sexta-feira, 26 de julho de 2019

MENOPAUSA: O MONSTRO QUE ME ATORDOA!


Evito escrever aqui, neste blog, sobre minha vida pessoal, pois desde  o princípio não tive isto como proposta. Tento evitar também tratar de assuntos muito “batidos”, pois quero acrescentar e não somente “escrever mais do mesmo”.
A despeito disto atualmente estou vivendo uma fase de minha vida, que está mexendo muito comigo em todos os sentidos. Estou no período da menopausa ou da pré-menopausa! Qual a diferença? Para os ginecologistas a pré-menopausa se define por aquele período, no qual a menstruação da mulher fica irregular, mas ocorre vez ou outra e desta forma a mulher não chega a completar um ano inteiro sem a ocorrência dela.
créditos da imagem no final da postagem
Em termos práticos, para mim, não há diferença nenhuma!
Por quê? Porque tenho todo mal estar gerado pela menopausa! Estes sintomas variam de mulher para mulher. Trabalho em uma sala com onze mulheres. Destas, que já passaram por esta fase, há relatos distintos. Uma delas não teve os calorões, nem outros problemas, somente a ocorrência de insônia. Outras três tiveram, ou ainda têm, os calores insuportáveis, que tanto interferem em nosso cotidiano e nosso bem estar físico e emocional. Uma delas relatou, que isto pode durar cerca de cinco anos! Já estou há cerca de dois anos ou mais passando por isto!
E o que já passei?
Bem... tudo começou com o início dos calores e, por conseguinte, interferência no meu sono! Eles pioram no período noturno, e ocorrem de ondas, que vão e vêm durante a noite toda, iniciando por volta das 19h, 20h e perduram durante toda a noite, ocasionando o acordar a cada uma ou duas horas para se abanar, sair de debaixo do lençol ou da coberta, beber um pouco de água, ir ao banheiro, retornar e tentar reencontrar o tão necessário sono, até que, novamente, este calor medonho e assustador me faça novamente me levantar, me abanar, jogar a coberta longe, beber água e ir ao banheiro...
Já estive em mais de um ginecologista!
Ambos não orientaram que eu tomasse hormônios sintéticos, pois tenho casos de câncer em mulheres da família de minha mãe, uma delas morreu após uma recidiva de câncer de mama, sendo que era a irmã mais jovem de minha mãe. Um deles me orientou a tomar uma espécie de hormônio natural, que deu muito certo! Por quanto tempo? Cerca de uns 5 ou 7 meses!
Antes destes tomei um medicamento antroposófico, que me auxiliou muito com minha ansiedade e por conseguinte, por algum tempo, melhorou muito a qualidade do meu sono! Continuo tomando, pois sinto que melhora a minha condição em relação à ansiedade e me faz ter um pouquinho mais de paciência com certas coisas do cotidiano.
Minha menstruação como está? Já tive uma oportunidade que, durante uma consulta com um endocrinologista, ele me perguntou se eu menstruava e respondi que “Até este momento não!” E ele me questionou o motivo desta resposta. Expliquei. Era minha primeira consulta com ele. No dia seguinte o que houve? Menstruei como se nunca tivesse parado! Do nada voltou!
E assim foi. Fiquei tanto tempo sem menstruar, que juntei meus pacotes de absorventes e doei para uma de minhas cunhadas. Pensei que depois de tanto tempo estava livre!
O que ocorreu meses depois?
Um mal estar, que me incomodou por cerca de uns quinze dias com dores de cabeça, com dor no corpo, com uma impaciência... o que aconteceu em seguida? Novamente menstruei e desta vez com um fluxo tão intenso, que nunca tive na vida! Uma cólica que não passava, nem com remédios, bem como um fluxo que me obrigava a ficar indo, de hora em hora, ao banheiro e verificar como “andavam as coisas”...
E o que falar dos calorões noturnos? Se sua mãe teve, não se anime, você é uma séria candidata a herdar isto também.
Como são os meus?
Ele se inicia entre os seios e na barriga. Do nada surgem e começo a suar nestes locais e depois irradia para as axilas, a cabeça. Não é um suor como antes. Tenho a impressão que o odor é mais pronunciado! E não é um calor como um dia de verão! É um calor avassalador! E não é só uma impressão! É um calor que te obriga a procurar o ar condicionado (que nunca gostei), um ventilador, uma sala com corrente de ar, um banho! E é algo tão antagônico, que meu corpo está dividido atualmente em dois hemisférios: o do calor e o do frio. Da barriga pra cima é o calor infernal de hora em hora! Da barriga pra baixo, os pés em especial, é o frio! Sempre tive os pés frios, mas agora isto me incomoda mais, pois tenho esta percepção mais forte deste contraste no meu corpo. Se estiver frio arrisco colocar umas meias para aquecê-los, pois não consigo dormir com os pés gelados, mas em questão de meia hora eles aquecem um pouco e o que era conforto vira incômodo e tenho que retirar as meias, pois parece que estão com espinhos por dentro e sinto como se me arranhassem os pés.
De um tempo pra cá, cerca de uns três meses mais ou  menos, começou a secura em minha boca! Sempre tive uma garrafinha de água ao lado da cama, que eu bebia pouco à noite, uma ou duas vezes. Agora tenho uma garrafa de cerca de 700 ml, que se esvazia antes do final da noite! Isto ainda, que bebo a água em goles suficientes apenas para molhar a língua, evitando a reposição dela e a necessidade de ir até a cozinha, o que acredito que me deixaria mais alerta e com mais dificuldades para achar o sono perdido.
No trabalho os colegas e as colegas percebem nitidamente o meu incômodo diário! Não dá para disfarçar! Em dias quentes ligamos o ar condicionado e quem não gosta vai trabalhar em outra sala. Como o ar é um modelo meio antigo, ou mal colocado, ele faz um barulho enorme, que nos obriga a desligá-lo de tempos em tempos, pois o ruído vai atrapalhando nossa concentração e prejudica o trabalho! Fazer o quê? É o que temos! Há alguns anos nem isto tínhamos! Assim um ou outro levava um ventilador de sua casa ou comprava um menor para deixar por lá e conseguir vencer o verão!
Você está passando por isto? Como está sendo com você? Quer socializar seu sofrimento? Se sim, deixe um relato nos comentários!

