Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Pérolas do jornalismo

Essa semana, como na anterior, na mídia prevaleceram as notícias sobre mortes, assassinatos, estupros de crianças por pedófilos. Em um desses dias cheguei a mudar de canal tal era a quantidade e a insistência de se falar somente do mesmo assunto. Não que eu pense que a violência deva ser esquecida, não é isso, até porque ela bate às nossas portas todos os dias, entretanto alguns canais abusam da notícia e falam dias e dias sobre o mesmo fato, como se isso fosse resolver alguma coisa. Como se não bastasse falar, relembrar, escaramunchar, remexer, ainda fazem alguns comentários sem muito nexo.
A respeito da outra menina que foi assassinada em Curitiba, Paraná, cujo suspeito é um morador de rua, que era amigo da família e auxiliado pelos pais da criança; em um dos canais (dos poucos a que tem acesso o cidadão comum) o âncora, após dar a notícia, mostrar algumas imagens da casa onde a criança residia, fecha a notícia com uma fala, dizendo mais ou menos: "Isso aconteceu no Sul do País, onde os moradores em sua maioria têm nivel superior". E aí eu pergunto: qual a relação entre a morte trágica de uma criança e a formação dos cidadãos? Só lembrando que na notícia, em momento nenhum, foi veiculado se o suposto assassino tinha ensino fundamental concluído ou por concluir, se tinha ensino médio completo ou não, muito menos se ele tinha curso superior. Qual o motivo desse comentário?
Sinceramente não consegui compreender porque encerrar uma notícia sobre um crime hediondo (não sei se é essa a qualificação correta legal do ocorrido, mas para mim é!) com esse tipo de comentário no mínimo "sem noção", como dizem os adolescentes.
Enfim, nós que não temos acesso a TV por assinatura, ficamos reféns de programas chatos, repetitivos, quando buscamos na televisão alguma informação, acabamos nos sentindo mal informados.
Será que existem as "pérolas" do jornalismo?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A rotina na sala de aula I

Comecei lecionar em 1992, permaneci atuando em sala de aula até o início de 1997. Nesses anos tínhamos, em cada sala, uma parcela de alunos que não queria estudar, que vinham para a escola só para namorar, vagabundear, dizíamos que eles não tinham perspectiva de vida. Desses alunos, muitos ficavam anos e anos se matriculando na mesma série, assistiam alguns meses de aula, se evadiam, retornavam mais tarde para o curso noturno regular ou então para a suplência, por isso o curso noturno sempre foi bastante complicado, parecia que existiam duas escolas diferentes co-existindo em uma só. Anos se passaram, retornei para a sala de aula esse ano, 2010, em uma cidade do interior, mas sabendo que o alunado não seria muito diferente dos alunos de cidades grandes. A situação descrita no início desse texto, mudou muito, e para pior, pois temos agora em sala de aula uma maioria de crianças e adolescentes, que diariamente vão para a escola, porém sem a menor vontade de aprender, de estudar. Isso se...

Possibilidades

Hoje um amigo me perguntou se não estava mais publicando, porque não tem textos recentes no blog. Contei a ele que ontem estava escrevendo um, quando inesperadamente meu computador travou, quando voltou a funcionar... cadê o texto? Sumiu! Não estava de jeito nenhum nos arquivos recuperados. Você pode perguntar, por que não salvou? Por quê? Porque quando estamos escrevendo, planejando, pensando, repensando, as palavras vão fluindo, fluindo e nossos dedos parecem ter uma ligação mágica com nosso cérebro, de tal forma que o pensamento vai tomando forma, vida. Este tomar forma é algo realmente mágico! Iniciamos um texto, podemos ter de início, um plano, uma ideia na cabeça. Quando começamos a escrevê-lo, ele vai nos mostrando a direção para onde quer ir. Neste que você lê, talvez não enxergue esta mágica acontecendo, pois o verá acabado, formatado, concluído, diferentemente dos rascunhos, feitos à mão, dos escritores de outrora, nos quais se via o processo criativo, que se mostrav...

Anúncios de empregos: erros absurdos

Já escrevi um texto falando dos absurdos que lemos diariamente na internet, até mesmo em sites de empresas, que em tese deveriam se preocupar em não cometer erros grosseiros para não manchar a imagem. Hoje lendo alguns anúncios de empregos em um site local, mas que além de anúncios de vagas de empregos, presta outros serviços, vi  um anúncio, no mínimo, curioso! Como você, candidato a uma vaga de emprego, imagina que tenha que entregar seu currículo? Quais as formas para fazer isto? Acredito que possa ser pelo correio tradicional. Você colocaria seu currículo em um envelope, iria até a agência dos correios mais próxima, postaria sua correspondência para a empresa. Outra forma seria dirigir-se até a empresa ou a agência de recursos humanos e entregar o documento pessoalmente. Uma outra forma mais moderna e rápida seria anexar o documento a uma mensagem de e-mail e enviá-la para o endereço eletrônico da empresa contratante. Você conhece mais alguma forma? Eu não, mas ne...