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Dicas para candidatos às funções na área da Educação


Já recebi solicitações de alguns amigos, amigas, que se candidataram a algumas funções na Educação, de ajuda para redigir um projeto.
Lembrei-me disto e pensando em algumas recentes experiências profissionais relacionadas ao tema, tive a ideia de escrever um texto na linha do “Dicas para concurseiros de primeira viagem”.
Quem está na Educação, seja no Estado, Prefeituras ou Escolas particulares, sempre podem pleitear outras funções, cargos, portanto há informações, que, acredito, são primordiais para nos ajudarem nestas situações de avaliação de projeto, entrevistas, etc...
Podemos começar com alguns erros:
- ir para uma entrevista sem ter se informado, lido, pesquisado sobre o Projeto, a Escola.
Na era da informação e do conhecimento isto é péssimo para o candidato. Há muita informação disponível nos sites das Secretarias Estaduais de Educação, Municipais sobre as políticas públicas em desenvolvimento, portanto o candidato deve usar destes recursos e se preparar, se informar.
É como ir para uma entrevista em uma empresa, pleiteando uma vaga, sem saber nada da empresa! Isto já pesará contra você!
- ir para a entrevista sem ter lido o próprio projeto.
Parece impossível, mas acontece! Pior ainda, há algumas pessoas, que na correria do cotidiano, repassam esta tarefa a terceiros, talvez achando que os entrevistadores não se darão ao trabalho de ler.
- fazer um projeto “frankstein”.
Copiar trechos de sites da internet, amontoá-los, dando a impressão de que escreveram. Escrever é muito mais, é pesquisar, redigir com o seu conhecimento, experiência, usando fontes (livros, sites) e citando-as no documento.
- não citar as fontes (livros, sites pesquisados).
É parecido com o item anterior, a pessoa acessa diversos sites, copia pensamentos de educadores, se apropria da fala deles, mas não cita as fontes. Isto tem um nome: plágio!
- se inscrever para determinado projeto ou função sem ter competência (conhecimentos) para exercê-la.
Se faltar conhecimento, não há como disfarçar. Neste caso, talvez seja melhor não passar pela entrevista, pois se conseguiu entregar o projeto, na hora da entrevista o desconhecimento sobre a função e a falta os conhecimentos exigidos virão à tona.
- não ler o edital/comunicado de abertura de inscrição.
A leitura atenta deste documento (disponível nos sites das secretarias, prefeituras), pode ajudá-lo, por exemplo, a conhecer os itens exigidos no projeto a ser apresentado; se haverá entrevista e quanto valerá; prazos para inscrição e recursos.
- sair da entrevista e contar para os colegas o que foi perguntado.
A intenção pode ser boa, ajudar aqueles que estão do lado de fora, mas é nítido aos entrevistadores quando isto acontece, pois as pessoas respondem às questões de forma artificial, não sabem responder outras questões, diferentes das “ensaiadas”.
Encerro esta postagem com uma citação de Paulo Freire:
"Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito". (FREIRE, in: COLETTO.)

Sugestão de leitura: o texto citado na referência.

Referências

COLETTO, Armando Dal. A importância do aperfeiçoamento profissional. Disponível:< http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u17270.shtml>. Acesso em: 17 Dez.2011.


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