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João Delfiol Construções

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Obsolescência nossa de cada dia

Há uns 15 ou 14 anos atrás eu comprava meu primeiro computador pessoal: o PC. Naquela época (olha que fala antiga!) ele vinha com imeeeeeensos 2gb de memória (HD), e uns  30 Mb ( se me lembro bem...) de memória Ram. Como custava caro comprar um  em uma loja de rua, regularizada, comprávamos computadores montados, ou seja, cujos componentes vinham separados, eram montados no Brasil. Em geral, alguém conhecia um amigo, do amigo, do amigo, que montava os computadores, que vinham com um monitor enorme, mais parecia um televisor, uma torre que tinha tão somente um leitor de disquete 31/2 ( você já viu um disquete?).
Alguns anos se passaram, fomos mudando de PC, pois ano após ano foram ficando obsoletos, antigos, ultrapassados. Só para ter uma ideia meu atual PC, também antigo, tem 160 Gb, monitor tela plana, fino, visualização muito mais clara. Nem tem leitor de disquete, apenas de dvd. É muito antigo, porque existem coisas muito mais modernas.
Mas o PC, composto de várias partes, evoluiu para o notebook, um computador menor, mais leve, fácil de carregar, que pode ser levado de um lado a outro, mas ainda mudou mais ainda, para o netbook, um computador menor, com tela de 10”, muito mais fino, mais leve, a paixão dos adolescentes, pelo tamanho, pela praticidade.
Mas ainda era pouco, recentemente vimos surgir o i-Pad, parecido com uma tela, do tamanho de um livro, fino, com tela “touch-screen”, onde a um toque de seus dedos estão os programas, os sites, livros.
Vimos surgirem programas, como o msn, skype, voip, que aproximam as pessoas, permitem às pessoas se falarem, por textos digitados, falados, se verem por meio de web cams, mesmo estando a oceanos de distância.
Contando tudo isto, quem nasceu com os dedos nos teclados leves ou levíssimos de um netbook, não viu, não conhece a máquina de escrever.
O que é isto? É um bicho? Tem no museu?
Eu tenho uma, olivetti, que comprei há alguns anos para preparar matrizes de provas para meus alunos, porque tinha os caracteres maiores, que deixavam os estênceis melhores, facilitavam a leitura.
Imagine que quando criança fazíamos um curso de seis meses ou mais para aprendermos a datilografar, a treinar a velocidade de dedos e mãos a tal ponto de digitarmos sem sequer enxergarmos as letras do teclado, tal como estou fazendo agora neste momento ao digitar o texto que você, leitor-internauta, está lendo agora. Esta capacidade, habilidade, de digitar, não, datilografar muito rápido e sem ver as letras, era muito valorizada, porque nos possibilitava datilografar mais palavras por minuto, por conseguinte render mais no trabalho, fosse uma secretária, um auxiliar administrativo.
Havia também, além das máquinas de escrever, como a da imagem ao lado, máquinas elétricas, grandonas, mas mais comuns em escritórios, mais rápidas, com a escrita mais limpa, o barulho então...
Mas pensa você, caro internauta, que só haviam máquinas grandes? Não! Existiam também as chamadas máquinas portáteis, que vinham com uma espécie de capa, que se encaixava nela para protegê-la durante o transporte.
Você que está lendo, deve estar pensando que sou uma destas senhorinhas, de cabelos brancos, que está escrevendo suas memórias... Nada disto!
Apenas resolvi falar da obsolescência nossa de cada dia, que perpassa o cotidiano de todos nós, homens e mulheres, jovens e crianças, que não nos deixa passar impunes por tantas e tão rápidas transformações.
 Se você quer  ver a história do computador em imagens, acesse esta ótima apresentação em slideshare: http://www.slideshare.net/kaguraway/evolucao-do-hardware-fotos



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