quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mais informações sobre o CEEJA

Olhando a lista de minhas postagens populares, verifiquei no topo da lista aquelas mais informativas, ou seja, sobre: Encceja e Enem, CEEJA, onde encontrar documentos escolares.
Diante disto, pensei em escrever mais sobre o CEEJA, que é uma novidade na nossa região, mas que existe em outras cidades do Estado de São Paulo. Primeiro, o significado da sigla: Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos.
Esta Escola possui uma organização diferenciada, pois a presença é flexível, o que equivale a dizer, que o aluno poderá freqüentar as aulas no período da manhã, ou da tarde, ou da noite. Mas não é todos os dias da semana, nem do mês, mas há a obrigatoriedade comparecer às avaliações parciais e finais, bem como ter o registro de, pelo menos, 1 comparecimento por mês para desenvolver as atividades previstas para cada disciplina.
Quem pode cursar o CEEJA?
Alunos com 18 anos completos no ato da matrícula, o que precisará ser comprovado com documentos. Isto vale para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
A matrícula poderá ocorrer em qualquer época do ano, tanto para início, quanto para continuidade.
Mas e se o aluno já tiver estudos realizados com êxito? Segundo site da SEE (Secretaria de Estado da Educação), estes estudos poderão ser utilizados, desde que o interessado possa comprová-los. Mas quais seriam eles?
Ainda segundo site da SEE:
I - cursos de frequência flexível e atendimento individualizado, oferecidos por instituições de ensino, públicas ou privadas, inclusive de outros Estados, desde que devidamente validados pelos órgãos de competência;
II – telessalas;
III - exames destinados à obtenção de certificação de competências da Educação de Jovens e Adultos, realizados por esta Secretaria da Educação ou por instituições autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo ou de outros Estados;
IV – exames em nível nacional promovidos pelo Governo Federal (ENEM e ENCCEJA);
V - cursos de educação a distância ministrados por instituições de ensino credenciadas pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo ou por instituições de ensino de outros Estados, devidamente credenciadas e/ou reconhecidas pelo respectivo sistema de ensino e validadas pelos órgãos de competência;
VI - regime de promoção parcial no ensino regular.
Como saber se há um CEEJA na sua cidade? Tem várias formas... Você pode digitar a palavra no Google, aparecerão alguns resultados. Pode também acessar o site da SEE (www.educacao.sp.gov.br ), digitar na busca “CEEJA” e encontrará matérias relacionadas ao assunto.
Neste mesmo site, tem disponível a lista abaixo, dos 22 CEEJAS existentes, até o momento, no Estado de São Paulo:

Americana - CEEJA Profª. Alda Marangoni França
Bauru - CEEJA Presidente Tancredo Neves
Bebedouro - CEEJA Prof. Hernani Nobre
Botucatu - CEEJA de Botucatu
Campinas - CEEJA Profª. Jeanette Andrade Godoy Aguila Martins
Campinas - CEEJA Paulo Decourt
Marília - CEEJA Profa. Sebastiana Ulian Pessini
Mauá - CEEJA Prof. Valberto Fusari
Miracatu - CEEJA de Miracatu
Piracicaba - CEEJA Prof. Antonio José Falcone
Praia Grande - CEEJA Max Dadá Gallizzi
Presidente Prudente - CEEJA de Presidente Prudente
Registro - CEEJA Ricardo José Poci Mendes
Ribeirão Preto - CEEJA Profª. Cecilia Dultra Caram
São Paulo - CEEJA Dona Clara Mantelli
Santos - CEEJA Prof. Archimedes José Bava
Santos - CEEJA Profª. Maria Aparecida Pasqualeto Figueiredo
São José dos Campos - CEEJA de São José dos Campos
Sorocaba - CEEJA Prof. Norberto Soares Ramos
Taubaté - CEEJA Monsenhor Cícero de Alvarenga
Votorantim - CEEJA de Votorantim