Créditos da imagem:
Caixa de Texto: Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND

quinta-feira, 20 de junho de 2019

O QUE FAZ UM SUPERVISOR DE ENSINO?


Recentemente após certa postagem no facebook, duas respostas em tom de gracejo, me deixaram extremamente irritada!
Ambas davam a entender,  que os profissionais, que atuam na Supervisão de Ensino não trabalham!
Existe esta “lenda” na rede  estadual, onde se fala que é a “supervidão”.  Assim como falam, que quem trabalha nos núcleos pedagógicos não trabalha. Assim como falam, que o Diretor de Escola não faz nada. Assim como falam que o Coordenador não faz nada... e por aí vai.
Já estive em outras funções, sei o quanto se trabalha!
Mas não vou falar dos outros. Vamos tratar do cotidiano do Supervisor de Ensino, tentando esclarecer ao público, com palavras simples, o que realiza e quais as responsabilidades deste profissional, que é o mais alto cargo na carreira docente no magistério oficial do Estado de São Paulo.
Claro que, em uma única postagem, não é possível, mas aos que quiserem saber mais, gostarem de ler legislação poderão ler o recente Decreto de reestruturação da SEE, agora SEDUC, publicado neste ano: decreto nº 64.187, de 17 de abril de 2019. Ele se encontra no site da própria Secretaria da Estado da Educação: www.educacao.sp.gov.br
Acho que somos um dos poucos Estados da Federação, que possui um Supervisor de Sistema, não supervisor de escola ou escolar. Parece não haver diferença, mas há uma enorme diferença. Vamos conhecer?
O Supervisor de Ensino não é responsável somente por acompanhar uma (1) escola, mas acompanha um setor, que envolve várias escolas entre estaduais, municipais e particulares. Este profissional não fica sediado em uma escola, a sede dele é a Diretoria de Ensino (D.E.) de uma região, que abrange um grande município, como é o caso da capital e cidades da grande São Paulo. No caso do interior uma única Diretoria de Ensino é responsável por vários municípios, cujas distâncias entre os municípios e a sede da D.E. podem variar de de 20, 30, 60, 70, 100 quilômetros.
Mas o que faz o Supervisor de Ensino? Muitas coisas!
Ele tem um setor, composto por diversas escolas, atribuído pelo Dirigente Regional de Ensino, bem como várias atribuições, que podem ser desde projetos da Pasta (Secretaria de Estado da Educação), realizar capacitações a outros profissionais, conferir processos como evolução funcional, estágio probatório de professores e diretores de escola.
O Supervisor visita as unidades escolares do seu setor de supervisão para realizar orientações diversas, desde as administrativas até as pedagógicas. Orienta sobre APM-Associação de Pais e Mestres, Conselho de Escola, atribuições do professor coordenador; sobre recursos (verbas) destinadas a projetos da própria Secretaria e/ou projetos e programas do MEC (Ministério da Educação e Cultura), entre outras orientações.
Somos responsáveis pela conferência de documentos de alunos concluintes de nono ano do ensino fundamental e terceira série do ensino médio, garantindo que os registros referentes à vida escolar dos alunos estejam corretos, desta forma, depois desta conferência, sai, na Secretaria Escolar Digital-SED, a publicação de concluintes, que gera um número, que certifica que os estudos realizados por este aluno atendem às normas legais (LEI).
