domingo, 28 de abril de 2013

O que nos impele a mudar


Tem um comercial de televisão que diz “Nada muda, se você não mudar”. Mas que tipo de mudança? Em quais situações?
Acredito que esta frase da propaganda, fala de mudanças internas, que acabam se refletindo no nosso exterior, nas nossas ações, por isto também chegam até as pessoas ao nosso redor.
Mas o que nos impele a mudar?  
Vou começar a falar de algumas mudanças que vivi, como fui impelida a mudar!
Quando terminei minha primeira faculdade, após anos sem estudar, por falta de condições financeiras, tive que correr atrás de trabalho. Na cidade onde morava, na época, não havia muitas possibilidades, pois era pequena e os empregos se resumiam a: comércio (para ganhar salário mínimo); em banco, mas as vagas eram poucas e eu não tinha qualificação; no magistério, mas a cidade na época tinha no máximo três escolas e meus ex-professores continuavam na ativa, logo as vagas não eram tantas para absorver ano a ano todos os formandos da Faculdade, onde estudei.
Minha primeira tentativa foi mudar para uma cidade da grande São Paulo. Fiquei dois anos. Trabalhei quase um ano, mas por motivos alheios a minha vontade, tive que retornar a minha cidade natal. Este um ano de trabalho foi muito importante para mim, pois aprendi muito, há conhecimentos que me valeram tanto na vida profissional, como na pessoal. Havia a possibilidade de retorno, caso eu não me desse bem, pois as portas da empresa ficaram abertas para mim. O Diretor da empresa na época, um armênio, me chamou para conversar e saber os motivos de minha saída, tentar me dissuadir desta ideia.
Voltei novamente para minha cidadezinha de interior. Novamente desempregada. Não passei muitas dificuldades, pois fiz uma reserva com o que recebi, na época, ao sair da empresa. Voltei, fiquei no máximo dois meses sem trabalho, procurando, claro. Não me lembro quem, mas me disseram que era fácil conseguir aulas em uma cidade de São Paulo, no pontal do Paranapanema. Não pensei duas vezes! Consegui as informações necessárias e fui atrás, fui até outra cidade, de outro estado, em um Diretoria de Ensino, sozinha, sem ninguém. Me inscrevi, fiquei neste ano atuando nesta cidade, no Pontal, vivendo e auxiliando minha família com as poucas aulas que tinha, fazendo uma ginástica para o dinheiro render. Nesta época éramos eu, minha mãe e dois irmãos com 11 anos.
No final do mesmo ano recebemos a notícia de um irmão, que havia, com muita dificuldade, comprado duas casas. Uma delas destinada a minha mãe, seria cedida a ela. Em tempo recorde resolvemos tudo e nos mudamos. De volta à grande São Paulo!
A necessidade e a oportunidade nos impeliram a mudar! 
Apesar de não sabermos se daria certo ou não, nos jogamos de cabeça nesta mudança: de cidade, de trabalho, de Estado, de casa. Uma mudança radical!
O mais importante nesta mudança foi o apoio da família: deste meu irmão, que cedeu sua casa para a mãe e os irmãos, por um longo tempo, sem cobrar aluguel. Neste período de grandes carências, em especial a financeira, a família se apoiou, em todos os sentidos!  
Nos mobilizamos para ajudar minha mãe, meus irmãos, que ainda eram crianças. Esta mobilização era até mesmo em relação à educação dos caçulas!
A necessidade e a oportunidade são importantíssimas, mas ninguém faz nada sozinho! Vivemos em grupos: família, escola, o trabalho, os amigos.
Minha família tinha tudo para ter se desfeito, ter se desestruturado sem recuperação! Cada um de nós, a maioria, se mobilizou, abriu mão de certas coisas para apoiar aquele que estava precisando. Ainda hoje agimos assim!
No trabalho estamos o tempo todo em relação de interpedendência com os demais, sejam aqueles que trabalham diretamente conosco, ou aqueles com quem trabalhamos indiretamente.
Na escola isto também acontece, afinal as coisas só acontecem se cada um fizer o seu papel, atualmente somos cobrados a fazer além dele!
Pensemos na escola... Para que professores e alunos tenham material em sala de aula (giz, datashow, notebook, réguas, entre outros) há todo um trabalho da direção, de planejamento para poder gastar os recursos, de acordo com as regras, mas que possam atender as prioridades. Isto para falarmos o mínimo, sem abordar o restante do cotidiano de uma escola, seja ela grande ou pequena.
Mas o que impele as equipes escolares a mudar? Ouvindo relatos de profissionais da área, verificamos que a mudança acontece:
- porque houve um diagnóstico da atual situação da unidade escolar;
- detectou-se que algo não ia bem;
- foram propostas ações e responsáveis pelas mesmas, prazos para execução, avaliação dos resultados.
Na nossa região existe uma escola, que há anos desenvolve um projeto de leitura diária, em todas as turmas, com horário definido. Este projeto se transformou em uma rotina da escola. Claro que foram avaliando e fazendo mudanças, mas perceberam que este projeto teve interferências positivas na aprendizagem dos alunos.
Além do diagnóstico, o mais importante é o desejo e a firme vontade de mudar.  Não adianta diagnosticar, constatar, cruzar os braços e esperar que a mudança venha dos outros!
“Uma visão sem ação, não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Uma visão com ação pode mudar o mundo!” (Frase do vídeo abaixo)


