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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Brotos de feijão

Já vi diversas vezes pessoas, que encontraram “coisas” na comida em restaurantes. Eu mesma já vivenciei esta experiência algumas vezes. Já vi amigos, durante almoços, durante a semana, nos quais íamos em um  pequeno grupo passarem por isto também. Você que está lendo, pode estar pensando “Será? Isto não acontece com tanta frequência.” Ou então “Só acontece em cidades pequenas em infraestrutura, sem grandes restaurantes.” ou ainda “Isto só acontece em cidades sem vigilância sanitária”. Vamos provar, neste texto, que isto não é tão raro, que ocorre em cidades de médio, grande porte. Morei em uma cidade do Grande ABC durante quase duas décadas. Durante certa época trabalhei bem próximo do centro da cidade, onde íamos almoçar, frequentemente, em um grande restaurante localizado em uma grande e movimentadíssima avenida. Começamos, por necessidade, a comer no único restaurante mais próximo do nosso local de trabalho. Não demorou muito e passamos por estas experiências desagrad...

Parceria pela leitura e escrita!

Vejo e leio muita gente opinando sobre educação, em especial, jornalistas, que opinam sobre tudo. Nada contra, mas não vejo, com frequência, professores se metendo no ofício dos jornalistas. Mas meu assunto aqui não são críticas a estes profissionais. O assunto aqui é educação. Por quê? Porque estou neste meio, há mais de vinte anos, além de duas Faculdades, uma delas bem específica, duas pós graduações, uma delas com foco em gestão educacional, outra em gestão da rede pública, tenho formação inicial magistérios das séries iniciais, mais tarde, fiz um curso, de quase 400 horas, específico sobre alfabetização com foco nas teorias de Emília Ferreiro, que foram sistematizadas, por aqui, em programas para os Governos Federal e Estadual como o Letra e Vida, atualizando a formação dos professores objetivando que estes pudessem compreender estas teorias, conseguir aplica-las em sala de aula, desta forma melhorando a aprendizagem dos alunos, consequentemente a alfabetização plena nos primei...

Observador anônimo

  Pessoas passam apressadas Funcionários passam apressados Estudantes passam Um pouco mais devagar. Idosos caminham vagarosamente Pelas calçadas em busca de sol. O homem estranho de barbas longas, brancas e ralas Passa com seu cachorro que faz pipi na grama verde. Casais adolescentes, camisetas de escolas Sentam-se nos bancos e ficam distraidamente Aos beijos, abraços, amassos. O tempo passa, passa, passa, passa... Na avenida próxima o passar do tempo A mudança de estação Deixam suas marcas pela rua Ipês escuros, flores poucas e murchas Dão adeus à florada deste ano. Na mesma avenida muitos carros Passam apressadamente em direção aos Bairros, vilas, outras cidades da região. As luzes no prédio ao lado se acendem e se apagam. O último funcionário se vai. Nascer do sol e tudo recomeça. Eu por aqui. Presencio tudo isto. Todos os dias. Dia e noite. Noite e dia. As vezes muito cheio de mim. Cheio, repleto de folhas muito, ...

Reconhecimento

Outro dia atendi, em meu local de trabalho, uma pessoa, que vinha à procura de informações. Assim como faço sempre, procurei saber o que ela precisava, para então poder atendê-la e auxiliá-la. Ela me contou, que havia feito inscrição para prestar o Enem, porque precisava ter o ensino médio, pois não tem tempo para frequentar a escola, uma vez que é dona de casa, também já passou da idade para escola regular. Ela também contou que sabe que precisa ter o ensino médio, pois atualmente o ensino fundamental é pouco. Perguntei o que ela precisava, que tipo de ajuda. Ela me disse “Vim procurar vocês, porque sei que sabem mais do que eu. Se eu fosse me informar com alguém, que sabe o mesmo que eu sei, não encontraria as informações que preciso.” Acessei alguns sites relacionados ao Enem, que traziam as avaliações anteriores e gabaritos. Orientei-a a tentar fazer as avaliações, desta forma saberia a forma como são feitas as questões. Perceberia quais as dificuldades, nas quais teria qu...

Saúde: direito de todos?

Esta semana, assistindo um jornal matinal, que traz novidades da capital e grande São Paulo vi as UPAs, que foram parcialmente construídas há um ano, dois, três ou mais, mas continuam sem ter a construção concluída e o funcionamento para atendimento aos usuários sem data definida. Os secretários da saúde, cobrados a responder, postergam a data e dão as mais variadas desculpas: não receberam o restante da verba do Governo Federal para concluir a construção; a verba prevista de manutenção da UPA pelo município é maior, do que as possibilidades da cidade, por aí vai... Em um País onde a população carece de serviços médicos de todos os tipos, inclusive os mais básicos, um equipamento público fechado está negando um direito constitucional ao cidadão: o direito à saúde. Quem paga por isto? O que faz (deveria fazer) o Ministério Público a respeito? Que fazem os senhores deputados estaduais e federais? Quem deveria fiscalizar e não fiscaliza? Paralelo a isto os funcionários públicos do Es...

Primeira vez

Primeira vez. Certamente você já conhece esta expressão. Talvez já tenha respondido ou perguntado “Como foi sua primeira vez?” Mas pergunto: primeira vez em quê? Vivi algumas primeiras vezes. Participei das primeiras vezes de outras pessoas. Ficou confuso? Explico. Não vou falar especificamente as minhas primeiras vezes, mas das primeiras vezes, que vivi ao lado de pessoas muito queridas. O encantamento de cada uma delas ao vivenciarem primeiras experiências na vida. A primeira vez de meus irmãos gêmeos em um grande parque de diversões, o Playcenter. Quando eles tinham 13 anos os levei para passar um domingo inteirinho neste parque. Eu não andei em quase nenhum brinquedo. Eles, ao contrário, andaram em todos, que conseguiram, até os mais radicais. Anos mais tarde, já aos dezesseis anos aproximadamente, levei um deles a um museu de arte, a Pinacoteca. Ficamos praticamente uma tarde inteira andando lá e olhando as obras de arte: telas, esculturas, fotografias. Certa vez le...

Concentração X novas tecnologias

Tenho observado em mim e em pessoas que me rodeiam mudanças na  capacidade de concentração. A que se devem estas mudanças? Não vou falar de aspectos científicos, pois não sou especialista, mas vou tratar, como é a proposta deste blog, de impressões minhas sobre o assunto. Trabalho em um ambiente com mais pessoas, na mesma sala, mais de dez. Vários telefones que tocam, as vezes ao mesmo tempo, outras em tempos alternados, mas sempre com barulhos, uns mais altos, outros mais baixos.  As pessoas também conversam atendendo os telefones, entre si, atendendo pessoas nas salas ao lado, pessoas que adentram a nossa sala em busca de alguma informação. Fonte da imagem: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=435 Diante deste espaço cheio de ruídos, quando preciso realizar um trabalho, que exija maior concentração, busco outra sala, de uso comum, ao lado para tentar me concentrar mais, mas nem sempre consigo. Na referida sala também tem telefone, tem pess...