Quando um aluno vai para o exterior e conclui lá o ensino fundamental ou o ensino médio, nós, Supervisores de Ensino, somos os responsáveis por conferir toda a documentação do aluno, após o que é publicada uma Portaria da Dirigente Regional de Ensino atestando que os estudos concluídos pelo aluno no exterior equivalem ao mesmo nível (fundamental ou médio) dos estudos brasileiros.  Isto se chama equivalência de estudos.
O (A) Dirigente Regional de Ensino é a pessoa responsável, chefia a Diretoria Regional de Ensino. O Supervisor de Ensino é a pessoa, que a assessora em inúmeros assuntos relacionados às escolas: equivalência de estudos; publicação de concluintes; convalidação de estudos; apurações preliminares em conjunto com o Executivo Público; processos de evolução funcional; processos de estágio probatório do quadro do QM-quadro do magistério, entre outros.
Nós participamos, com o Diretor de Escola, da avaliação anual do trabalho do Professor Coordenador, visando sua recondução (ou não) para o posto de trabalho para o ano seguinte. Posto de trabalho, porque não existe o cargo de professor coordenador.
O Supervisor de Ensino, junto a outros Supervisores, designados pela Dirigente Regional de Ensino, formam uma Comissão, que pode ser responsável pelo processo de abertura e funcionamento de escolas e cursos, tanto particulares, quanto municipais. Falando assim parece fácil, não é? Mas não é! Para executar este trabalho este profissional precisa entender de diversas legislações que tratam das necessidades das construções escolares, no que diz respeito à iluminação, ventilação, acessibilidade, saúde, entre outros aspectos. Quando se visita uma escola, se faz uma vistoria, com finalidade de verificar se o prédio está adequado a receber uma escola de ensino fundamental ou ensino médio, o Supervisor de Ensino verifica todos os aspectos, de acordo com as leis pertinentes, elabora um relatório (parecer), que vai amparar a decisão do Dirigente Regional de Ensino pela autorização ou não do prédio/curso.
Você deve estar pensando... mas só isto?
Não, não é só isto! Em visitas de acompanhamentos nas escolas verificamos, por exemplo, as condições dos prédios, da alimentação escolar, popularmente chamada de merenda.
Tudo o que é observado durante as visitas, bem como as orientações dadas, são registradas em um documento intitulado termo de visita ou termo de acompanhamento e entregues ao Dirigente Regional de Ensino, que realiza a leitura para tomar as devidas providências de competência dela.
Falei mais acima da conferência de documentos dos alunos concluintes. Não é só olhar o documento! É conferir se as informações, que constam ali estão corretas! Se o percurso escolar dos alunos está com os registros corretos. Se as informações referentes às disciplinas, notas, escolas onde estudou, estão corretas. Se as leis informadas no documento estão corretas! Se o(s) documentos entregues são verídicos.
Nós também atendemos ao público no chamado plantão da Supervisão. Atendemos alunos, pais/responsáveis por alunos, professores, diretores. E sobre o que são estes atendimentos? Inúmeros assuntos: vagas em escolas; reclamações sobre escolas e profissionais; dúvidas/orientações sobre equivalência de estudos; dúvidas sobre ENCCEJA, ENEM; reclamações dos sistemas de ensino de certas Prefeituras Municipais; legislações, entre outras.
Você quer saber os requisitos para investidura neste cargo público? Abaixo as informações, que constaram no Edital de Concurso Público de 2019.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTÁ-LA E FACILITAR A LEITURA.

