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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Que pizzaria!!!


Mocinha de interior, cidadezinha pequenina. Não saía de casa! Não conhecia outro mundo além da pequena cidade, onde morava, cujos limites nunca foram ultrapassados.
A cidade, poucas casas e pequenos comércios, se distribuíam ao redor da Igreja Matriz, cuja pracinha era um dos lugares mais frequentados, pois não havia muitos outros na cidade. Durante as missas os fiéis voltavam seus olhares e sua atenção ao santo padre e ao altar, mas terminado o ritual sagrado, os olhares, atenções se voltavam para a pracinha, onde todos andavam, vagarosamente, conversando, rindo e, claro, falando da vida dos outros, afinal todos se conheciam, nada era segredo, ou melhor, nada conseguia ficar como segredo por muito tempo, logo se tornava de domínio público.
Mas e a nossa mocinha? Levava vida simples, como todos dali. Estudou nas escolas da cidade mesmo, somente a Faculdade cursou em cidade vizinha, também do interior, cujo tamanho e quantidade de habitantes não eram muito superiores aos da sua cidadezinha. O nome da cidade? Pode ser qualquer um, aquele que quiser dar, pois são tantas parecidas pelo nosso interiorzão!
A mocinha concluiu seu curso superior, uma licenciatura, claro, precisou se aventurar em outras cidades da região, afinal cada cidadezinha tem poucas escolas, como os ares do interior são mais saudáveis, ajudam a prolongar a vida, não havia muitas vagas disponíveis, portanto a nossa jovem precisou começar sua carreira no magistério em outra cidade, ora aqui, ora ali.  Foi ampliando um pouco mais seus horizontes, seu conhecimento de mundo, mas continuava um pouco ingênua.
Certa feita, trabalhando em uma destas cidades, que ela conhecia pouco, um colega professor falou para ela de uma certa pizzaria, que ficava próxima da escola. O amigo deu algumas orientações para ela chegar até lá! Ela e uma amiga, também iniciante no magistério, jovem como ela, resolveram ir conhecer a tal pizzaria, que era uma novidade para ambas, uma vez que na cidade de origem das duas não havia pizzarias.
Saíram da escola animadas, rindo, conversando e lá se foram, neste enlevamento da juventude e do ócio após um duro dia de trabalho. Noite, cidade bem arborizada, o que deixava as ruas mais escuras, escondendo um pouco as casas, prédios.
Não andaram muito. Chegaram. Entraram, observaram que estava bem cheio o lugar. Havia muita gente em pé, aguardando! Que coisa! A pizza devia ser ótima!, pensou a mocinha interiorana e  comentou isto com sua amiga. Ficaram por ali, conversando e aguardando uma mesa. Conversa vai, conversa vem e nada! Não aparecia ninguém para atendê-las. As duas mocinhas, já cansadas de tanto ficar em pé, começaram a observar os rostos das pessoas que aguardavam. Estavam todas meio tristonhas, quietas, olhar meio perdido! Ambas se olharam, riram, deram de ombros! Estavam cansados de esperar!
Depois de muito esperar, muito observar, resolveram se chegar mais próximo de um local onde as pessoas se amontoavam mais. E? Surpresa! Tinham entrado por engano no velório da cidade!!!

Comentários

Professor Gerson disse…
Muito bom! Experiência com uma dose de bom humor!
Muito bom minha querida amiga! Só um pequeno alerta para o cuidado com o português. O verbo haver no sentido de existir é impessoal!

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