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João Delfiol Construções

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Bienal do Livro de São Paulo: muitas histórias

Tenho algumas histórias vividas na #Bienal. Não me lembro, com detalhes, de todas elas, pois já faz bastante tempo. Por que relembrei estas histórias? Porque este ano, 2016, tem #Bienal!
Quando falo na #Bienal de São Paulo  a imagem, que me vem à mente, é aquele colorido e frenesi nos corredores, os  stands cheios de gente folheando livros, lendo trechos, vendo imagens; crianças se encantando com as novidades da literatura infantil.
E as minhas histórias? Bom, precisava mostrar esta cena, antes de iniciá-las.
Tenho uma sobrinha, agora com 21 anos, que conheceu a #Bienal do livro comigo. Ainda pequena, não consigo precisar a idade, de mãozinhas dadas comigo, caminhamos pelos corredores, vimos muitos livros, sentimos seu cheiro. Coincidência ou não ela é também apaixonada por livros. Sempre conviveu muito, em minha casa, onde leu muitos livros infantis. Tem também um pai maravilhoso, que lia histórias para ele, também as inventava para deixá-las diferentes, sempre uma nova história. Esta menina linda tem sua pequena biblioteca! Mesmo em tempos de internet, que ela também gosta muito, foi seduzida pelas palavras, pelo encantamento da leitura do livro, pelo cheirinho gostoso de livro novo, pela mágica viagem dentro destes mundos apresentados pela leitura.
Certa vez fui à #Bienal com duas alunas, de sétima série. Elas nunca tinham saído da cidade onde moravam no interior de São Paulo. Participamos de um concurso de redação da Secretaria de Educação do Estado, participamos da #Bienal. Elas, como autoras adolescentes, participaram de uma coletânea de textos de alunos e participaram de uma tarde de autógrafos! Outras adolescentes de escolas da região também foram. Uma frase que ouvi de uma delas, no banheiro, me fez ver o quanto, ver o mundo, é importante para o aluno “Este é o dia mais feliz de minha vida!”
No mesmo ano, nesta mesma #Bienal, comprei um livro para um aluna, a quem dava aulas particulares. Esta, uma senhora de cerca de cinquenta anos ou mais, vinda do Nordeste, há muito tempo e com uma história de vida sofrida, bem como com traumas em relação à leitura e à escrita. Nesta ocasião, em uma banca de ofertas de livros, encontrei um com um título muito sugestivo. Comprei-o. Embalei-o com carinho. Escrevi um cartão com uma mensagem, falando sobre a leitura e sobre a aluna. Na próxima aula, pós Bienal, dei a ela este presente. Ela abriu-o lentamente. Leu o cartão, feito por mim, as lágrimas rolaram no rosto de minha  aplicada aluna. Emoção! Ela nem acreditava, que havia ganho um presente! Que eu tinha trazido da #Bienal um livro para ela! O tempo passou. Ela leu o primeiro conto do livro. Voltou entusiasmadíssima com esta primeira história, que não vou detalhar, pois deixarei que você, leitor, procure conhecer tão intrigante história. O título do livro? Dias raros. O Autor? João Anzanello Carrascoza.   
Pretendo ir na #Bienal de 2016. Pretendo viver novas e emocionantes histórias! Quero, desta vez, levar outras sobrinhas.

Qual(is) as suas histórias vividas na(s) Bienal(is)? 

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