Como se pode ver, quem está substituindo na Supervisão de Ensino ou quem assumiu um cargo de Supervisor o fez após anos em sala de aula, como Professor, mais alguns anos em funções de Gestão Escolar. Mais uma coisa, para ter o direito a substituir na Supervisão, pelas regras atuais (Resolução SE 82/2013), é preciso ter sido aprovado em concurso público de Supervisor de Ensino, além dos requisitos mencionados acima.


sábado, 27 de abril de 2019

Leitura, escrita e o mercado de trabalho


Atualmente vemos, inclusive nas mídias, um certo descaso com a Língua escrita. Não raro vemos na televisão erros crassos de escrita em legendas de notícias, filmes. Vemos também, principalmente em jornais on line, erros tão grosseiros, que prejudicam e muito a qualidade da informação, que se tentou veicular por meio daquela matéria jornalística.
Por que estou tratando deste tema? São vários motivos, mas vou me ater a alguns:
1.    É a nossa língua, aquela que usamos desde que começamos a falar e vai nos acompanhar a vida toda!
2.    É ela quem nos identifica, enquanto Povo, Nação.
3.    E é uma das línguas faladas em vários países, inclusive o nosso de dimensões continentais e uma população, que já ultrapassou, em 2018, os 208 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE.
Só por estas razões deveríamos ter mais amor e apreço a ela, nossa Língua Portuguesa.
Se ainda assim você não está convencido da necessidade de escrever cada vez melhor e com mais correção, vou dar mais alguns motivos.
Esta semana assistindo a uma série, que está sendo veiculada no jornal regional, que trata das dificuldades e possibilidades de se conseguir um trabalho ouvi uma informação, que corrobora esta necessidade premente.
Na referida matéria estavam entrevistando pessoas, que atuam nos setores de recursos humanos de grandes empresas, questionando-os sobre o processo de seleção.
Uma especialista em RH relatou que recebem centenas de currículos, quando tem processo seletivo aberto, que para iniciar a seleção começam por este documento. Nesta primeira atividade já eliminam muita gente! Como? Leem o currículo do candidato e ao encontrar erros de escrita já vão excluindo estas pessoas. Depois eles partem para outros critérios!
Viram só? Será que você que está lendo este texto, procurando um emprego, entregando currículos quase todos os dias, aguardando um telefonema de uma empresa, não está cometendo esta falha? Se você está buscando um trabalho, logo a primeira ação é retomar seu currículo, se preciso, com outra pessoa ao seu lado, que possa fazer a leitura do documento e indicar as incorreções presentes no documento.
Este é um primeiro passo.
Se você precisou que outra pessoa lesse seu currículo para orientá-lo a respeito das correções, claro, necessitará tomar mais uma decisão importante: o que vou fazer para melhorar os meus conhecimentos sobre a Língua Portuguesa? Terminou seus estudos e saiu com problemas para ler e escrever? Busque ajuda! Há projetos que trabalham com aulas de voluntários, há professores que ministram aulas particulares com foco nas dificuldades do aluno.
Você leu, ou está lendo esta postagem, talvez tenha percebido, que, mesmo eu sabendo que o meu público é bem diverso, usei, de propósito, algumas palavras mais difíceis, menos comuns.
Por quê?
Porque uma maneira de melhorar nossos conhecimentos sobre a nossa Língua é termos como hábito o de pesquisar o significado das palavras. Esta pesquisa pode ser no antigo, e valioso, dicionário impresso. Sabe aquele que fica enfiado no fundo de uma estante? Este mesmo! Se você é mais tecnológico e não gosta dele, não tem problema, pois poderá pesquisar em dicionários gratuitos na internet, como o Michaellis. Se você não gosta e quer algo mais ágil, poderá baixar um aplicativo no seu celular e pesquisar nele, assim este amigo precioso andará com você e o salvará de alguns vexames. Quer dica de um aplicativo? Eu baixei, há algum tempo, o APP  “Sinônimos”, que é fácil de usar e é gratuito. Quando falamos em pesquisa de vocábulos, isto nos leva ao ato anterior a ela: a leitura! A leitura precisa entrar em nossa vida e fazer parte dela diariamente! De início, talvez, você fará por obrigação, mas com o passar do tempo perceberá o quanto este hábito simples, poderá transformar muitos aspectos da sua vida! Quais aspectos? Primeiro: poder conversar e entender as outras pessoas com mais e com menos conhecimentos. Segundo: passará a ter menos necessidade de ir ao dicionário, à medida que o seu repertório for ampliado. Terceiro: passará a escrever cada vez melhor, com mais facilidade e fluidez de pensamento.

