Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Informática e Paulo Freire

Lembro-em como se fosse hoje, quando senti a necessidade de aprender a utilizar um computador... Já faz algum tempo!!! Na escola onde eu trabalhava, na época, chegavam os primeiros computadores para uso pedagógico, um projeto piloto. Via um professor, de matemática, levando os alunos até lá. Iniciando o uso pedagógico da informática com 5 computadores!!!
A partir de então observei que na mídia começaram a aparecer palavras novas, desconhecidas, a linguagem, os termos da informática: Dos, windows, excel, word, access, planilha, formatar, deletar, escanear, virus e outras tantas. Com tanta novidade, me sentia como aquele analfabeto, que mora em uma cidade grande, cheia de cartazes, outdoors, placas, tantas letras, tantos símbolos, que para ele nada significam, ou melhor, significam muito: o peso da sua ignorância.
Desde então fiz alguns cursos, mas muita coisa fui aprendendo na prática. Atualmente entendo bastante de informática, mas me sinto uma iniciante quando me comparo com os adolescentes, esses que nasceram nesse admirável mundo novo. Como são ágeis com os dedos, com a mente!!! Como aprendem com tanta rapidez tudo que é relacionado à tecnologia, seja ela de um celular, um MP3, 4, 5, ... 7!!! ao computador!
Mas por que ainda somos tão reticentes a ter esses adolescentes como nossos parceiros em sala de aula? Por que temos tanto medo de tê-los como parceiros em situações de aprendizagem, que tenham a informática como recurso para o ensino?
Houve uma época em que eu, colocava minha sobrinha de 2 ou 3 anos no colo, enquanto eu utilizava o computador, aos poucos ela foi vivenciando essas situações de interação com a máquina. Agora 10 anos depois vejo-a no computador, utilizando-o sem nunca ter feito nenhuma espécie de curso. Agora eu aprendo com ela! A esse respeito cabe uma frase célebre de Paulo Freire "Mestre é aquele que aprende ao ensinar, ensina ao aprender."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

HISTÓRIA DE ANA ROSA

Você já ouviu a música sertaneja de Tião Carreiro e Carreirinho intitulada "Ana Rosa"? Se ouviu conhece a história dessa mulher. Se não ouviu, farei um resumo da história. Ana Rosa morava em Avaré, cidade próxima a Botucatu. Como muitas jovens de sua época casou-se cedo, pois havia se apaixonado por Francisco de Carvalho Bastos, mais conhecido como Chicuta, que era muito ciumento, por isso trazia a esposa sob constante vigilância. Homem dos idos de 1880, muito machista, começou a maltratar a mulher, tanto moral quanto fisicamente. Até que um dia a jovem esposa cansou de tanto sofrer, fugiu para Botucatu, refugiando-se em um cabaré de uma mulher chamada Fortunata Jesuína de Melo. Quando o marido chegou em casa e não encontrou a mulher, ficou cego de ciúmes, procurou-a por todos os lados, até que soube que ela havia fugido e para onde havia ido. Mais do que depressa ele se dirigiu para Botucatu, onde chegou e contratou José Antonio da Silva Costa, mais conhecido por Costinha, e...

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai. Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela. Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte. Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos. Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias. Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta,...