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fotografia e reflexão

Sou apaixonada por fotografia. Fotografo desde minha adolescência, mas sempre fotos de família, de viagens, mas inicialmente sem pretensões artísticas, além do registrar as pessoas e a História da família.
Decidi neste ano investir nesta paixão, aprender mais sobre a fotografia, porque até então vinha fotografando por instinto, sem muita técnica.
Fiz um curso de mais ou menos 10 dias, pago, em uma escola especializada em cursos técnicos e livres. Aprendi algumas coisas, mas acredito que poderia ter aprendido mais se o tempo do curso tivesse sido melhor gerenciado pelo docente.
Agora iniciei um curso gratuito, oferecido pela Secretaria de Cultura da cidade. Estamos tendo aulas teóricas e práticas, pois a proposta do curso é termos metade teoria, metade prática. Somos orientados, recebemos informações, em seguida somos desafiados a colocar em prática o que aprendemos.
Neste sábado, 17/08, realizamos, em uma praça da cidade, uma atividade cuja proposta era fotografarmos o detalhe. A praça ficou repleta de gente andando, observando, fotografando os seus detalhes. Digo seus porque cada um percebeu, enxergou certos detalhes, isto se refletirá nas fotografias, que veremos na próxima aula.
Deixo abaixo os detalhes que observei. Acabei me detendo em detalhes da: arquitetura da praça, da dinâmica da praça: pessoas, animais, vegetação, lixo.  Este último item, o lixo, foi bem frequente em minhas fotos, pois parecia que tinha passado um furacão no local, tal a quantidade de lixo de todos os tipos espalhada pelo espaço: garrafas de bebida alcoólica, sacos de salgadinhos, de bolachas, copos descartáveis, cacos de vidro, garrafas pet de refrigerantes, sacos com restos. O mais impressionante que em um espaço amplo vi somente uma lixeira improvisada, amarrada a uma árvore, praticamente vazia, enquanto todo o lixo era levado pelo forte vento para lá e para cá.
No meio disto, do lixo espalhado pela praça, as pessoas passavam, chutavam uma garrafa pet aqui, um copo ali. Não vi ninguém se abaixar para pegar o lixo e jogá-lo ao local correto. Está certo que o lixo já estava lá, fruto da noite anterior, mas e nós com isto?
Necessário registrar, que permanecemos nesta praça uma hora, tempo no qual não se viu nenhum gari ou margarida realizando a limpeza!  Necessário também registrar que é uma praça importante da cidade, que fica no centro, local de grande circulação de pessoas da própria cidade e de outras da região.

Como viram, por este texto, além da fotografia, gosto muito de escrever!















quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai.
Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela.
Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte.
Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos.
Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias.
Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta, quarenta, trinta anos, morrendo de formas brutais, rápidas, sem muita explicação...
No ano passado o filho de uma amiga com vinte e quatro anos. Eu o conheci bebezinho, criança, adolescente.
Nesta semana um rapaz mais ou menos da mesma idade. Filho de ex-vizinhos. Brincava em nossa casa sempre. Comia em casa. Era bem mais novo, que meus irmãos mais novos, mas estes brincavam com ele mesmo assim, até por insistência nossa, pois eles gostavam de brincar com meninos mais velhos.
Este rapaz, formado em Matemática, Professor, já com um Mestrado concluído, cheio de planos para o futuro, bom filho, bom amigo, bom professor... Uma pneumonia, mais algumas complicações, e ele se foi sem dizer adeus.

Eu o vi no ano passado, rapidamente, fiquei feliz em vê-lo bem, feliz, trabalhando, ajudando a mãe, já com uma situação financeira melhor, muito melhor, do que muitos jovens da idade dele. Esforçado, trabalhador, estudioso, enfim, uma pessoa que ainda contribuiria muito com nossa sociedade.

Sempre fui inconformada com a morte, mas atualmente vendo meus anos aumentarem, familiares se despedindo da vida, jovens amigos (muito jovens)  morrendo assim, mais ainda me inconformo. Sei que é uma coisa natural, que faz parte (?) da vida... Viver sim faz parte da vida! 

domingo, 4 de agosto de 2013

Visita à Fazenda Lageado II

Há algum tempo escrevi, neste blog, um texto falando da Fazenda Lageado. Não me lembro o que escrevi. Não vou ler, desta forma não serei influenciada pelo conteúdo dele, pois pretendo tecer outros comentários, pois cada visita é nova, traz novas imagens, novas pessoas, novos roteiros.
Novidades na visita deste final de semana: algumas flores, muita gente caminhando, fazendo exercícios, visitando.
Encontramos algumas pessoas de São Paulo e São José do Rio Preto, que vieram visitar a Fazenda, queriam também visitar o Museu do Café, mas infelizmente não puderam, pois aos domingos fica aberto das 12h às 17h.
Uma destas pessoas trabalha com turismo em São José do Rio Preto, como conversamos, pois estávamos por ali tirando algumas fotos, acabamos dando informações sobre a cidade e o Museu. Um dos visitantes, de São Paulo, tentava falar de alguns lugares, mas não sabia os nomes.
Acabei virando “monitora” do Museu, falei dos horários, do acervo da Fazenda, que fica na antiga casa sede, das exposições temporárias, da recente abertura do andar inferior da casa. Falei um pouco sobre a Fazenda Demétria, o que há para visitar por lá, fruto de algumas visitas e orientações do amigo Sílvio V. Miranda.
A turismóloga saiu animada, já com ideias de um roteiro de visitas para escolas particulares da região, onde mora.
O que eu senti falta nesta visita? O mesmo que a visitante, que o Museu do Café ficasse aberto aos domingos, em um horário maio, que cobrisse também o período da manhã, pois não é a primeira vez que encontramos turistas visitando o local, mas que devido ao horário de visitação ficam impedidas de ter acesso a este importante espaço cultural da Fazenda Lageado.
Mas para você que nunca veio, não conhece... o que há para fazer na Fazenda Lageado?
Durante a semana o Museu do Café tem um horário maior, pois recebe visitas das escolas, em especial, das estaduais por meio do Projeto Lugares de Aprender.
No final de semana é um lugar muito visitado por turistas em geral, pelos próprios moradores da cidade, que vêm para este espaço para usufruir da natureza, ar puro, imenso espaço para caminhadas, corridas, passeios, saídas fotográficas.
Informações sobre a Fazenda Lageado:
Portaria I: Rua José Barbosa de Barros, nº 1780
Bairro: Portaria II: Rodovia Alcides Soares, Km 3
18.610-307 - Botucatu, SP
Telefone: (14) 3880-7100
Sites com mais informações sobre a História:
Alguns sites/blogs da Fazenda Demétria:

Algumas imagens da Fazenda e de seus visitantes!
Arquitetura...












Natureza...















Pessoas












quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O que é preciso para aprender a aprender?

Há alguns anos vimos ouvindo na Educação os pilares necessários para o cidadão do futuro. Para quem não os conhece: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a aprender.
Um deles em especial me interessa neste texto: aprender a aprender. Este pilar pretende que os jovens sejam educados a continuar aprendendo ao longo da vida, mesmo após a saída da Escola, seja ela de Educação Básica ou uma Universidade. Será que conseguiremos isto?
Eu sou de uma geração, que nasceu durante a Ditadura Militar, foi fruto do ensino tradicional, onde o professor era o centro. Mas fomos formados como? O que se pretendia na época?
Acredito que o que se objetivava naquela época, deva estar registrado em planos escolares antigos, cujos papéis amarelecidos, enrolados, arquivados em algum armário antigo, de alguma antiga escola, que preserva a História.
Eu e meus irmãos mais velhos somos frutos desta época. Passamos por mudanças na Educação também. Meus irmãos mais velhos (dois deles) estudaram francês, passaram pelos testes chamados “Exames de Admissão”, que avaliava os alunos para ingressarem no antigo ginasial (atualmente 6º ao 9º ano).
Eu não passei por nada disto, comecei e terminei meus estudos da Educação Básica, antigos Grupo, Ginásio e Magistério, sob a Lei 5692/71, que só foi revogada com o advento da atual LDB 9.394/96.
Tanto eu quanto meus irmãos, entre 45 e 53 anos, já trabalhamos em diversas atividades, ocupações, profissões.
Um de meus irmãos estudou eletrônica por correspondência, quando nem se falava em EAD (Educação à distância). Ele era uma criança de pouco mais de 10 anos, quando começou a estudar. Recebia todo material pelo correio, estudava os livros, fazia as atividades teóricas, as provas, enviava tudo pelo Correio para uma escola em São Paulo (capital). Ele fazia sozinho isto. Estudava, fazia a parte prática, que era a montagem de alguns pequenos equipamentos, que iam ficando mais complexos à medida que avançavam os estudos. Nunca precisou de minha mãe ficar no pé dele, exigindo que estudasse. Seguiu esta profissão por muitos anos!
Quando do advento do plano real, nos anos noventa, (1994 em diante), a abertura do mercado aos importados, deixou de ser vantajoso consertar aparelhos como televisores e rádios, aos poucos a clientela dele diminuiu, além de outros revezes. Conclusão: mudou de profissão. O que foi fazer? Trabalhar com reformas em residências e condomínios. Fez cursos? Pelo que sei, não muitos. Aprendeu um pouco da arte de pedreiro com meu pai; elétrica do curso de eletrônica. O diferencial dele: é um leitor! Lê muito. Revistas, livros, o que cair em suas mãos.
Ele também fez o Ensino Médio por meio do Encceja, conseguiu eliminar todas as disciplinas em duas etapas. Não fez de uma vez só, porque perdeu uma prova.
Não estudou após a LDB atual, não ouviu falar dos quatro pilares da Educação, mas é capaz de aprender a aprender.
Assim como ele, poderia continuar citando outros exemplos de pessoas que conheço, ou que você, leitor, conheça.
Acredito que o primordial para continuarmos a aprender pela vida afora seja primeiro a vontade, além dela o fato de termos desenvolvido as competências leitora e escritora, além do conhecimento da Matemática. Por meio da leitura e da escrita temos acesso a outros saberes, de outras áreas do conhecimento. A Matemática por sua vez está ligada a outras matérias como a química,  a física. Além destas matérias, ela perpassa atividades do nosso cotidiano, desde as medidas tiradas de nosso corpo pela costureira para fazer uma roupa, que fique bem assentada; medidas de um espaço como um cômodo a ser ladrilhado ou ainda o controle dos nossos gastos.


Postagem em destaque

O QUE FAZ UM SUPERVISOR DE ENSINO?

Recentemente após certa postagem no facebook, duas respostas em tom de gracejo, me deixaram extremamente irritada! Ambas davam a entende...

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