#leitura   #escrita   #mercadodetrabalho   #trabalho   #emprego     #app   #aplicativo    
#currículo      #informação  

domingo, 14 de abril de 2019

Vivemos em um País mais ou menos democrático?



Me incomodam certas situações em nosso País. Uma delas é falarmos de boca cheia “Vivemos em uma democracia.” Por que esta fala me incomoda muitíssimo?
Primeiro vamos resgatar o verdadeiro significado de democracia! Qual seria? Não vou dar aula de História, mas relembremos que os conceitos de democracia começaram com os gregos. No site https://www.sabedoriapolitica.com.br/products/historia-da-democracia/ vocês poderão encontrar informações a respeito. Entre elas, o texto finaliza com o seguinte, após fazer uma retrospectiva dos pensamentos sobre a democracia desde os gregos até os dias atuais:
“Certamente nenhum regime histórico jamais observou inteiramente o ditado de todas estas regras; e por isso é lícito falar de regimes mais ou menos democráticos. Não é possível estabelecer quantas regras devem ser observadas para que um regime possa dizer-se democrático. Pode afirmar-se somente que um regime que não observa nenhuma não é certamente um regime democrático, pelo menos até que se tenha definido o significado comportamental de Democracia. (BOBBIO, MATTEUCCI, PASQUINI, 1998, p. 327).
Vamos falar aqui, de situações próximas de nosso cotidiano, para exemplificar a nossa frágil democracia...
Pensemos primeiro na legislação dos Estados!
Há estado, por exemplo, que traz no seu estatuto do funcionalismo regras, quanto ao sigilo de informações. Até aí, tudo bem, até porque os Estados lidam com uma gama de informações e muitas delas de interesse de mercados e empresas.
E quando o Estado proíbe seu funcionalismo de falar da precariedade das instituições, que impactam fortemente os serviços públicos, que são prestados ao povo? Este tipo de sigilo está a favor do povo? É democrático negar ao povo as informações, que atingem sua vida diariamente em hospitais, escolas, postos de saúde, nas delegacias de polícia e em outras tantas instituições públicas?
No artigo 1º da Constituição de 1988 temos:
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Que poder é este? Se temos nosso direito a voz cerceado por inúmeras leis?
Na carta magna, onde se tratam dos direitos fundamentais temos estes incisos, que tratam da liberdade de manifestação e expressão:
“IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Aí você, leitor, pode questionar... mas a mídia mostra os problemas, as precariedades das instituições... e eu pergunto “Mostra tudo?”
Vamos pensar em como são feitas as matérias televisivas. Primeiro o âncora chama a notícia mostrando algum problema em um hospital público, por exemplo, mostra as imagens, depoimentos de pessoas, que estão com entes queridos nos corredores sem atendimento, ou então de pessoas que viram um parente morrer por falta de atendimento ou por atendimento deficiente. Em seguida, o direito de resposta, é dado ao governante que vem com coisas do tipo “Isto é um problema pontual.” Ou então “Estamos averiguando o que houve e vamos apurar as responsabilidades.”  Encerram a matéria com estas falas “padrão”.
Você cidadão se contenta com esta informação e acha que tudo será resolvido! Que o governador vai apurar, vai mandar, vai fazer e acontecer!
No órgão público, seja ele qual for, certas ações e procedimentos são totalmente centralizados pelas Secretarias, Ministérios. O que isto quer dizer? Que o funcionário público não tem poder para resolver a maioria dos problemas com os quais convive diariamente, que afetam a população! As verbas enviadas para os órgãos indiretos da administração pública já vêm destinadas, ou seja, devem ser gastas para a finalidade prevista no tipo de recurso. Há instituições que recebem verbas escassas e com regularidade indefinida. O que é isto? Ora a verba é depositada a cada três meses. Ora a cada 4, 5 meses... Ora não é depositada.
O chefe de um destes órgãos consegue se planejar, se nem sabe se vai receber dinheiro para manter os serviços essenciais da instituição?
Vou fazer aqui um retrospecto, que tem tudo a ver com esta situação!
Há algumas décadas se iniciou, nas redes públicas, a informatização. Qual era a propaganda? Com a informática a burocracia vai diminuir. Vai diminuir os problemas. Certos problemas, como pagamento, por exemplo, serão sanados mais rapidamente! Os procedimentos serão agilizados!
Aconteceu isto?
Não! Não! Não!
Charge: tourosemfoco.blogspot.com
A burocracia é imensa! Ainda se enviam processos pelos correios! Processos de assuntos, que deveriam ser resolvidos muito mais rapidamente, pois impactam na vida de milhares de servidores. Impactam na qualidade do serviço prestado ao público! E por que não se informatizam este tipo de procedimento se há mecanismos para tal?
O que mudou com a informatização?
Diminui-se a quantidade de pessoas trabalhando nas instituições! As cobranças diárias de informações, que constam nos sistemas aumentaram. Aí você pode perguntar, mas se as informações constam no sistema, por que pedir por e-mail para os órgãos indiretos da administração?
Então... aliás... não se pede! Se manda... e pronto!
O servidor sugere melhorias? Até se tenta sugerir, mas não são ouvidos!
Você deve achar, que há democracia no setor público!!!
Que quem sabe as necessidades do seu trabalho, da sua função, pode retroalimentar o sistema com informações para melhorá-lo, aprimorá-lo. De fato, isto está previsto em algumas legislações. Esta retroalimentação é praticada e estimulada pelas chefias superiores?
Não! Não! Não!
Temos diversos sistemas, que não “se conversam”! Temos diversos sistemas informáticos, cujas informações não migram de um para outro! E quando migram... “tudo vira bosta”!
Vivemos no século XXI e com problemas ainda do século XX ou XIX!
Décadas passadas depois da entrada dos primeiros computadores no serviço público, ainda nadamos contra problemas antigos! Que tipo? O pior deles! Pessoas que trabalham meses e meses, mas cujo pagamento demora, muitos mais meses para chegar! Quando chega o “leão” imenso do imposto de renda abocanha uma boa parte, pois para ele, o leão, parece, que aquele servidor recebe mensalmente uma fábula! Este dinheiro é devolvido ao servidor, após resolver seu pagamento? Claro que não!
Cadê os gênios da informática, que estão nos órgãos centrais?
Cadê os administradores trazidos para os órgãos públicos, a cada novo mandato, para resolver problemas?
Dito tudo isto, volto a um dos excertos citados acima... Vivemos em “regimes mais ou menos democráticos?”
Não sei sua opinião, mas a minha é que vivemos em “regimes MENOS democráticos”!