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mais uma postagem da série "Dicas"


Tenho participado, há um bom tempo, de entrevistas, seja como candidata a uma função ou como entrevistadora, neste último caso, há menos tempo, entretanto tenho aprendido muito com ambas as experiências.

Quero compartilhar aqui, o que tenho aprendido com isto, quem sabe ajudar pessoas que passarão por estas situações na Educação.

As orientações que darei aqui, não estão em manuais, mas são frutos das minhas vivências profissionais, que foram (são) todas elas nesta área.
Quando falamos em entrevistas e dinâmicas, acabamos nos lembrando de empresas particulares, mas tanto para estas, quanto para as públicas, certas coisas são válidas.

Primeira pergunta que devemos nos fazer é:
- o que sei desta cargo/função que vou pleitear?
- o que vivi, na vida profissional, que possa me auxiliar nesta nova função?
- o que os profissionais, que já atuaram (atuam) neste cargo, fazem no seu cotidiano profissional?

Para a primeira questão é preciso pesquisar e estudar. Se é uma função que já existe há algum tempo ou mais recente, existem publicações oficiais, que tratam disto. Surge daí uma nova questão: onde encontrá-las?
Para esta questão existem diversas respostas. Você pode simplesmente digitar o nome da função no buscador Google ou outro de sua preferência, ver entre os resultados, selecionar alguns, ler, ou seja, se informar.

Você pode ainda pesquisar no site da Secretaria de Educação,  ou ainda nos sites das Diretorias de Ensino. Neste caso, basta acessar o Google, digitar  “Diretoria de ensino de ...”, colocar o nome da cidade ou bairro. Nas cidades maiores há mais de uma Diretoria, como é o caso de São Paulo, Campinas. Nas cidades da região metropolitana de São Paulo, isto já não ocorre, é uma Diretoria por cidade, mas se você for do Interior, a história muda, pois é uma Diretoria que é responsável por várias cidades.
Mas quais documentos procurar? A Secretaria de Estado da Educação publica suas orientações por meio de Resoluções, Comunicados. Cada Resolução tem um número diferente e um ano de publicação, mas há sites de Diretorias, onde elas estão organizadas por assuntos, como é o caso da Diretoria de Ensino – Região de São Vicente.
Para a segunda questão tente rememorar o que já fez, mesmo que na docência, mas que possa ser utilizado ou socializado com os demais profissionais. Uma boa dica é elaborar um memorial de formação, no qual você vá escrevendo sobre sua experiência profissional, pois desta forma terá tudo isto bem “fresquinho” em sua mente.
Para a terceira questão basta se lembrar dos profissionais, que conhece ou conheceu, que atuaram nesta função, verificar o que faziam, como faziam, porém mesmo fazendo esta análise, não deixe de atender às orientações da primeira questão. Feito isto, compatibilize o que a orientação da SEE diz e o que o profissional faz, que pode ser uma boa experiência, que poderá ser citada como exemplo, até mesmo para evidenciar o que você conhece desta função para a qual está se candidatando.

