quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Onde começa a formação do cidadão?


Onde começa a formação do cidadão? Muitos falam da formação do cidadão na escola. Sempre que ando pelas ruas vou observando, como diz Rubem Alves, citando os Gregos, as crianças de se assombra com o banal, vou me assombrando com cenas “banais”. Quais?
Dia desses passei em frente a uma UBS, Unidade Básica de Saúde, até aí tudo normal. Uma construção: um prédio com salas, consultórios, banheiros. Na calçada em frente a essa UBS é que vi uma cena que me intrigou muito, me levou a pensar na formação do cidadão.
Ficou curioso? Qual seria essa cena banal, mas intrigante?
Uma mãe, acredito eu que fosse, já com cabelos meio grisalhos, com seu filho (ou neto) colocando-o para fazer xixi na calçada, ou melhor, no bueiro logo em frente ao Posto de Saúde. O que há de mal nisso? Se ela não estivesse a poucos passos de um banheiro, talvez nada, porque crianças até certa idade têm dificuldades para controlar seus esfíncteres.
Mas e nesse caso, qual a lição que a mãe dava ao seu filho, homem, macho?
Ela ensinava ao seu filho (neto) na prática, que quando um homem sentir vontade de urinar, ele é macho, pode abrir as calças, a céu aberto, em frente aos transeuntes, homens e mulheres, e colocar seus órgãos genitais para fora e “fazer o serviço” sem cerimônia.
Além de estar ensinando isso à criança, está implicitamente dizendo a ela que a cidade é um banheiro a céu aberto. São esses os futuros “cidadãos”, aqueles que andam de ônibus, tomam refrigerante, comem salgadinho, abrem a janelinha do coletivo, jogam o seu lixo nas nossas ruas. Esses “cidadãos” quando viajam pelas rodovias brasileiras saem jogando toda espécie de lixo pelas janelas de seus carros populares ou não.
E aí, meu caro leitor, onde principia a formação do cidadão?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pérolas do jornalismo

Essa semana, como na anterior, na mídia prevaleceram as notícias sobre mortes, assassinatos, estupros de crianças por pedófilos. Em um desses dias cheguei a mudar de canal tal era a quantidade e a insistência de se falar somente do mesmo assunto. Não que eu pense que a violência deva ser esquecida, não é isso, até porque ela bate às nossas portas todos os dias, entretanto alguns canais abusam da notícia e falam dias e dias sobre o mesmo fato, como se isso fosse resolver alguma coisa. Como se não bastasse falar, relembrar, escaramunchar, remexer, ainda fazem alguns comentários sem muito nexo.
A respeito da outra menina que foi assassinada em Curitiba, Paraná, cujo suspeito é um morador de rua, que era amigo da família e auxiliado pelos pais da criança; em um dos canais (dos poucos a que tem acesso o cidadão comum) o âncora, após dar a notícia, mostrar algumas imagens da casa onde a criança residia, fecha a notícia com uma fala, dizendo mais ou menos: "Isso aconteceu no Sul do País, onde os moradores em sua maioria têm nivel superior". E aí eu pergunto: qual a relação entre a morte trágica de uma criança e a formação dos cidadãos? Só lembrando que na notícia, em momento nenhum, foi veiculado se o suposto assassino tinha ensino fundamental concluído ou por concluir, se tinha ensino médio completo ou não, muito menos se ele tinha curso superior. Qual o motivo desse comentário?
Sinceramente não consegui compreender porque encerrar uma notícia sobre um crime hediondo (não sei se é essa a qualificação correta legal do ocorrido, mas para mim é!) com esse tipo de comentário no mínimo "sem noção", como dizem os adolescentes.
Enfim, nós que não temos acesso a TV por assinatura, ficamos reféns de programas chatos, repetitivos, quando buscamos na televisão alguma informação, acabamos nos sentindo mal informados.
Será que existem as "pérolas" do jornalismo?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SERÁ QUE NOS CONHECEMOS?

Outro dia ouvi uma colega dizendo que ouviu um psiquiatra falar a respeito da mudança de hábito trazida, no comecinho dos anos 70, pelo advento da televisão do Brasil. O Especialista dizia que antes da tv, nos lares brasileiros, os sofás ficavam um frente ao outro, porque essa disposição permitia as pessoas conversar, se ver, se olhar nos olhos. Quando a televisão chegou as nossas residências a primeira coisa mudada foi a disposição dos sofás, que agora se viraram para esse aparelho tão maravilhoso. Ainda nessa época era comum as pessoas se visitarem, como também se reunirem para, juntas, rezarem o terço. Isso também se perdeu, porque com a chegada desse novo ente familiar os vizinhos deixaram de ser bem vindos, porque passaram a atrapalhar a família assistir o Jornal Nacional (naquela época já tinha esse nome), assim como de ver o capítulo imperdível da novela das oito!
Passamos a não conhecer, nem a dialogar mais com nossos vizinhos. E o que acontece atualmente com o surgimento da internet?
Um paradoxo: temos a oportunidade de reencontrar e rever amigos de décadas atrás, de conhecer novas pessoas, de conhecer países e pessoas do outro lado do Atlântico, mas a mesma ferramenta que aproxima uns, distancia outros. Como distancia? Os adolescentes acham "mais legal" ficar horas diante da tela do computador no MSN e no Orkut falando com estranhos, do que falando com seus pais, irmãos, tios e tias. E o diálogo com a família? E o conhecer seus pais? E como os pais conhecerão os seus filhos? Como se fortalecerão os relacionamentos?
Enfim com o computador e a internet está acontecendo quase o mesmo que aconteceu com a chegada da Tv, mas muito mais grave, pois agora não são apenas os vizinhos que estão do lado de fora, são nossos filhos que estão nos deixando do lado de fora!

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Evito escrever aqui, neste blog, sobre minha vida pessoal, pois desde   o princípio não tive isto como proposta. Tento evitar também trata...

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