quarta-feira, 10 de abril de 2019

Vai fazer o encceja 2019?


Para aqueles que farão, pela primeira vez, a prova do ENCCEJA, neste blog há alguns textos a respeito! 
No link abaixo tem várias orientações a respeito da inscrição: cronograma, orientações para inscrição e a justificativa de ausência. Quem se inscreveu no ano anterior, e não apareceu para fazer a prova, terá que justificar  a ausência!
No edital, que regulava a avaliação do ano passado (2018) as orientações quanto à justificativa:
“1.9.1 A justificativa a que se refere o item 1.9 deverá ser realizada, obrigatoriamente, em sistema próprio, mediante a inserção de atestado médico, documento judicial, certidão pública ou boletim de ocorrência que comprove e justifique a ausência ao Exame. Não será aceita declaração emitida pelo próprio PARTICIPANTE, pais e/ou responsáveis;
1.9.2 Caso o PARTICIPANTE não justifique a sua ausência na forma descrita no subitem 1.9.1, deverá ressarcir ao Inep o custo do Exame a ser divulgado no ano seguinte, mediante o recolhimento do valor estabelecido em Edital, por meio de Guia de Recolhimento da União - GRU, que será gerada na página do PARTICIPANTE: h t t p : / / e n c c e j a n a c i o n a l . i n e p . g o v. b r / e n c c e j a”
Neste mesmo site (link acima) você encontrará um link, que o redirecionará para baixar materiais de estudo para quem fará a avaliação do ensino fundamental ou do ensino médio. Também há como baixar as provas e gabaritos do ano anterior, e de outros anos.
Se você baixar as provas, das disciplinas que prestará, e fizer as questões, com seriedade, depois revisar usando o gabarito, conhecerá o estilo de prova, como são elaboradas as questões e as alternativas. Poderá também cronometrar o tempo, que gasta fazendo cada questão.
No edital do ENCCEJA deste ano também constam exigências, quanto à justificativa de ausência.
Como a prova já tem data prevista, no cronograma existente no link acima, poderá elaborar um cronograma diário de estudos!
É IMPORTANTÍSSIMO QUE VOCÊ LEIA NA ÍNTEGRA O EDITAL, DO LINK ACIMA, POIS É ELE QUEM DISCIPLINA AS AVALIAÇÕES DESTE ANO!
Bons estudos! Boa prova! Boa sorte!!

