Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

SERÁ QUE NOS CONHECEMOS?

Outro dia ouvi uma colega dizendo que ouviu um psiquiatra falar a respeito da mudança de hábito trazida, no comecinho dos anos 70, pelo advento da televisão do Brasil. O Especialista dizia que antes da tv, nos lares brasileiros, os sofás ficavam um frente ao outro, porque essa disposição permitia as pessoas conversar, se ver, se olhar nos olhos. Quando a televisão chegou as nossas residências a primeira coisa mudada foi a disposição dos sofás, que agora se viraram para esse aparelho tão maravilhoso. Ainda nessa época era comum as pessoas se visitarem, como também se reunirem para, juntas, rezarem o terço. Isso também se perdeu, porque com a chegada desse novo ente familiar os vizinhos deixaram de ser bem vindos, porque passaram a atrapalhar a família assistir o Jornal Nacional (naquela época já tinha esse nome), assim como de ver o capítulo imperdível da novela das oito!
Passamos a não conhecer, nem a dialogar mais com nossos vizinhos. E o que acontece atualmente com o surgimento da internet?
Um paradoxo: temos a oportunidade de reencontrar e rever amigos de décadas atrás, de conhecer novas pessoas, de conhecer países e pessoas do outro lado do Atlântico, mas a mesma ferramenta que aproxima uns, distancia outros. Como distancia? Os adolescentes acham "mais legal" ficar horas diante da tela do computador no MSN e no Orkut falando com estranhos, do que falando com seus pais, irmãos, tios e tias. E o diálogo com a família? E o conhecer seus pais? E como os pais conhecerão os seus filhos? Como se fortalecerão os relacionamentos?
Enfim com o computador e a internet está acontecendo quase o mesmo que aconteceu com a chegada da Tv, mas muito mais grave, pois agora não são apenas os vizinhos que estão do lado de fora, são nossos filhos que estão nos deixando do lado de fora!

Comentários

Anônimo disse…
Catléia, por ter vivido todos os passos descrito, tenho autoridade de fazer meu depoimento a respeito de suas palavras.
Às vezes sinto que o avança da Tecnologia não pode ser acompanhada pelo avanço das reações Humana.
Tenho cá minhas duvidadas se isso e possível. Cabe a nos que tivemos a oportunidade de escolha lembras aos menos avisados de sua fantástica utilidade, mas sem esquecer sua permissividade.
Um admirador

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

ENCCEJA 2017 – ELIMINAÇÃO DE MATÉRIAS – CONCLUSÃO ENSINO FUNDAMENTAL – CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO

Se este texto for útil para você, deixe seu comentário, dizendo se gostou, como encontrou este blog.                                                                                                                              Se você precisa concluir o Ensino #Fundamental ou Ensino #Médio, não tem condições de frequentar a escola, tem 15  ou 18 anos, poderá se in...

HISTÓRIA DE ANA ROSA

Você já ouviu a música sertaneja de Tião Carreiro e Carreirinho intitulada "Ana Rosa"? Se ouviu conhece a história dessa mulher. Se não ouviu, farei um resumo da história. Ana Rosa morava em Avaré, cidade próxima a Botucatu. Como muitas jovens de sua época casou-se cedo, pois havia se apaixonado por Francisco de Carvalho Bastos, mais conhecido como Chicuta, que era muito ciumento, por isso trazia a esposa sob constante vigilância. Homem dos idos de 1880, muito machista, começou a maltratar a mulher, tanto moral quanto fisicamente. Até que um dia a jovem esposa cansou de tanto sofrer, fugiu para Botucatu, refugiando-se em um cabaré de uma mulher chamada Fortunata Jesuína de Melo. Quando o marido chegou em casa e não encontrou a mulher, ficou cego de ciúmes, procurou-a por todos os lados, até que soube que ela havia fugido e para onde havia ido. Mais do que depressa ele se dirigiu para Botucatu, onde chegou e contratou José Antonio da Silva Costa, mais conhecido por Costinha, e...