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João Delfiol Construções

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Incoerências da (IN)justiça

  Entrei, há algum tempo, com um processo judicial para ter reconhecido o direito à aposentadoria especial como professor. Sou professora de...

Inclusão social pela metade


Você já assistiu TV com legenda? Não aquela legenda dos filmes, mas sim aquela voltada às pessoas com deficiência auditiva, o chamado “closed caption”.
A minha televisão tem este recurso, que é útil para quem está habituado com ele, tem fluência na leitura.
Dia destes assisti uma parte de uma novela, utilizando este recurso. Como a novela não era recente, percebi alguns problemas na neste recurso. Passei então a assistir alguns programas usando estas legendas. Percebi que houve um grande avanço, uma melhoria grande, pois atualmente as legendas correspondem exatamente à fala do personagem ou personagens.  Ainda por cima trazem os nomes dos personagens entre colchetes, como se fosse um texto teatral.  Não têm erros de digitação, nem de acentuação.
Pode parecer quase nada! Foram incluídas as interjeições, exprimindo sentimentos.
Tudo isto é muito positivo, porém para a pessoa surda, certas convenções nossas não fazem sentido, os verbos, por exemplo.
Mas deixemos isto de lado!
Você não acredita que houve uma evolução?
Vou dar um exemplo para ilustrar isto.
Li em uma legenda de uma novela de anos atrás, que está sendo reprisada, a seguinte frase “Você não enxerga um PALCO diante do nariz”.
Entre a palavra pau do ditado popular e um PALCO tem muitas, muitas tábuas de diferença!
Imaginem as pessoas que dependiam, para entender o jornal, a novela, o programa da tarde, de uma legenda e liam estes absurdos.
Será que as pessoas que dependem do “closed caption” têm as informações ou melhor será que tem acesso às informações?
Observe na sua TV, se ela dispõe de legenda, closed caption, ou seja lá qual o nome dado, se todos os programas têm a legenda.
Observei um pouco, vi que as novelas têm, outros como propagandas, chamadas do jornal não têm!
Existe inclusão social pela metade? 

Ar gelado na nuca


Ela era uma mulher de trinta e poucos anos, casada, sem filhos, moradora de cidade grande. Era isso: moradora. Afinal não nascera ali. Nasceu muito longe, uma cidadezinha de interior, para onde, de vez em quando, voltava para recarregar as energias, sentir o sol quente, ver a lua, as estrelas, que na cidade grande pouco via, ou era por causa da poluição, ou pela falta de tempo de olhar para o céu ou sair do shopping onde trabalhava.
Você sabe o que é um shopping? Templo das compras e diversão para quem vai a passeio, mas dia eterno e artificial para quem nele trabalha dia e noite, sem saber em qual desses horários está, nem se chove ou se faz sol, se faz frio ou está calor. A obrigação de estar sempre bonita, maquiada, sorridente, de bom humor, bem vestida. Era esse seu trabalho: o cartão de visitas da loja. Era vendedora. Além de vender sua própria imagem por um salário mínimo fixo, comissões um pouco melhores, vendia roupas, roupas de grife para as madames que por ali passavam.
Além desse trabalho, que deixava marcas nas suas pernas, as varizes, dores nas costas, nos pés, tinha a outra jornada, a doméstica, que era também dura. Lavar, passar, cozinhar, limpar, pois o marido, também empregado do comércio tinha vida igualmente corrida.
Por todos esses motivos quando Ana saía do trabalho, saía literalmente “voando”, afinal havia muito trabalho em casa, o ônibus demorava muito no trajeto do trabalho até sua moradia.
Em um desses dias sentira o bafo gelado da morte na sua nuca. Saía apressada, cabeça nas tarefas domésticas, nas contas, andava me-ca-ni-ca-men-te pelas ruas, que atravessava como se andasse em uma escada rolante, onde você para, deixa-se levar por ela.
Foi assim, automaticamente, quase sem notar, que estava atravessando aquela rua próxima à Prefeitura, sem faixa de pedestres naquele lugar, nem semáforo, mas sempre atravessava ali para cortar caminho, ganhar tempo, até chegar no ponto de ônibus.  Estava atravessando a faixa, havia olhado para ambos os lados, não vinha carro, caminhão nada. Chovia. Guarda-chuva, capa, bolsa, óculos embassado. Por um momento sentiu-se erguida por uma força invisível, o tempo havia parado, seus braços e pernas não mexiam, seu grito não saía. Sentiu um vento muito forte tentando arrasta-la. Depois só ouviu os xingamentos do cobrador do ônibus, que olhava para ela, pálida, ele também, o ônibus passando rente ao seu corpo. Graças a Deus! Estava viva! Terminou de atravessar a rua, mas ainda igualmente pálida, fria, gelada, atônita, sentindo aquele ar gelado na sua nuca!

