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Reciclagem e a dificuldade de destinar materiais recicláveis

Na cidade onde moramos, não muito distante da capital, temos situações bem interessantes em relação ao Meio Ambiente.
A região é muito bonita, famosa, tem muitas áreas verdes, muitos rios, riachos, passa até um enorme rio por aqui.
Por tudo isto poderia se pensar, que há uma grande preocupação pela preservação de toda esta beleza, em especial das águas, mas infelizmente não é isto que acontece.
Vou dar apenas um exemplo: a coleta seletiva do lixo.
Ela existe em uma parte da cidade, pequena, portanto a maior parte do lixo vai para o Lixão ou para o Aterro Sanitário, que ainda não conheço.
Por mais de um ano separamos o lixo reciclável, tentamos dar uma destinação adequada para ele.
Primeira tentativa foi levar para um Supermercado que tem uma central de recolhimento de recicláveis, mas tínhamos que ir até lá, mesmo que não fôssemos comprar nada, o local fica distante do centro da cidade e de outros mercados.
Combinei uma vez que viesse alguém da Cooperativa retirar o material que havia acumulado, isto no final de 2009. Eles vieram com um caminhão, retiraram tudo. Foi ótimo, mas pedi um cartão da cooperativa, um telefone para voltar a agendar e não consegui.
Mas continuei a separação em 2010!
Novamente tentei entrar em contato com a Cooperativa de Coletores e a dificuldade foi grande, marquei uma data para virem retirar os recicláveis e nada! Liguei na Secretaria de Meio Ambiente e me passaram o telefone de uma pessoa que trabalha com recicláveis. Novo agendamento. Novamente a pessoa não veio. Fiquei parte do meu sábado aguardando e o homem não apareceu.
Tentei uma outra estratégia, que me ocorreu ao acaso. Andando pelo bairro vi um senhor com um carrinho lotado de recicláveis, combinei com ele, que veio no mesmo dia, mas não retirou tudo, porque certos recicláveis têm um preço tão baixo, que não compensa levar tanto peso por nada, este é o caso dos jornais, caixinhas de leite.
Mesmo assim continuei separando meu lixo reciclável do orgânico, fazendo meu marido separar, minha mãe. Lavava tudo antes de dispor em um saco de lixo, colocar em um cômodo da casa para aguardar que alguém viesse retirar.
Esta semana encontrei uma senhora na rua, que também recolhe recicláveis. Conversei com ela, combinamos que ela viria retirar os materiais, mas choveu tanto, que acredito, a impossibilitou de realizar o seu trabalho.
Estou com uma quantidade razoável de material limpo, separado, organizado, mas não tenho como me desfazer dele. O final deles será, provavelmente, o lixão da cidade. Isto me entristece muito, porque quero continuar ajudando a cuidar do Planeta. Como continuar esta atitude cidadã, se apesar de encontros de autoridades sobre o cuidado com a Terra e a Água, pouca coisa muda no município?
Vemos na televisão muitos programas falando da necessidade da separação do lixo, de ações  de sucesso de cidades e condomínios em relação à reciclagem. Mas saindo das capitais e cidades metropolitanas, o que acontece? Há alguma pesquisa a respeito?
Não basta nossa boa vontade e conscientização para mudar estas coisas. Sem políticas públicas isto se torna quase impossível.
Vim de uma cidade onde a coleta seletiva abrangia toda a cidade, como também havia um Aterro Sanitário, onde trabalhavam duas ou três cooperativas de coletores organizadas, trabalhando na separação dos materiais, que eram vendidos gerando renda para as pessoas.
Mas... e no resto do país? O que acontece?
Além dos belos discursos em prol do Meio Ambiente, onde estão as ações efetivas para mudar este estado de coisas?
Deixo estas perguntas para pensarmos, porque não intervirmos para tentar mudar as coisas nas nossas cidades.

Comentários

Ivan Leite disse…
Perguntas fazem as pessoas pensarem. Espero que enquanto não forem respondidas, você continue na sua luta, pois precisamos de pessoas assim. Quanto mais consciência, mas sofrimento, mas não desista.

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