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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções
ESTOU DE MUDANÇA! E por esse motivo a palavra mudança aguçou minha curiosidade, pois me levou a pesquisar os diversos significados da palavra. Encontrei: Começando dos primeiros significados, relacionados ao fato de transferir-se de um lugar para outro, que pode ser de uma casa para outra, de uma cidade para outra, de um país para outro. Ainda o significado “deslocar, pôr em outro lugar”. A mudança envolve a organização de utensílios, que serão postos em outro lugar: casa, cidade, país; mas também o fato de nos colocarmos nesses lugares. Em seguida, novo significado, mas que tem estreita ligação com o primeiro citado, porque quando falamos em dar outra direção, desviar, está implícito o movimento, a saída de um lugar, uma direção para uma nova. Enfim vem o transformar ou transformar-se. Toda mudança seja de casa, de emprego, de namorado, de marido... implica uma transformação, nem que seja mínima, no meu caso acredito em grandes transformações.Acredito primeiramente na minha transfor...

Carta a um jovem professor

Se você é professor ou professora deve ter se interessado pelo título desse texto, que empresto do livro homônimo de Philipe Merieu. Foi por isso que também o comprei: curiosidade. Primeiro pelo título, ainda na livraria, folheando-o, li um trecho endereçado a professores iniciantes, no qual o autor descreve com riqueza de detalhes o sonho do professor recém saído de uma universidade: alunos ávidos pelo saber, aguardando ansiosamente o seu professor. Agora lendo o livro, tenho a grata surpresa de conferir, acalmar meu espírito, que a França nos anos 60 passava pelo que começamos a passar nos últimos 10 ou 20 anos com a democratização do acesso à escola pública. Os mesmos problemas, as mesmas inquietações, as mesmas dúvidas. Acredito que isso, saber que países desenvolvidos, passaram pelos mesmos problemas que nós, conseguiram (talvez) encontrar uma saída, nos mostra que nem tudo está perdido. O livro, que não terminei de ler, nos dá um alento, uma esperança. Ele nos mostra inclusive q...

Onde começa a formação do cidadão?

Onde começa a formação do cidadão? Muitos falam da formação do cidadão na escola. Sempre que ando pelas ruas vou observando, como diz Rubem Alves, citando os Gregos, as crianças de se assombra com o banal, vou me assombrando com cenas “banais”. Quais? Dia desses passei em frente a uma UBS, Unidade Básica de Saúde, até aí tudo normal. Uma construção: um prédio com salas, consultórios, banheiros. Na calçada em frente a essa UBS é que vi uma cena que me intrigou muito, me levou a pensar na formação do cidadão. Ficou curioso? Qual seria essa cena banal, mas intrigante? Uma mãe, acredito eu que fosse, já com cabelos meio grisalhos, com seu filho (ou neto) colocando-o para fazer xixi na calçada, ou melhor, no bueiro logo em frente ao Posto de Saúde. O que há de mal nisso? Se ela não estivesse a poucos passos de um banheiro, talvez nada, porque crianças até certa idade têm dificuldades para controlar seus esfíncteres. Mas e nesse caso, qual a lição que a mãe dava ao seu filho, homem, macho? ...

Pérolas do jornalismo

Essa semana, como na anterior, na mídia prevaleceram as notícias sobre mortes, assassinatos, estupros de crianças por pedófilos. Em um desses dias cheguei a mudar de canal tal era a quantidade e a insistência de se falar somente do mesmo assunto. Não que eu pense que a violência deva ser esquecida, não é isso, até porque ela bate às nossas portas todos os dias, entretanto alguns canais abusam da notícia e falam dias e dias sobre o mesmo fato, como se isso fosse resolver alguma coisa. Como se não bastasse falar, relembrar, escaramunchar, remexer, ainda fazem alguns comentários sem muito nexo. A respeito da outra menina que foi assassinada em Curitiba, Paraná, cujo suspeito é um morador de rua, que era amigo da família e auxiliado pelos pais da criança; em um dos canais (dos poucos a que tem acesso o cidadão comum) o âncora, após dar a notícia, mostrar algumas imagens da casa onde a criança residia, fecha a notícia com uma fala, dizendo mais ou menos: "Isso aconteceu no Sul do País...

SERÁ QUE NOS CONHECEMOS?

Outro dia ouvi uma colega dizendo que ouviu um psiquiatra falar a respeito da mudança de hábito trazida, no comecinho dos anos 70, pelo advento da televisão do Brasil. O Especialista dizia que antes da tv, nos lares brasileiros, os sofás ficavam um frente ao outro, porque essa disposição permitia as pessoas conversar, se ver, se olhar nos olhos. Quando a televisão chegou as nossas residências a primeira coisa mudada foi a disposição dos sofás, que agora se viraram para esse aparelho tão maravilhoso. Ainda nessa época era comum as pessoas se visitarem, como também se reunirem para, juntas, rezarem o terço. Isso também se perdeu, porque com a chegada desse novo ente familiar os vizinhos deixaram de ser bem vindos, porque passaram a atrapalhar a família assistir o Jornal Nacional (naquela época já tinha esse nome), assim como de ver o capítulo imperdível da novela das oito! Passamos a não conhecer, nem a dialogar mais com nossos vizinhos. E o que acontece atualmente com o surgimento da in...

Ver e Educar

Acabei de ler uma apresentação, das tantas que recebemos por e-mail diariamente, que trazia algumas frases do Rubem Alves. Frases sobre crianças, professores, alunos, sobre aprender a ver. Uma delas falava do assombro da criança, quando guiada pelo adulto, vai aprendendo a ver as coisas desse mundo, mais que ver vai aprendendo a representar essas coisas por meio das palavras. Vendo essa apresentação muitos pensamentos me vieram à mente, como uma enxurrada de idéias, mas a mais marcante foi a visão de um dia na varanda com minha sobrinha, Gabriela, que agora tem quase três anos. Uma tarde, eu e Gabriela, menor ainda e que quase não falava, mas já entendia, já sentia... Muito bem! Estávamos as duas na varanda, eu segurando-a no colo, em uma tarde preguiçosa, de um dia de verão, quando de repente começou a soprar um vento mais forte, muito gostoso. Quando falei pra ela: olha, sente o vento!!! Ela se curvou para a frente, como se fosse voar, abriu os bracinhos, fechou os olhos, e... sentiu...

Eleições e a Lei de Gérson

O segundo turno das eleições, diferente do primeiro, foi tranqüilo, pois minha rua ficou limpa, sem o monte de sujeira jogado pelo chão, sem o grande volume de pessoas fazendo boca de urna. No primeiro turno, a rua ficou repleta de contratados dos candidatos fazendo boca de urna, mesmo sendo proibida por lei, como é do conhecimento de todos, inclusive dos próprios candidatos. Essa balbúrdia finalmente acabou, quando a polícia passou e levou boa parte das pessoas, fazendo assim cumprir a lei. Não tenho nada contra quem trabalha, pois as pessoas trabalham porque precisam, muitos são desempregadas ou então desempregadas há anos! O que não concordo é com o fato de que os candidatos, que vão nos representar (em tese todos vão) fechem os olhos para a lei, mesmo sabendo que a proibição existe, contratam muitas e muitas pessoas para fazerem as tais bocas de urna, ou seja, aqueles que devem cumprir e fazer cumprir a lei, vão inclusive elaborá-las, são os primeiros a desobedecê-las. E é aí que c...