Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Inquietações


Tenho escrito regularmente neste blog, falando a respeito de minhas impressões sobre diversos assuntos. Talvez como uma forma melhor entendê-los, refletir, compartilhar dúvidas, incertezas, quem sabe até reconhecer no outro, leitor, as mesmas inquietações, desta forma me sentir menos sozinha com estes questionamentos.
Escrevo, em geral, sobre assuntos mais abrangentes, que sejam do interesse de uma grande maioria, alguns textos inclusive com informações relacionadas ao desconhecimento de certos assuntos, que percebo no meu trabalho, no meu cotidiano, nas conversas com as pessoas.
A despeito disto tudo, senti vontade de escrever, hoje, sobre outro tipo de inquietação, que está me afligindo, talvez aflija outras mulheres também, muito provavelmente até homens.
Chegou o momento, na minha vida, em que estou vivenciando alguns problemas advindos, creio eu, do aumento dos anos vividos, da falta de exercícios físicos (não gosto!), mesmo sabendo da necessidade deles para a melhoria da nossa saúde.
Não que nunca tenha feito. Até os 28 anos sempre andei muito de bicicleta, diariamente, pois morava em uma cidade do interior, totalmente plana, onde eu realizava todas as minhas atividades diárias sobre uma bicicleta, portanto isto era para mim uma rotina, além de ser um prazer, me locomovia sentindo o sol e o vento no rosto, eu e a bicicleta: quase um só corpo!
Descobri recentemente, após uma dorzinha chata no joelho direito, visitas ao ortopedista e um raio-X, que estou com condromalácia patelar. O médico não afirmou isto, nem após analisar o exame, até elogiou meus joelhos: “Seus joelhos estão bons!” Exibiu o raio-X, no computador, de todos os lados, frente, lado, costas. Explicou que no joelho direito a patela e o osso da canela estão mais próximos, em relação ao outro joelho, por isto a dor. Indicou um remédio para tomar, quando tiver dor, também várias sessões de fisioterapia, depois retomar exercícios físicos para fortalecer os músculos.
Depois desta aula do ortopedista, que de certa forma até me confortou, fui à fisioterapeuta. Primeira vez foi feita uma análise dos meus joelhos, pés. Pela análise dela meus joelhos estão “virando” para dentro. Observou meus pés, verificou que utilizava uma sapatilha, perguntou se usava sempre sapato baixo. Respondi que vinha utilizando há uns quatro anos, por ter com certa freqüência dores em dois dedos do pé direito, que eram amenizadas com os sapatos baixinhos.
Depois desta conversa, falou da curva dos meus pés. Aquela curvinha, que temos (a maioria das pessoas têm!), disse que meus pés estão praticamente chatos, que isso se deve ao tipo de calçado, que não terá como corrigir. Depois pensando nisto, em casa, olhei para meus pés, final da tarde, após um dia todo com as pernas para baixo, estavam, claro, inchados. Não há curvinha que aguente com o inchaço!
Este comentário dela, dizendo que meus pés estão chatos, me chateou muito, pois sempre tive pés bonitos, finos, magros, bem feitos, delicados, apesar de calçar 38, o que já foi motivo de preocupação na adolescência, quando considerava este número um pezão.
Quem já não passou por isto? Quem já não viu ou sentiu as mudanças no seu corpo, ano a ano, a cada nova primavera?
Quais foram as suas impressões sobre as coisas que viveu? Já falou disto para alguém? Já escreveu?
Resolvi dividir com você, internauta, um pouco das minhas impressões sobre as mudanças, sobre as inquietações que vivo! Obrigada por aceitar este convite!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

HISTÓRIA DE ANA ROSA

Você já ouviu a música sertaneja de Tião Carreiro e Carreirinho intitulada "Ana Rosa"? Se ouviu conhece a história dessa mulher. Se não ouviu, farei um resumo da história. Ana Rosa morava em Avaré, cidade próxima a Botucatu. Como muitas jovens de sua época casou-se cedo, pois havia se apaixonado por Francisco de Carvalho Bastos, mais conhecido como Chicuta, que era muito ciumento, por isso trazia a esposa sob constante vigilância. Homem dos idos de 1880, muito machista, começou a maltratar a mulher, tanto moral quanto fisicamente. Até que um dia a jovem esposa cansou de tanto sofrer, fugiu para Botucatu, refugiando-se em um cabaré de uma mulher chamada Fortunata Jesuína de Melo. Quando o marido chegou em casa e não encontrou a mulher, ficou cego de ciúmes, procurou-a por todos os lados, até que soube que ela havia fugido e para onde havia ido. Mais do que depressa ele se dirigiu para Botucatu, onde chegou e contratou José Antonio da Silva Costa, mais conhecido por Costinha, e...

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai. Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela. Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte. Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos. Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias. Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta,...