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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Concentração X novas tecnologias

Tenho observado em mim e em pessoas que me rodeiam mudanças na  capacidade de concentração. A que se devem estas mudanças? Não vou falar de aspectos científicos, pois não sou especialista, mas vou tratar, como é a proposta deste blog, de impressões minhas sobre o assunto.
Trabalho em um ambiente com mais pessoas, na mesma sala, mais de dez. Vários telefones que tocam, as vezes ao mesmo tempo, outras em tempos alternados, mas sempre com barulhos, uns mais altos, outros mais baixos.  As pessoas também conversam atendendo os telefones, entre si, atendendo pessoas nas salas ao lado, pessoas que adentram a nossa sala em busca de alguma informação.
Fonte da imagem: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=435
Diante deste espaço cheio de ruídos, quando preciso realizar um trabalho, que exija maior concentração, busco outra sala, de uso comum, ao lado para tentar me concentrar mais, mas nem sempre consigo. Na referida sala também tem telefone, tem pessoas que usam o espaço também, enfim, o tempo todo estamos em locais, que nos distraem seja pelo barulho dos telefones, seja os sons dos computadores, seja a conversa, necessária, dos colegas trabalhando. Também preciso, muitas vezes durante o dia, parar o que estou fazendo para atender o telefone, o que faço sempre, pois entendo a necessidade do outro em ter determinada informação naquele momento.
Com estas interrupções tenho percebido, que minha capacidade de concentração diminuiu, pois, por vezes, paro de digitar um texto, quando retorno a ele, não sei, o que estava esclarecendo. Procuro fazer um roteiro (rascunho) das respostas aos expedientes diários como forma de ter uma sequência e não perder informações. Isto ajuda, mas devido às urgências, acabo fazendo isto mais com análises de documentos cujos textos são mais longos, por exemplo, um plano escolar. Em respostas mais curtas tento fazer este roteiro mentalmente, mas nem sempre isto se mostra eficiente, pois as vezes uma informação ou outra se perde durante as inevitáveis interrupções.
Você poderia dizer que é coisa da idade, afinal, como se vê na descrição de meu perfil neste blog, tenho mais de quarenta anos!
Observo jovens que trabalham comigo e outros com quem tenho contato no meu cotidiano, que padecem desta memória de curto prazo ineficiente. Há um certo jovem que, se não anotar o que se fala, não consegue depois transmitir um recado. Há outro, com quem tive contato recentemente, que me atendendo, em um cartório, distraído com o celular no facebook, não atentou para o que eu solicitei e fez o serviço parcialmente. Relatei esta experiência aqui no blog.
Tenho percebido em mim, que as vezes, foi me dito algo, e em seguida tento lembrar, o teor da conversa, mas não consigo.
Percebo também, que, por vezes, estando no computador, em casa ou no trabalho, realizando algo, acabo esquecendo o motivo principal de meu acesso a ele. O que estava buscando mesmo? Qual mensagem precisava responder? Que site ia abrir?
Nunca fui boa em com agendas (impressas). Primeiro porque, no início do ano, são muito caras. Depois, porque não gosto daquelas grandes, que você precisa de uma bolsa para carregá-las. As menores também pesam e acabam sendo um peso a mais na bolsa feminina, que, em geral, já é pesada! Desde o ano passado coloco meus compromissos no bloco de notas do celular. Criei, em minha memória, um esquema com as cores disponíveis no aplicativo para compromissos realizados, a realizar, lembretes gerais. Isto tem ajudado, pois consulto-o e verifico o que tenho a realizar e as datas. O bom disto é que o celular está sempre comigo. Também me ajudou muito!
Me sinto, as vezes, com um certo pessoa, que precisa registrar tudo de sua vida diária em um suporte à memória, pois não consegue organizar sua vida, pois sua memória de curto prazo não o ajuda nesta tarefa.
Que mudanças a tecnologia atual está operando em nós? Computadores, tablets, celulares, iPads? E as mídias sociais: facebook, twitter, instagram, linkedin, skoob, flickr, form.spring, e outras tantas...?
O desafio que deixo aqui, aos leitores, é se observar, observar sua rotina no trabalho e em casa, e comparar você com você mesmo: ontem e hoje. Quais mudanças percebe em você? Como era sua rotina antes e depois do computador e da internet? E sua memória? Continua a mesma?


Comentários

catléia disse…
Comentário de Rita de Cássia, publicado no Facebook.
"Gostei, sim, Maria! Comentei sobre a questão da desidratação se acentuar depois dos 40, 50 anos, que não podemos esperar ficar com sede pra beber água ou comer alimentos que ns rehidratem, pois sentimos confusão mental por isso, além do strees e pelos estímulos como vc descreveu no texto, que isso tudo consome nossa mente, daí que a priordade que damos ao atendimento no trabalho e na criatividade no desempenho das tarefas tira da mente a energia e o desempenho da memória curta.
E mais, que não terminara de escrever: que o uso de equipamentos acaba acomodando as habilidades mentais, e as distrações e estímulos perturbam a continuidadd do foco e concentração, e no final das contas, sempre a memória curta acaba sendo prejudicada... quase científico, mas puro empirismo... rsrsrs

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