Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Primeira vez

Primeira vez. Certamente você já conhece esta expressão. Talvez já tenha respondido ou perguntado “Como foi sua primeira vez?”
Mas pergunto: primeira vez em quê?
Vivi algumas primeiras vezes. Participei das primeiras vezes de outras pessoas. Ficou confuso?
Explico.
Não vou falar especificamente as minhas primeiras vezes, mas das primeiras vezes, que vivi ao lado de pessoas muito queridas. O encantamento de cada uma delas ao vivenciarem primeiras experiências na vida.
A primeira vez de meus irmãos gêmeos em um grande parque de diversões, o Playcenter. Quando eles tinham 13 anos os levei para passar um domingo inteirinho neste parque. Eu não andei em quase nenhum brinquedo. Eles, ao contrário, andaram em todos, que conseguiram, até os mais radicais.
Anos mais tarde, já aos dezesseis anos aproximadamente, levei um deles a um museu de arte, a Pinacoteca. Ficamos praticamente uma tarde inteira andando lá e olhando as obras de arte: telas, esculturas, fotografias.
Certa vez levei minha sobrinha, uma delas, chamarei de Bela, ao cinema. Não lembro bem da idade dela, mas era pequena. Fomos assistir o desenho animado “Lilo & Stitch” da Disney, recém lançado. Quem se lembra deste desenho, sabe que a trilha sonora traz músicas do inigualável Elvis Presley, pois a Lilo era apaixonadíssima por ele e por suas músicas.
Certa vez retornamos ao cinema, novamente eu e esta mesma sobrinha, comentei com ela, que ela já deveria ter assistido muitos outros filmes no cinema, meio sem graça ela comentou que não, além de mim, só a irmã a havia levado ao cinema outra vez.
Esta mesma sobrinha levei à Bienal do livro, quando era ainda criança, mais tarde, por volta dos 17 anos, levei-a novamente, pois conheço a paixão dela pelos livros e pela leitura. Foi bom demais vê-la tão feliz olhando os livros, folheando, sentindo o cheirinho gostoso de suas páginas, escolhendo um especial, que dei de presente.
Há pouco tempo, neste ano, fui ao shopping com uma de minhas cunhadas e suas três filhas, logo, minhas sobrinhas. Uma delas queria, há tempos, andar no bate bate. Aqueles carrinhos, que têm nos parques, que a gente dirige e ficamos batendo uns nos outros, sendo que o impacto é diminuído devido a grossas borrachas, que possuem ao redor deles. Até o ano passado ela não podia ir, porque não tinha o tamanho especificado para isto. Uma vez ela ficou aos prantos olhando, do lado de fora da pista, enquanto eu e a irmã dirigíamos, brincávamos no tal brinquedo. Chegou a vez dela. Uma cirurgia de amígdalas depois, alguns quilogramas a mais no peso, uns centímetros a mais no tamanho e chegou o tão esperado dia! A alegria dela quando começamos a girar para lá e para cá no carro, batendo em um, outro, outro, mais outro... foi maravilhoso!
Por que lembrei destas experiências?
Porque, coincidência ou não, talvez elas tenham feito alguma mudança nestas pessoas, talvez o gosto por certas coisas já existisse nelas, mas precisasse ser despertado.
O meu irmão citado acima, atualmente adulto, continua gostando de visitar museus, tanto que sempre que tem oportunidade faz este tipo de passeio com a família ou em suas viagens acaba visitando estes locais.
Minha sobrinha, do filme da Disney, adora Elvis Presley até hoje! Continua ouvindo suas músicas! Ama ler também!
Nossos gestos, nossas palavras sempre provocam uma reação no outro. Talvez não de imediato, mas esta reação acontece.

O que estamos fazendo para provocar e receber o bem? Quais exemplos damos aqueles que nos rodeiam, em especial, às crianças? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A rotina na sala de aula I

Comecei lecionar em 1992, permaneci atuando em sala de aula até o início de 1997. Nesses anos tínhamos, em cada sala, uma parcela de alunos que não queria estudar, que vinham para a escola só para namorar, vagabundear, dizíamos que eles não tinham perspectiva de vida. Desses alunos, muitos ficavam anos e anos se matriculando na mesma série, assistiam alguns meses de aula, se evadiam, retornavam mais tarde para o curso noturno regular ou então para a suplência, por isso o curso noturno sempre foi bastante complicado, parecia que existiam duas escolas diferentes co-existindo em uma só. Anos se passaram, retornei para a sala de aula esse ano, 2010, em uma cidade do interior, mas sabendo que o alunado não seria muito diferente dos alunos de cidades grandes. A situação descrita no início desse texto, mudou muito, e para pior, pois temos agora em sala de aula uma maioria de crianças e adolescentes, que diariamente vão para a escola, porém sem a menor vontade de aprender, de estudar. Isso se...

Possibilidades

Hoje um amigo me perguntou se não estava mais publicando, porque não tem textos recentes no blog. Contei a ele que ontem estava escrevendo um, quando inesperadamente meu computador travou, quando voltou a funcionar... cadê o texto? Sumiu! Não estava de jeito nenhum nos arquivos recuperados. Você pode perguntar, por que não salvou? Por quê? Porque quando estamos escrevendo, planejando, pensando, repensando, as palavras vão fluindo, fluindo e nossos dedos parecem ter uma ligação mágica com nosso cérebro, de tal forma que o pensamento vai tomando forma, vida. Este tomar forma é algo realmente mágico! Iniciamos um texto, podemos ter de início, um plano, uma ideia na cabeça. Quando começamos a escrevê-lo, ele vai nos mostrando a direção para onde quer ir. Neste que você lê, talvez não enxergue esta mágica acontecendo, pois o verá acabado, formatado, concluído, diferentemente dos rascunhos, feitos à mão, dos escritores de outrora, nos quais se via o processo criativo, que se mostrav...

Anúncios de empregos: erros absurdos

Já escrevi um texto falando dos absurdos que lemos diariamente na internet, até mesmo em sites de empresas, que em tese deveriam se preocupar em não cometer erros grosseiros para não manchar a imagem. Hoje lendo alguns anúncios de empregos em um site local, mas que além de anúncios de vagas de empregos, presta outros serviços, vi  um anúncio, no mínimo, curioso! Como você, candidato a uma vaga de emprego, imagina que tenha que entregar seu currículo? Quais as formas para fazer isto? Acredito que possa ser pelo correio tradicional. Você colocaria seu currículo em um envelope, iria até a agência dos correios mais próxima, postaria sua correspondência para a empresa. Outra forma seria dirigir-se até a empresa ou a agência de recursos humanos e entregar o documento pessoalmente. Uma outra forma mais moderna e rápida seria anexar o documento a uma mensagem de e-mail e enviá-la para o endereço eletrônico da empresa contratante. Você conhece mais alguma forma? Eu não, mas ne...