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João Delfiol Construções

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Reflexões de final de ano

Final de ano. Sem querer acabamos pensando nesta época. Encontros, reuniões. Amigos, colegas de trabalho, família. Amigos secretos, happy hour, festas nas empresas.
Acabo pensando na minha família. Quando criança, por alguns anos, vivemos as reuniões grandes, barulhentas, de tios e suas famílias, muitas crianças, a preparação do almoço do natal começava no dia anterior. No sítio era assim. Na véspera se matavam os frangos, porcos, limpava tudo, temperava para o dia seguinte.
No dia tão esperado nos reuníamos em um dos sítios de um dos tios, onde se reuniam todos para o almoço. Muita gente! A comida esperada deste dia. A bebida. Sim, porque eram tempos difíceis e certas coisas só eram permitidas nestas festas de final de ano.
Com o passar do tempo, pela necessidade de buscar condições melhores de vida, pois os filhos crescendo, também começaram a buscar seus destinos, as famílias foram se separando. As reuniões numerosas e barulhentas acabaram. Cada núcleo familiar se reunia com os seus. Nada mais de tios e primos.
Por cerca de 10 anos minha família, passou a se reunir em minha casa. Almoços de domingo, almoços de natal. Eu cozinhava, montava a mesa, via meus irmãos, sobrinhos, cunhadas, a maior parte da família, reunidos diante da mesa, retirando sua comida, elogiando os pratos, comendo, conversando. De novo esta agitação tão gostosa!
Nova mudança foi preciso! Ainda tentamos nos reunir. Praticamente todos os irmãos casados, com filhos, sogras e sogros. Dificuldades de se reunir a família toda. A distância, horários de trabalho de cada irmão, necessidade de se passar um período com sogros...
Acho que os natais por aqui, em minha casa, começarão a ficar mais tristes. Sem a presença de meus irmãos, sem meus sobrinhos e sobrinhas correndo pela casa, sem a reunião ao redor da mesa, sem o barulho das conversas. Nós, descendentes de italianos, em geral falamos alto, gesticulamos muito.
Se isto de fato se confirmar será meu primeiro natal somente com meu esposo, eu e minha mãe. Eles também são essenciais na minha vida, mas cada um de meus irmãos, cunhadas, sobrinhas, sobrinhos são proprietários de um pedaço de meu coração, de minha história. Até mesmo o bebezinho mais novo da família, que nasceu há cinco meses, mas parece que sempre esteve presente em nossa família, sentimento este compartilhado por todos.
É isto. Minha família é essencial para mim. Impossível continuar escrevendo, pois as lágrimas rolam pelo meu rosto...

Comentários

Lucelena disse…
Família, sem ela, nada tem graça. O Natal em si já representa a família reunida.

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