Já realizou tudo isto? Se a função for na escola X? O que fazer?
Atualmente as escolas se voltaram, devido ao IDESP criado pelo Governo do Estado de São Paulo em 2008, para indicadores internos e externos. Não tem a mínima ideia do que é isto? Pesquise! Comece acessando o site da SEE e procure em “projetos e programas” o IDESP e leia as informações que estão disponíveis lá, em especial, o boletim da Escola onde pretende atuar nesta nova função. Neste boletim tem diversas informações sobre cada Escola. Leia, estude, entenda!

Estamos falando de indicadores... Mas e os indicadores internos da Escola? Você sabe o que são? Onde estão? Em quais documentos oficiais da Escola?
Os indicadores internos são obtidos por meio das avaliações realizadas pelos professores, pela frequência dos alunos, ou seja, estão nos Diários de Classe, nas papeletas bimestrais, estas últimas podem estar coladas em um documento chamado consolidado ou ainda digitadas.
Nestes documentos os dados estão dispersos, portanto precisam ser reunidos, trabalhados. Em geral, os professores coordenadores realizam esta reunião de dados, montam gráficos bimestrais de resultados da escola, os mesmos são comentados e discutidos em reuniões, sejam de planejamento, de ATPC.

Resumindo... é preciso se informar! Ler, estudar, se atualizar!

Uma boa dica é ler o edital da vaga, do processo seletivo, verificar também a legislação citada no documento, pois ela embasa o processo, bem como trata das atribuições e requisitos deste profissional.
Você pode também tentar encontrar o site ou blog da Escola, pois poderá conhecer melhor a instituição, projetos que ela desenvolve, até mesmo encontrar os indicadores da escola à disposição para consulta pela Comunidade seja ela a da própria escola ou a da web.

 Observação: No Estado existe uma diferença entre cargo e função. Cargo é aquele provido por meio de concurso público. Já para a função não existe concurso público, justamente porque não é um cargo, portanto o que existe é um processo seletivo com regras próprias.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Que pizzaria!!!


Mocinha de interior, cidadezinha pequenina. Não saía de casa! Não conhecia outro mundo além da pequena cidade, onde morava, cujos limites nunca foram ultrapassados.
A cidade, poucas casas e pequenos comércios, se distribuíam ao redor da Igreja Matriz, cuja pracinha era um dos lugares mais frequentados, pois não havia muitos outros na cidade. Durante as missas os fiéis voltavam seus olhares e sua atenção ao santo padre e ao altar, mas terminado o ritual sagrado, os olhares, atenções se voltavam para a pracinha, onde todos andavam, vagarosamente, conversando, rindo e, claro, falando da vida dos outros, afinal todos se conheciam, nada era segredo, ou melhor, nada conseguia ficar como segredo por muito tempo, logo se tornava de domínio público.
Mas e a nossa mocinha? Levava vida simples, como todos dali. Estudou nas escolas da cidade mesmo, somente a Faculdade cursou em cidade vizinha, também do interior, cujo tamanho e quantidade de habitantes não eram muito superiores aos da sua cidadezinha. O nome da cidade? Pode ser qualquer um, aquele que quiser dar, pois são tantas parecidas pelo nosso interiorzão!
A mocinha concluiu seu curso superior, uma licenciatura, claro, precisou se aventurar em outras cidades da região, afinal cada cidadezinha tem poucas escolas, como os ares do interior são mais saudáveis, ajudam a prolongar a vida, não havia muitas vagas disponíveis, portanto a nossa jovem precisou começar sua carreira no magistério em outra cidade, ora aqui, ora ali.  Foi ampliando um pouco mais seus horizontes, seu conhecimento de mundo, mas continuava um pouco ingênua.
Certa feita, trabalhando em uma destas cidades, que ela conhecia pouco, um colega professor falou para ela de uma certa pizzaria, que ficava próxima da escola. O amigo deu algumas orientações para ela chegar até lá! Ela e uma amiga, também iniciante no magistério, jovem como ela, resolveram ir conhecer a tal pizzaria, que era uma novidade para ambas, uma vez que na cidade de origem das duas não havia pizzarias.
Saíram da escola animadas, rindo, conversando e lá se foram, neste enlevamento da juventude e do ócio após um duro dia de trabalho. Noite, cidade bem arborizada, o que deixava as ruas mais escuras, escondendo um pouco as casas, prédios.
Não andaram muito. Chegaram. Entraram, observaram que estava bem cheio o lugar. Havia muita gente em pé, aguardando! Que coisa! A pizza devia ser ótima!, pensou a mocinha interiorana e  comentou isto com sua amiga. Ficaram por ali, conversando e aguardando uma mesa. Conversa vai, conversa vem e nada! Não aparecia ninguém para atendê-las. As duas mocinhas, já cansadas de tanto ficar em pé, começaram a observar os rostos das pessoas que aguardavam. Estavam todas meio tristonhas, quietas, olhar meio perdido! Ambas se olharam, riram, deram de ombros! Estavam cansados de esperar!
Depois de muito esperar, muito observar, resolveram se chegar mais próximo de um local onde as pessoas se amontoavam mais. E? Surpresa! Tinham entrado por engano no velório da cidade!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por que os sinos dobram?


