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Envelhecemos!

ENVELHECEMOS! Ouvi esta afirmação irrefutável. Ouvi esta afirmação ameaçadora. Não que nunca tivesse percebido isto, mas nosso corpo vai esquecendo uma dor, que apareceu nos joelhos no ano passado, que à custa de muita fisioterapia, se não foi curada, ao menos foi postergada, guardada.
Aquela dificuldade de subir e descer escadas, a dor intermitente, a cada passo, a cada degrau dos três grandes lances do meu local de trabalho. Subi-los e descê-los, no ano anterior, me causavam muita dor. Por vezes subia e descia mais do que uma vez por dia, mesmo quando tentava evita-los era chamada por minha superior a responder a alguma demanda, que necessitava este trajeto.
Este ano passei bem. Até há pouco tempo. Cerca de dois ou três meses uma dor insuportável no pescoço, que surgiu após uma chateação imensa no trabalho. Pensei que passaria. Não passou. Fiz acupuntura algumas vezes, mas ela amainou, porém continuou lá, incomodando. Fui ao médico, remédios, solicitação de exames.
Um dos problemas: postura. Postura que fica incorreta por diversos motivos, entre eles, trabalhar com um computador, cujo monitor fica a uma altura menor, que nos obriga a abaixar a cabeça. Cadeiras, que não abaixam a tal ponto, que fiquemos mais alinhados com o referido equipamento. Imagine estas posturas por cerca de 8 horas, quase todos os dias, ao final de quatro anos...
O que fazer? Indicação médica: fisioterapia, RPG, pilates. Exatamente nesta ordem. Começar com a fisioterapia para diminuir a dor, fazer o RPG para tentar endireitar o que entortou, fazer pilates para fortalecer músculos e nervos. Pelo Iamspe? Como se na Universidade local, não querem marcar nem exames de rotina, quanto mais estes procedimentos. Vão me mandar fazer fisioterapia em Bauru ou em Sorocaba ou em São Paulo: “Vá até um CEAMA”!
Devia se chamar “SE ODEIA”.
Mas o que mais traz o envelhecimento? Sabemos muita coisa a respeito por ouvir nossos tios, pais, mães. Mas como descobriremos?
Estou começando a descobrir. Aquela moça de anos atrás, que pedalava quilômetros por dia nas ruas da cidade natal, nem se atreve a voltar a usar a bicicleta carinhosamente guardada na edícula.
Aquela criança que se deitava, dormia de qualquer jeito, em qualquer lugar, em qualquer tipo de colchão (até de palha de milho!), sente quando o colchão começa a ficar com uma “covinha” no local, onde se deita todas as noites.
Não vou falar dos olhos, porque estes, desde os 23 anos, são auxiliados por um grande e inseparável amigo de duas pernas e duas lentes, não tão grossas, porque, ainda bem, a ciência pesquisa novos materiais, que as deixam cada vez mais leves.
Os cabelos? Tenho alguns grisalhos, que periodicamente recebem nova tintura, que além de deixá-los mais sedosos, de quebra levanta minha auto estima!
Varizes? NUNCA TIVE! Pelo contrário, a genética, neste ponto, foi generosa comigo. Tenho pernas bonitas! Pés? Também acho-os muito bonitos, afinal são magros, bem feitos, o único problema que tenho ao comprar sandálias, é que as de tirinhas sempre ficam largas.
Mulher sempre fica preocupada com os seios. Quando ficar velha vai cair. Não tenho este medo! Nunca os tive em excesso. Nem quis ter, pois tenho uma cunhada, que tem problemas para carregar o grande peso dos seus.
Para não encerrar o assunto, mas para refletir, um excerto de uma fala da escritora Lya Luft sobre a passagem do tempo:
Possivelmente o terror que em geral temos diante da passagem do tempo tem a ver com, de um lado, a consciência da nossa finitude; de outro lado, a pressão esmagadora da nossa cultura, sobretudo brasileira, bastante superficial, onde amadurecer e envelhecer é “feio”, e temos de ser sempre jovens. É preciso nadar contra essa correnteza para não sofrer com o inevitável, e até curtir as coisas boas da maturidade e da velhice.
Fonte da citação da Lya Luft:
http://g1.globo.com/pernambuco/fliporto/2014/noticia/2014/11/viver-deve-ser-avancar-diz-lya-luft-que-participa-da-abertura-da-fliporto.html

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