Minhas propagandas prediletas - Parte 1

Todos nós quando pensamos em nossa vida passada, infância, adolescência, nos lembramos de coisas boas, fatos ruins; de cheiros e gostos que nos remetem à infância; de medos e tristezas, que nos levam as perdas de pessoas amadas, conhecidos queridos. Mas além de tudo isto, após o advento do rádio e da TV, temos as propagandas, que se tornaram (muitas delas) inesquecíveis, seja pela beleza, seja pela música que “grudou” em nossa cabeça, em nossa mente. 
Quais as suas preferidas? Do que se lembra? Qual propaganda o emociona? Qual delas o leva ao passado em um abrir/fechar de olhos?
Eu tenho as minhas, claro! Quantas lembranças! São tantas emoções!!!
Quer saber quais as minhas preferidas? Algumas são de empresas que nem existem mais, mas a lembrança, esta ficou. Isto quer dizer que o publicitário atingiu seu objetivo: fixar a marca na cabeça do cliente.
Lembro-me bem de uma do Banco Nacional, na qual as crianças, vestidas com roupas de coral, se reuniam para cantar músicas natalinas e uma destas crianças, tentava a todo custo chegar a tempo para cantar. E chegou!


A do primeiro sutiã! Quem não se lembra? Da Valisére. As mulheres, claro, se lembram, porque este momento marca a passagem da infância para a adolescência e as mudanças desta fase. Os homens se lembrarão, porque a adolescente que faz a propaganda, mais tarde, se tornou atriz, ultimamente anda sumida.

E aquela do Fernandinho? Quem não se lembra? “O mundo trata melhor quem se veste bem.” Das camisas da marca USTOP.
E aquela do cigarro Continental? Não, não sou fumante, nunca fui. Mas a propaganda conta, em minutos, uma história, no papel principal, um cara lindo! Quem? Herson Capri. Ainda por cima é paranaense como eu. A história é de um jovem que volta ao lar, para a mãe, família, amigos. Claro, a namoradinha de infância. A música? Roberto Carlos... “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar.”


E a do cigarro Vila Rica? “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?” A famosa lei de Gerson. Ex-jogador da seleção brasileira, campeã de 1970. A meu ver esta frase e esta maneira de pensar até hoje se reflete na mentalidade do brasileiro, rico, pobre, milionário. Aquele que usa vaga de deficiente, idoso no Estacionamento. Aquele que finge dormir no ônibus, sentado onde? No banco AZUL destinado à idoso, deficiente, grávida. Aquele político, que emprega a família toda, se não pode no próprio gabinete (É nepotismo!), “encaixa-os” nos gabinetes dos amigos.
Quer conhecer a propaganda?
Esta propaganda de 1987 voltou a passar, mas revisitada. Inteligentíssima. Bem feita. Sem imagens coloridas, sem mulheres peladas, sem apelação. Propaganda da Folha de S. Paulo mostrando o Hitler, cujo bordão é “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade.”
Poderia ficar aqui horas falando de propagandas, das inteligentes, claro! Prometo voltar a falar do assunto, garimpar mais propagandas, mais memórias.
 Peço desculpas, porque não consegui inserir todos os vídeos, mas os links os levarão até eles.

Comentários