Documentos escolares: onde encontrá-los?


Muito já se falou a respeito da internet. Que é uma boa ferramenta. Que é perigosa, em especial para crianças, que ainda não têm senso para perceber o perigo. Além disto, já se falou também da infinidade de informações que temos acesso pela net.
Vamos falar, neste texto, deste último ponto. Como ter acesso a esta infinidade de informações, chegando até a informação que se deseja.
Por meio deste blog, sempre recebo perguntas de internautas sobre alguns textos, alguns assuntos, que abordei em outras postagens, pedindo maiores informações.
Ontem recebi um destes questionamentos, que pedia mais informações sobre o CEEJA. Deste questionamento surgiu a ideia desta postagem.
Como a pergunta era relacionada à Educação, irei tratar, nesta postagem, disto... Onde conseguir maiores informações a respeito de: escolas, históricos, documentos antigos, etc... etc...
Vou focar, nesta postagem, as informações relacionadas ao Estado de São Paulo, pois cada Estado da Federação tem uma Secretaria de Educação, portanto distintas organizações do seu Sistema educacional.
Vamos começar pelas escolas, pois é o primeiro lugar onde devemos buscar determinadas informações sobre nossa trajetória escolar. Se você precisa de um documento (segunda via de um histórico, histórico escolar, declaração de que é aluno, declaração de frequência...) é lá que você poderá solicitar esta documentação. Mas não é em qualquer escola! É na última escola onde você estudou ou onde estuda atualmente.
Se esta escola fechou, foi extinta, ou seja, não existe mais. Onde vai procurar estes documentos? Neste caso, deverá se dirigir a uma Diretoria de Ensino da região onde você estudou, procurar o setor responsável, agora chamados de Núcleos, para fazer a solicitação. Ou ainda, no mesmo lugar, procure o Plantão da Supervisão para obter a informação a respeito da localização do acervo documental da escola extinta.
Se você estudou até o ano 2000, tem o histórico de conclusão do
Ensino Fundamental ou do Ensino Médio original, vai, agora, se matricular em uma faculdade, solicitaram a publicação de lauda, mas esta informação não está no verso do seu documento, também deverá se dirigir até uma Diretoria de Ensino, onde poderá solicitar a colocação das informações: data da publicação da lauda de conclusão no Diário Oficial, página, seção. Estas informações atestarão que sua vida escolar está correta, portanto pode se matricular em uma Faculdade... claro, após passar no vestibular!
Se você estudou e concluiu o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio a partir de 2001, não precisará da publicação da lauda, pois a partir desta data foi implantado, no Estado de São Paulo, um sistema chamado GDAE, onde são inseridos os concluintes. Estas informações do aluno constantes neste sistema são conferidas pelo Supervisor de Ensino da Escola, bem como todos os documentos constantes do prontuário do aluno (na própria escola), posteriormente é publicado um número, que é colocado no histórico escolar, também atesta que ele concluiu um destes níveis. Importantíssimo lembrar que, caso o aluno deva algum documento para a escola, o GDAE dele não será publicado até que ele entregue o documento na referida unidade escolar.
Qual a implicação disto? Se ele conseguir se matricular em uma faculdade sem este número do GDAE, quando se formar, não receberá o diploma, enquanto não houver a publicação do GDAE do Ensino Médio. Isto vale também para alunos que cursam o Ensino Médio em uma escola, depois fazem o Curso Técnico em outra escola, por exemplo, em uma ETEC. Como existem cursos técnicos pós ensino médio, a conclusão de um está atrelada à conclusão do outro.
Quem já concluiu o Ensino Médio ou o Ensino Fundamental, mas não sabe se o GDAE foi publicado, poderá ter acesso a esta informação rapidamente e sem custo pela internet. Dirija-se ao site www.gdae.sp.gov.br , na pagina inicial (mais ou menos no meio da página), clique em “concluintes, nome de alunos formados”, será redirecionado para a próxima página, onde deverá colocar seu número de RG, clicar em pesquisar, na próxima página serão exibidas as informações. Se estiver tudo correto, serão exibidas a publicação do número do GDAE do Ensino Fundamental, logo abaixo a do Ensino Médio, se o aluno tiver cursado o Profissionalizante, aparecerá um terceiro número. Esta consulta é uma consulta pública, que pode ser feita pelo próprio interessado ou por outra pessoa, desde que tenha em mãos o número do RG do aluno.
Se você acessou a consulta pública, não tem a publicação de conclusão que procura, se você realmente concluiu uma das modalidades (Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Profissionalizante), precisará entrar em contato com a Escola, verificar se você ficou devendo alguma documentação e providenciar a entrega o mais rápido possível. Quais são os principais documentos, que podem impedir a publicação da conclusão no GDAE? O RG (ou carteira de identidade), certidão de nascimento ou casamento, histórico escolar parcial (escola anterior), atualmente para os alunos do Ensino Médio, é exigido também o CPF. Todas as cópias destes documentos deverão ser de boa qualidade, que permitam ler, sem sombra de dúvida, as informações do aluno: nome completo (certidão de nascimento ou casamento), número do RG, número do CPF. Estas são as informações que são conferidas no GDAE, onde será feita a publicação, após a devida conferência pelo Supervisor de Ensino da Escola.
Alunos que concluíram o Ensino Fundamental em outro Estado, o médio no Estado de São Paulo, terão a publicação do GDAE somente deste último.
Como puderam ver, caros internautas, a falta de um documento no prontuário do aluno poderá dificultar o prosseguimento dos estudos no Curso Superior, por isto é tão importante entregar, na secretaria da escola, os documentos solicitados!
Caso tenha estudado há muito tempo, não se lembre a qual Diretoria de Ensino sua ex-escola está jurisdicionada, poderá procurar esta informação no site da SEE: www.educacao.sp.gov.br , em “central de atendimento”, clicar em “localize uma escola”, em seguida preencher as informações solicitadas. Caso não consiga, na mesma página há um telefone para pedir informações.