#encceja   #encceja2019   #avaliação     #certificação    #dicas   #prova     

terça-feira, 2 de abril de 2019

Concurseiro? Esta postagem é para você!


“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.”
Mario Quintana

Vou contar um pouco de minha experiência em concursos públicos. Já fiz vários e fui aprovada em todos!
Fiz concurso do SESI, por duas vezes!
Concurso da Prefeitura de Santo André para Professor.
Fiz concurso para Diretor de Escola, por duas vezes, sendo aprovada nas duas. No último concurso em 2017, entre 30.000 candidatos no Estado de São  Paulo, passei na colocação 228º.
Prestei duas vezes para concurso de Supervisor de Ensino, um em 2008, outro agora em 2019. No de 2008 não fiquei bem classificada e a quantidade de vagas oferecidas, até o concurso caducar, não chegou até a minha colocação.  No concurso de 2019, que está em curso, não tenho todos os resultados, mas na prova objetiva tive 75% de aproveitamento, ou seja, de acertos.
Somente no concurso para Diretor de Escola de 2017 fiz um curso, aos sábados, por cerca de um ano, com uma empresa especializada em concursos. Apesar de ser uma empresa especialista no assunto, nem todos os professores contratados vinham para trabalhar, por isto não assisti todas as aulas na íntegra! Após trabalhar a semana toda eu não ia para lá para ouvir um “embromation”. Eu ia para aproveitar os conhecimentos, que aquele profissional me proporcionaria. Não estava rendendo? Tchau!! Ia pra casa descansar!
Já ia me esquecendo... Também fiz concurso para Professor de Educação Básica II, o qual assumi e estou para me aposentar, em breve.... se o Governo atual não mudar as regras...
Pela leitura acima talvez você esteja se perguntando, como fui aprovada, se não fiz cursos específicos!
Bem, todos os concursos são da área para a qual estudei! Fiz duas faculdades PRESENCIAIS: Letras e Pedagogia. Depois não parei no tempo! Continuei fazendo cursos de atualização e de pós graduação, além, é claro, de cursos de formação em serviço, os quais não tinham certificado. Fiz duas pós graduações: uma em Gestão Educacional, voltada para a escola; Gestão da Rede Pública, voltada para a Supervisão de sistema.
Além dos cursos e formações em serviço, nas funções que desempenhei e desempenho sempre a leitura fez parte integrante do meu cotidiano!
Esta é a primeira “dica”: ler muito! Se quiser saber mais a respeito da relevância da leitura, pode acessar outras postagens, aqui no blog mesmo, que trataram do assunto. Pode pesquisar, no campo para isto, e digite “leitura”, que sairá uma lista dos textos disponíveis.
Você começou esta leitura pensando, que eu iria fazer uma lista das 10 dicas para concurseiros? Das 100 melhores dicas para concurseiros?
Não. Isto tudo já existe!
Se você pensa que fazendo estudos pontuais de determinados assuntos terá excelentes resultados... até pode ser se você tiver uma excelente memória!
A ferramenta principal para adquirir e compreender novos conhecimentos é ter uma leitura fluente e um bom repertório vocabular, pois a leitura e interpretação de textos é imprescindível para a vida, e também para ir bem em concursos!
Tenha como hábito, ao fazer as leituras, consultar as dúvidas que tiver, em relação ao significado de determinada palavra, em um dicionário ou em um aplicativo. Existem vários aplicativos, um deles se chama “sinônimos”. Antes de consultar o significado tente entender o significado pelo contexto, pelo “geral do texto”, se não conseguir entender, aí sim vá para o dicionário ou aplicativo.
Além da leitura, dos estudos específicos para o concurso, os conhecimentos, que você adquiriu no decorrer de sua vida acadêmica, são importantíssimos, pois estes poderão ser resgatados e aprofundados para o concurso, que você pretende prestar!
Juntando tudo isto, também é importante a maneira como você fará sua prova! Controlar o tempo dedicado às questões. Como? Se sabe a resposta, ótimo, se não sabe, coloque um símbolo ao lado desta questão, passe para a próxima, talvez durante a leitura das demais encontre a resposta, que necessita ou então, caso não encontre, ainda sobrará tempo para retornar a ela, relê-la e mudar de alternativa, se for o caso.