Andando apressadamente pela rua a caminho de um compromisso, passo diante da Catedral, ouço os sinos tocarem. Logo me vem à mente o motivo deste toque. As seis horas da tarde, talvez chamando os fiéis para a missa, ou ainda o horário da Ave Maria. Poderia ser também o aviso para um funeral.

Quem de nós não parou para olhar a localização dos sinos nas Igrejas? Ficam no topo das torres, o ponto mais alto das igrejas, catedrais. Deste local, quando soam, seu som se espalha até muito longe, não precisando de nenhum aparelho especial nem de última geração para ouvi-lo, somente o nosso ouvido!

Mas ia falando desta minha rápida caminhada pela calçada da Catedral, quando mais adiante, no próximo quarteirão, passo por uma mulher, empurrando um carrinho de bebê e ao lado outra criança, que ao ouvir o tocar insistente do sino, apressa o passo dela e por conseguinte o da criança, do carrinho de bebê, todos passam rapidamente por mim, mas ouço a senhora dizer “Nossa! Já está começando a novela!”

Esta frase da mulher e seus passos mais apressados, diante do badalar dos sinos, me tocaram... Alguns sininhos tilintaram na minha cabeça!!!  Imediatamente pensei nas coisas, no valor que atribuímos a elas, no significado que elas têm, mas que vão mudando de acordo com o tempo e com as gerações.

O sino chama para uma reunião, uma reunião de pessoas para um evento alegre ou triste, mas uma reunião. Na Igreja elas comungarão a mesma crença, mesmas orações, além de literalmente comungar, ou seja, realizar um dos sacramentos da Igreja Católica.

Há vários anos as pessoas se reuniam diante da TV, assistiam aos jornais, novelas. Todos na sala, sentado nos sofás, olhando um programa, mas conversavam, mesmo que fosse nos intervalos, comentavam a novela, o mocinho, a mocinha. Até porque um aparelho de televisão custava caro, não era algo que se tivesse com facilidade, nem que estivesse presente em todos os lares.

Atualmente a televisão está presente em todas as casas, em todos os quartos, na sala, na cozinha, no consultório do dentista, da ginecologista, na rodoviária, nos laboratórios de análises clínicas, nas salas de espera de hospitais.

Por estar presente em vários cômodos das residências houve uma mudança nos hábitos das pessoas, que não mais se encontram diante dela. Cada um vai para seu quarto, senta-se ou deita-se confortavelmente e assiste a sua programação preferida, sem ser incomodado, sem falar, sem comentar o filme ou a novela.

Além desta personagem muito presente em nossas casas, temos atualmente mais um morador, que se tornou muito popular, seu preço barateou e por isto está presente em praticamente todas as classes sociais.