Escrevendo, errando e rindo...


Você, leitor, atento, perspicaz, deve ter visto e lido alguns absurdos por aí. Absurdos que aumentam a cada dia, quanto mais aumenta o número de pessoas que acham legal usar termos em inglês para exprimir uma ideia.
Aliás isto não é novidade! Há muito tempo a nossa língua incorpora palavras de outras línguas, transforma-as e as “engole”, aportuguesando-as, passando assim a fazer parte do nosso vocabulário, nosso léxico de cada dia.
Mas enquanto isto não acontece, enquanto continuamos usando palavras inglesas, sem ao menos sabermos escrever direito o nosso bom, bonito e riquíssimo português, continuaremos lendo absurdos. Quer alguns exemplos?
Vamos a eles...
Certo jovenzinho recém matriculado na Faculdade, preenche sua primeira ficha, com o nome de seu curso. Muito empolgado (talvez), sapeca na ficha: “Letras – Licenciatura Premium”. Sacou?
Os casos não param por aí. Em outra ficha, de outro assunto, poderíamos dizer que era uma ficha de compra de aparelho eletrônico, o jovem vendedor, ao escrever o nome do aparelho, em inglês, registra que o cliente comprou um “home teacher”. Será que seria um professor que leciona em casa?
Mas nas casas de vendas de equipamentos ou talvez um posto de gasolina, também tinha um vendedor desatento, apressado, que instalou alguns itens em um automóvel. Ao fazer a nota fiscal, escreve entre os demais itens: instintor.
O caro, atento, leitor saberia me dizer o que é um instintor? Seria um objeto para apagar os instintos selvagens dos compradores?
Você conhece alguns outros assassinatos da Língua Portuguesa e da Língua Inglesa?
Pode enviar seus comentários, sugestões... vamos enriquecer (ou empobrecer) nossos conhecimentos sobre as Línguas ou nos divertir um pouco, afinal rir ainda é um bom remédio...

