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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

O fenômeno dos Diários de Classe nas redes sociais

Quem não ouviu ou leu algo a respeito, deveria se informar. Se este alguém é professor, diretor ou coordenador em alguma escola, a informação sobre o assunto é ainda mais urgente e necessária! Há algum tempo um dos canais de TV, veiculou uma matéria falando sobre uma menina de uma cidade de Santa Catarina, que abriu uma página no Facebook, intitulada Diário de Classe ... Por meio desta página, a aluna começou a postar periodicamente fotos da escola, bem como comentários a respeito dos problemas encontrados. Depois disto, da repercussão do feito desta garota, a mídia se voltou mais ainda para o assunto. Se você quiser, basta digitar no Facebook “Diário de classe da...”, “Diário” ou ainda “Diário da EE, EMEF...”. Algumas destas páginas são abertas a qualquer usuário do Face, outras são restritas aos “amigos” adicionados pelo administrador do Diário. Há várias páginas, entre elas a da Escola de Santa Catarina, primeira no Brasil, onde tudo começou, mas também de São Paulo, Perna...

As palavras têm uma força, que nem imaginamos.

Na Pedagogia fala-se em profecia auto-realizadora. Mas o que seria isto? Esta profecia acontece quando o professor, já nos primeiros dias de aula, olha para determinado aluno, emite um juízo sobre o futuro da criança. A partir deste momento toda a história do aluno, com este profissional, passa a ser influenciada por este pensamento do docente. No cotidiano também as palavras vão, talvez inconscientemente, desvelando a opinião de determinadas pessoas a respeito de outros, sejam seus familiares, amigos, profissionais. Esta semana passei por uma situação em que a palavra, dita em uma conversa, em determinado contexto, me fez dar uma resposta incisiva para outra pessoa. No meio de uma conversa, ela disse algo como “Você faz isto, ou só fica em tal lugar”. O tal lugar é o meu local de trabalho. O fica foi dito de tal forma, como se o fato de estar lá, indicasse que eu apenas ficasse no local. Respondi imediatamente: “Eu não fico lá. Eu TRABALHO lá!” Sempre me incomodou muito ouvir ...

Vida: perdas e danos

A gente comenta que a vida passa rápido. Que em um abrir e fechar de olhos as coisas mudam, mas não temos a exata consciência disto. Eu pelo menos não tinha! Na infância e adolescência, apesar de problemas financeiros, familiares, sempre tive meus pais por perto, meus irmãos, meus tios, primos. Com o passar do tempo as vidas das pessoas foram tomando outros rumos, o que é natural, casamentos, mudanças de cidade, nascimentos, mas ainda assim todos estavam ali. Há uns doze anos tudo isto começou a mudar. Primeiro faleceu meu pai, o irmão mais novo, de uma família de seis: quatro irmãos e duas irmãs, uma delas mais nova que ele. Depois disto, a cada três anos, mais ou menos, foram morrendo os irmãos dele. Até que sobraram as duas irmãs, uma delas está com bem mais de oitenta anos. Estas perdas tão próximas mexeram comigo, pois sempre fomos muito próximos da família de meu pai. Há uns três anos mais ou menos, tivemos a perda de um primo, que tinha a minha idade, que morreu brutalme...

Inquietações

Tenho escrito regularmente neste blog, falando a respeito de minhas impressões sobre diversos assuntos. Talvez como uma forma melhor entendê-los, refletir, compartilhar dúvidas, incertezas, quem sabe até reconhecer no outro, leitor, as mesmas inquietações, desta forma me sentir menos sozinha com estes questionamentos. Escrevo, em geral, sobre assuntos mais abrangentes, que sejam do interesse de uma grande maioria, alguns textos inclusive com informações relacionadas ao desconhecimento de certos assuntos, que percebo no meu trabalho, no meu cotidiano, nas conversas com as pessoas. A despeito disto tudo, senti vontade de escrever, hoje, sobre outro tipo de inquietação, que está me afligindo, talvez aflija outras mulheres também, muito provavelmente até homens. Chegou o momento, na minha vida, em que estou vivenciando alguns problemas advindos, creio eu, do aumento dos anos vividos, da falta de exercícios físicos (não gosto!), mesmo sabendo da necessidade deles para a melhoria da ...

Gambá morto na Barra Funda

Sou frequentadora da Rodoviária da Barra Funda. Vira e mexe estou passando por lá. Indo visitar parentes, amigos. Voltando pra casa. Indo para cursos, palestras. Voltando pra casa. Nos últimos anos, claro, tenho percebido algumas mudanças. A pior delas foi a mudança relativa aos banheiros masculino e feminino. Até um ano ou dois atrás pagava-se uma taxa, de um real ou um real e cinqüenta para usar os sanitários, para um xixi, um cocô. Nesta época, quando era cobrada esta tarifa, estavam invariavelmente limpos, cheirando a desinfetante, funcionárias sempre limpando, retirando o lixo. Todos os vasos sanitários limpos, todos funcionando, não existiam filas. Isto tudo mudou. Deixou-se de cobrar para utilizá-los. O que deveria ser muito bom, tornou-se, a meu ver, um problema muito sério para todos! A situação atual após esta ação imposta sabe-se lá por quem e com qual objetivo: caos total! Ao entrar no local, ou melhor, ainda fora do banheiro, do lado de fora, na “sala de es...

Jeitinho brasileiro

Muito já se falou do “jeitinho brasileiro”, do “gosto de levar vantagem em tudo, certo?” e outras máximas que certos brasileiros usam para direcionar suas atitudes, pequenas ou grandes, no cotidiano de suas vidas. Mas falta ainda falar do jeitinho brasileiro na era da informática e da comunicação. Este jeitinho de querer “dar uma volta”, “levar vantagem”, “ser o primeiro em tudo”, ganhou ajudantes adicionais, que ajudam o brasileiro a guardar lugar na fila para a mulher, enquanto ela faz comprinhas básicas no shopping, guardar lugar na fila enquanto o pai, idoso, fica na fila do idoso, ambos aguardando qual fila será mais rápida, assim ambos irão para esta fila. Mas quais serão estes periféricos do ser humano, que o ajudam a “levar vantagem”? Primeiro é o celular. Objeto de primeira necessidade em tempos de comunicação, de informação, tornou-se um aliado importantíssimo para este brasileiro. Enquanto a esposa passeia vagarosamente por entre as inúmeras vitrines do shopping, o m...

Experiência, conhecimento de mundo e atendimento ao consumidor

Na semana passada vi na tv algumas reportagens, que tratavam sobre a qualidade da Educação no País, enfatizando o quanto os alunos saem mal preparados do Ensino Médio, como as empresas procuram sanar este problema, por outro lado, a reclamação das Universidades que têm baixado seu nível, devido à necessidade de sanarem dificuldades trazidas pelos alunos em sua trajetória  na Educação Básica. Mas como isto influencia o nosso cotidiano? Você já parou para pensar nisso? Na mesma semana fui a um supermercado da cidade onde moro. Nele faço minhas compras do mês, de vez em quando compro marmitex. Para comprar o marmitex, em geral, vou até lá, fico diante de um grande balcão, onde estão expostos diversos tipos de guarnições, “misturas”, bem como há algumas atendentes para montar o pedido. Na semana em questão havia uma nova atendente, pois não tinha sido atendida por ele, nem me lembrava do rosto. Não tenho preconceitos contra pessoas que estão começando, pelo contrário, em gera...