Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

A democratização da informação e cursos de EAD


Estamos vivendo uma época de muita informação. Informação que está disponível em jornais, revistas, mas uma informação dinâmica, que se renova a cada segundo está nos sites e blogs da internet.
Na internet as notícias são atualizadas a cada segundo, há até um jornal chamado “Último segundo”, que tem no nome a máxima dos últimos tempos, a atualização frenética da informação, da notícia, da ciência.
Tudo isto poderia ser, como previram, uma socialização e democratização do conhecimento. Também acredito que seja. Como ficam aqueles que mal escrevem seus nomes? E aqueles que, mesmo frequentando a escola, saem dela sem entender aquilo que leem?
Não vamos entrar no mérito de quem seria a culpa. Vamos refletir sobre o abismo que vai separando cada vez mais as pessoas.
A internet popularizou cursos de educação à distância, inclusive cursos superiores. Será que isto está contribuindo para melhorar a formação? Ou será que está apenas distribuindo diplomas de curso superior sem a necessária aprendizagem?
Semana passada participei, com outros profissionais, de umas entrevistas de trabalho, da qual participaram alguns profissionais. Um deles estava se candidatando a professor de uma disciplina relacionada à leitura. A pessoa tinha feito pós graduação, cujo TCC era sobre isto mesmo, leitura. Perguntamos primeiro sobre a atuação dela na função para a qual estava se candidatando, como as respostas não foram satisfatórias, resolvemos perguntar sobre o assunto estudado por ela para elaboração do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), quem sabe assim, poderia ficar mais à vontade e falar com propriedade do assunto que fora objeto de pesquisa, estudo, leituras... Nada! Não saiu nada! Nem um autor citado, nenhuma teoria lembrada...
Tudo isto me fez pensar a respeito da formação, a presencial e a virtual. Será que esta última é ideal para todos? Será que alguém que teve uma precária formação inicial, terá condições de concluir satisfatoriamente e com aprendizagem um curso na modalidade EAD?
São perguntas que deixo abertas, mas os analfabetos funcionais estão por aí, na sociedade, não entendendo o que leem, não aprendendo, alguns (ou muitos) concluindo cursos superiores e pós graduação.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

HISTÓRIA DE ANA ROSA

Você já ouviu a música sertaneja de Tião Carreiro e Carreirinho intitulada "Ana Rosa"? Se ouviu conhece a história dessa mulher. Se não ouviu, farei um resumo da história. Ana Rosa morava em Avaré, cidade próxima a Botucatu. Como muitas jovens de sua época casou-se cedo, pois havia se apaixonado por Francisco de Carvalho Bastos, mais conhecido como Chicuta, que era muito ciumento, por isso trazia a esposa sob constante vigilância. Homem dos idos de 1880, muito machista, começou a maltratar a mulher, tanto moral quanto fisicamente. Até que um dia a jovem esposa cansou de tanto sofrer, fugiu para Botucatu, refugiando-se em um cabaré de uma mulher chamada Fortunata Jesuína de Melo. Quando o marido chegou em casa e não encontrou a mulher, ficou cego de ciúmes, procurou-a por todos os lados, até que soube que ela havia fugido e para onde havia ido. Mais do que depressa ele se dirigiu para Botucatu, onde chegou e contratou José Antonio da Silva Costa, mais conhecido por Costinha, e...

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai. Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela. Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte. Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos. Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias. Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta,...