Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai.
Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela.
Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte.
Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos.
Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias.
Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta, quarenta, trinta anos, morrendo de formas brutais, rápidas, sem muita explicação...
No ano passado o filho de uma amiga com vinte e quatro anos. Eu o conheci bebezinho, criança, adolescente.
Nesta semana um rapaz mais ou menos da mesma idade. Filho de ex-vizinhos. Brincava em nossa casa sempre. Comia em casa. Era bem mais novo, que meus irmãos mais novos, mas estes brincavam com ele mesmo assim, até por insistência nossa, pois eles gostavam de brincar com meninos mais velhos.
Este rapaz, formado em Matemática, Professor, já com um Mestrado concluído, cheio de planos para o futuro, bom filho, bom amigo, bom professor... Uma pneumonia, mais algumas complicações, e ele se foi sem dizer adeus.

Eu o vi no ano passado, rapidamente, fiquei feliz em vê-lo bem, feliz, trabalhando, ajudando a mãe, já com uma situação financeira melhor, muito melhor, do que muitos jovens da idade dele. Esforçado, trabalhador, estudioso, enfim, uma pessoa que ainda contribuiria muito com nossa sociedade.

Sempre fui inconformada com a morte, mas atualmente vendo meus anos aumentarem, familiares se despedindo da vida, jovens amigos (muito jovens)  morrendo assim, mais ainda me inconformo. Sei que é uma coisa natural, que faz parte (?) da vida... Viver sim faz parte da vida! 

Comentários

Lucelena disse…
Realmente, a morte é uma passagem pela qual teremos que enfrentar, mas aceitá-la é muito difícil, tanto a perda como a partida...afinal somos criados para a vida!!!

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

Iluminação na fotografia

Esta semana, mais uma vez participei de uma oficina do Projeto Pontos MIS. O foco desta vez foi tratar sobre o papel da iluminação na fotografia. Neste texto vou abordar alguns aspectos da oficina, que contribuíram para o aprendizado dos conceitos explicados pela Prof.ª Bete Savioli. Primeiro, claro, a Professora, que é excelente especialista no assunto, trabalha na área. Professora de fotografia na USP, câmpus Maria Antonia. Trabalha com fotografia profissionalmente. Segundo aspecto, ainda relacionado à docente, uma aula preparada com materiais visuais, que foram complementados com as explicações dela, que ampliavam a apresentação dos conceitos, bem como com a participação dos alunos. Um terceiro aspecto, que contribui para o sucesso e aproveitamento dos alunos, é que todos estavam lá, porque gostam e se interessam por fotografia! Não pensem vocês que todos tinham mesmo nível de conhecimento, nem a mesma idade. Em geral, por serem oficinas abertas ao público, ele é sempre bem...

Visita à Pinacoteca: minhas impressões

Estive novamente na Pinacoteca, visitando e revisitando obras, espaços. Fotografei peças, pessoas, luminosidades. Muitas coisas me chamaram a atenção, pois permaneci, visitando as exposições, por várias horas. Observei muito, fui registrando em imagens algumas destas coisas. As obras estão estrategicamente colocadas, em alguns casos, aproveitando a luz natural do ambiente, que é refletida por vidros, seja no teto, nas janelas, portas.  Observei o movimento das pessoas, adultos e crianças, pelos amplos espaços e a observação que faziam do que estava sendo visto. As crianças viam, paravam para observar, curtir, uma obra muito colorida, que esguicha água por vários orifícios. Esta obra colorida fica próxima ao elevador. Ela é composta de várias mulheres rechonchudas e com roupas muito coloridas. É intitulada Fonte das Nanás, 1974, da artista plástica Niki de Saint Phalle. Várias crianças paravam ao lado dela, subiam no patamar que a rodeia, ficavam com os olhinhos grudados nel...