÃO por ele nas clínicas particulares dos mesmos profissionais, que também atendem (?) na Universidade Pública.
Quem perde com isso? O médico? Não!!!!! O convênio???? Não, pois está recebendo mensalmente as mensalidades dos atendidos e dos não atendidos pelos médicos. Quem perde é o funcionário público, cidadão, pagante, pessoa humana, que vê diariamente seus direitos serem “esquecidos”, menosprezados!
Até quanto vamos aceitar esse tipo de coisa? Até quando vamos aceitar um “convênio público” deficiente? Até quando vamos ver nossos Sindicatos de classe fazendo propagandas de convênios médicos particulares? Não deveriam eles, sindicalistas (pagos pelos funcionários sindicalizados, mesmo pelos não, uma vez que são funcionários afastados de suas funções e pagos com nossos impostos) cobrar do Estado um convênio público, decente, que atendesse aos funcionários com eficiência e urbanidade?


Mudanças... Organização e transporte: cuidados

Todos nós passamos por inúmeras mudanças em nossas vidas, dentre elas a mudança de casa. Com ela diversas preocupações: transporte dos móveis, casa em outra cidade/bairro, burocracia inerente a compra ou aluguel, por aí vai.
Também passei por isso algumas vezes, com cada uma delas aprendi algumas lições.
Na primeira mudança, de casa alugada para nossa primeira casa própria, o transporte foi feito por um amigo nosso, que levou, em duas viagens, os poucos móveis que tínhamos, como também livros, revistas, jornais, bagunças que guardamos vida afora.
Não preciso falar que nessa primeira mudança aconteceram alguns probleminhas com os móveis: alguns riscos, um vidro quebrado em um rack (na época era recém comprado), mesmo tendo sido tomados alguns cuidados.
Na segunda mudança de casa própria para casa alugada, por necessidade de transferência de local de trabalho, mais alguns probleminhas, desta vez menores. Tivemos o cuidado de chamar um caminhão de uma pequenina transportadora, cuja equipe, já há algum tempo no negócio, tinha experiência, tomaram todos os cuidados que se espera para não quebrar nada.
Tentamos uma transportadora de renome, mas após enviar uma previsão dos móveis a serem transportados, cujo questionário estava disponível no site da empresa, aguardei alguns dias, mas não obtive resposta.
Quais cuidados?
Na hora do transporte dos móveis da casa para o caminhão:
- giravam os móveis com todo cuidado para não bater nas paredes;
- se preciso o móvel era deitado para facilitar o transporte, descer escadas, corredores estreitos;
- o motorista, que também organizava os móveis no baú, entrou na casa, olhou tudo e orientou os carregadores quanto a quais móveis deveriam levar primeiro;
- sobre os móveis e entre eles foram colocados cobertores velhos para impedir possíveis riscos e quebras;
- móveis mais pesados, como a geladeira e máquina de lavar, foram amarrados.
Os cuidados que eu tive para embalar os utensílios domésticos... Como não tinha dinheiro para contratar uma empresa especializada no assunto, eu mesma fiz!
- utensílios de vidro e porcelana (copos, pratos, xícaras, travessas): embalei-os enroladinhos com bastante jornal, mas isso pode ser feito com plástico bolha (comprado por metro), porém isso iria encarecer muito!
- quadros com vidros: embalei com plástico bolha (bastante), pois não tinha muitas peças que precisassem desse cuidado.
- identifiquei todas as caixas com letras de forma, com detalhes para saber o que havia dentro;
- tive o cuidado além de identificar, colocar em cada caixa: cozinha, quarto, sala (bem grande, outra cor de pincel) para facilitar a localização e otimizar a organização, assim abriria primeiro as mais necessárias para os primeiros dias.
- lacrei bem as caixas, colocando na parte de cima uma etiqueta bem grande, que era recoberta com fita de embalagem, pois se acontecesse alguma abertura eu perceberia rapidamente!
- as caixas para a mudança: consegui-as no comércio, em lojas de calçados e supermercados; mas caso opte por essa solução, mais barata, precisa solicitar com antecedência e buscar na data marcada, pois caso contrário são doadas para reciclagem ou vendidas.
 Espero que essas dicas sejam úteis a você, leitor, que precisa se mudar com o máximo de cuidado e o mínimo de gastos!

Você também poderá gostar de...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...