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.”
Paulo Freire

 #leitura   #concursos   #concurseiros  #dicas   #novidades  #aplicativo  

sábado, 16 de março de 2019

Exposição Meu Olhar


A partir de ontem, 15/03, estão expostas, no Scooters Steakhouse em Jaú, 19 fotos de minha autoria na Exposição intitulada “Meu olhar”.

O convite para a exposição foi feito pela amiga Waldete Cestari, do Grupo Amigos da Fotografia de Jaú, do qual faço parte também. Este grupo reúne um grupo de apaixonados pela fotografia, que tem atividades regulares no facebook, bem como atividades presenciais em Jaú.

Muitos dos amigos do Grupo também integram a AJAC-Associação Jauense de Ambiente e Cultura, encabeçada pelo fotógrafo jauense Paulo Guerra. Também integro a Ajac desde o início.
Com a AJAC já participei de alguns concursos, bienal e Copa FIAP. Na última Copa FIAP, uma de minhas fotos foi muito bem pontuada.
Já tive duas fotos aceitas nos Salões Internacionais do Fotoclube do Jaú (2014 e 2015).
O Scooters Steakhouse é uma casa, em Jaú, que abre suas portas e seu espaço para exposições culturais, em especial, as fotográficas dos Amigos da Fotografia.
O Fórum de Jaú também abre um espaço para exposições.
A nossa grande incentivadora, além do Paulo Guerra, e que vai em busca de espaços para disseminar a cultura e a fotografia é a Waldete Cestari, que administra o Grupo Amigos da Fotografia de Jaú desde sua criação.
Minha exposição, fruto de uma seleção de fotos de alguns anos, tiradas na região, onde moro, e fora dela, pois vivo, há cerca de 10 anos, na região da Cuesta. Uma das fotos mostra a paisagem mais famosa de nossa região: o Gigante Adormecido, em Bofete. Também gosto de registrar um a arquitetura, como criação, concepção e intervenção humana na paisagem, mesmo a arquitetura em ruínas, pois todas guardam histórias de pessoas, que ali moraram, rezaram, estudaram. Uma das fotos mostra uma capelinha em ruínas, na cidade de Pardinho, que foi bastante fotografada. Esta foto foi a minha primeira aceitação no Salão Internacional de Fotografia do Fotoclube do Jaú, em 2014.
Além das fotos registrando a paisagem e festas religiosas na região, selecionei algumas, que registram visitas à capital, São Paulo, sejam visitas solitárias ou em grupos de fotógrafos nas famosas saídas fotográficas do Yuri Bittar, das quais participei por duas vezes.
Após a exposição no Scooters as fotos irão para o Fórum de Jaú.
Agradeço imensamente aqui a algumas pessoas, essenciais e especiais, para que esta exposição ocorresse:
- Waldete Cestari, que me fez o convite! E me deu todas as orientações iniciais e também  a Curadora da Exposição.
- Claudia Regina Rosin, que montou a exposição no Scooters! Já agradeci a ela, mas não poderia deixar de registrar, aqui, publicamente minha gratidão, pois ela dedicou o tempo dela a mim e as minhas fotos!
- a todos os amigos do Grupo Amigos da Fotografia de Jaú, que me receberam de braços abertos e com os quais compartilho o amor à fotografia!
Agradecimentos especiais:
- aos proprietários do Scooters: Juliana, Marianna, Luiz e Thierry. São iniciativas como estas, que contribuem e fortalecem a cultura! Muito obrigada!
- ao Fórum de Jaú, que gentilmente abraçou a Equipe do Grupo Amigos da Fotografia de Jaú e cede regularmente espaço para exposições.

Expediente:

AJAC – Associação Jauense de Ambiente e Cultura

Fórum de Jaú
Av. Rodolfo Magnani, 766 - Chácara Peccioli, Jaú - SP, 17210-100

Scooters Steakhouse & Bar
Av. Isaltino do Amaral Carvalho, 2080 - Chácara Bela Vista, Jaú - SP, 17209-010
(14) 3416-3040


Fotos da exposição no Scooters Steakhouse

(Se quiser ver as fotos em tamanho maior, basta clicar em cada uma delas)



















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