Obs. Qualquer semelhança com fatos, pessoas e palavras terá sido mera coincidência, pois esta é uma obra de ficção!

Santa Maria e fiscalização de obras pelo País a fora...


Todo começo de ano temos catástrofes ambientais, pois recomeça o período de chuvas, característica do verão em algumas regiões ou o chamado “período das águas” em outros. Isto é sabido por governantes, moradores das encostas, cidadãos comuns, mesmo assim acontecem mortes devido a estas causas.
Neste ano todo o Brasil volta sua atenção para Santa Maria, RS, onde aconteceu um grande número de mortes de jovens, que festejavam em uma boate conhecidíssima da cidade.
A mídia divulgou, há alguns dias, uma notícia de que alguns prefeitos começaram a fazer uma “varredura” das casas de shows de suas respectivas cidades. Mas isto não deveria ser feito normalmente? Não faz parte do papel deste órgão público a fiscalização de obras, sejam elas pequenas ou grandes? Para que existem então as Secretarias de Obras ou similares? O que fazem os fiscais, que deveriam fiscalizar? Se não há o número de fiscais necessário para realizar tal trabalho em todo o município, por que o poder municipal não toma providências?
Muito provavelmente, você, leitor já passou por uma situação parecida com a que vivi. Iniciei há alguns anos uma construção. Cumpri os trâmites legais: croqui da obra, planta do imóvel assinada por Arquiteto aprovada na Prefeitura do município.
A obra foi iniciada, devido à fatores financeiros foi sendo feita aos poucos, em etapas, que duraram alguns anos. No começo até esperava a visita de um fiscal da Prefeitura do município. Nada! A arquiteta, que contratei, acompanhou o início da construção, orientou o pedreiro.
Foi feita a primeira etapa, fundações e a garagem, somente a parte “grossa”, sem acabamentos. Parei para tomar fôlego e poder recomeçar. Tempos depois, a obra foi recomeçada. Foi feito um andar, que foi concluído devido à urgência da mudança. Após a mudança, sem os gastos mensais com aluguel, nem outros gastos com a obra, mais um tempo, mais um respiro, mais um ou dois anos, foi feito mais um andar ( o último!), este ficou mais um tempo sem o acabamento... claro!
Neste longo período não recebemos a visita do fiscal para fiscalizar o andamento da obra. O cidadão só apareceu, quando solicitamos o “habite-se”. Claro, neste momento, achou defeitos, disse que a casa estava “torta” no terreno, mas não observou, que havia uma casa antiga, de mais de 30 anos, que foi construída meio na “transversal”, isto se refletiu nas casas mais novas.
Na ocasião questionamos o fato de verificar determinadas casas e outras não. A resposta foi “Para a prefeitura esta casa, a antiga de 30 anos, não existe. A gente só fiscaliza o que dá entrada de pedido de habite-se.”
Isto me faz lembrar certas comunidades, onde as pessoas vão chegando, construindo barracos, que mais tarde se tornam sobrados, construídos sem orientação, nem fiscalização.
Depois ouvimos notícias de catástrofes alarmantes de barrancos, que desbarrancaram levando casas, móveis e vidas. Morros que se derreteram como sorvete no sol quente, não deixando tempo para ninguém sair, soterrando adultos, jovens, crianças, vidas, sonhos.
Até quando ficaremos procurando culpados para as catástrofes? Quando vamos começar a nos prevenir, realizando o trabalho que deve ser realizado?

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