Ele veio de mansinho, porque a gente precisava fazer cursos e mais cursos para aprender a manuseá-lo, além disto era caro! Os mais em conta, só se comprássemos de alguém que montasse o equipamento, lógico, não era de nenhuma marca conhecida, mas funcionava, servia muito bem!

Atualmente este mocinho tem várias versões e nomes. Eu, claro, estou diante da telinha de um deles, escrevendo este texto: o computador.

Ele também já fez algumas revoluções! As crianças parecem nascer sabendo utilizá-lo tal a intimidade que tem com ele. Abrem programas, fecham, jogam os mais diversos jogos, acessam sites, chats, redes sociais...

O que mais teremos para mudar nossos costumes? Você tem algum palpite?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Reminiscências...


Após ler a crônica do Prof. Gérson Trevisanintitulada “Tesoura e tesouro” fiquei pensando qual seria o objeto ou os objetos que me traziam lembranças. Claro que todos temos lembranças ligadas a coisas, objetos. Mas qual seria este objeto?
Talvez porque eu não os tenha, seja difícil lembrar deles. Não, não os tenho, afinal muitas mudanças, mudanças de casa, mudanças de cidade, mudanças de estado e de Estado também levaram consigo objetos, que, não mais tinham utilidade ou que pudessem ocupar um espaço, que não mais existia para ele em nossa casa.
Lembrei da antiga máquina de costura de minha mãe, Singer, movida a pedaladas vigorosas da costureira. Ficou velha, nem me lembro em qual momento ela saiu de nossa família!
Ah, haviam também aqueles estojos, pareciam marmitas, de aço inox, no qual ficavam as grossas, pesadas seringas de vidro com as quais meu pai, mais tarde minha mãe, nos aplicavam as temidas e necessárias injeções. Sim, naquela época, onde se morava distante da cidade, as estradas eram outras, meios de locomoção também, eram os pais que faziam isto! Farmacêutico diplomado era um luxo!!! Médico? Mais raros ainda... Falei das seringas, mas as agulhas eram muito mais grossas, do que as que conhecemos hoje, por isto seus efeitos eram mais dolorosamente sentidos nas nádegas e nos braços das crianças,
Meu pai tinha uns enormes serrotões chamados de trançadores, que eram utilizados para serrar as árvores, afinal ele, seus irmãos, seu pai, foram pioneiros no Noroeste do Paraná, onde ajudaram a abrir a floresta para plantar, ajudaram a tornar a nossa cidade natal, no que ela é hoje!
Que outro objeto traz lembranças? Olho no meu quarto. Meus olhos percorrem o cômodo buscando, tentando encontrar algo, mas nada.
Acho que daquela época, restou apenas uma antiga panela de alumínio batido, que não sei onde está, se está comigo. Era grande, com cabos nas laterais. Esta panela grossa, pesada, sempre muito limpa e brilhante cozinhou guloseimas feitas pela minha mãe. Doces os mais diversos. Não se compravam doces com a frequência de hoje. Os doces eram feitos em casa, com frutas da estação. Minha mãe fazia doce de leite, doce de abóbora, de mamão verde ralado. O doce de abóbora era o preferido de meu irmão, João. Mas sem cravo da índia, somente o açúcar e a abóbora!
As guloseimas me lembraram outro objeto. O cilindro. Um cilindro cujos rolos eram de madeira. Grande. Foi muito utilizado para cilindrar massas diversas para pães, bolachas. Quantas e quantas vezes minha mãe fez pães e os cilindrou, enquanto olhávamos atentamente a massa macia passar por entre os grossos rolos de madeira, que eram apertados de tempo em tempo, para que a massa fosse ficando mais fina, assim o pão ficasse mais macio, mais gostoso. Víamos as bolhas que iam se formando, explodindo. Além dos pães, parte da massa era utilizada para fritar. Estas massinhas fritas, quentinhas com café... huuuuuuummm!
Mas e você, que lê este texto agora... Qual o seu objeto?



Postagem em destaque

O QUE FAZ UM SUPERVISOR DE ENSINO?

Recentemente após certa postagem no facebook, duas respostas em tom de gracejo, me deixaram extremamente irritada! Ambas davam a entende...

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