Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

RETROSPECTIVA DO BLOG

Criado com o Padlet

Marcas do tempo

Há algum tempo, meio angustiada com a idade, comprei um livro da Lya Luft, no qual ela falava das perdas que temos no decorrer de nossa vida, consequentemente da idade. Li o livro, foi uma ótima leitura, me ajudou a entender alguns sentimentos, inquietações, perdas, por que não? Vamos perdendo pais, tios, amigos, nossa imagem de nós mesmos.
O tempo inexorável, como disse alguém, vai agindo sobre nós, mudando nosso corpo. Algumas mudanças vamos “mascarando”, como os cabelos brancos, que vamos cobrindo com uma tintura, o que para a mulher não é difícil, porque faz muito bem ao ego, quando mudamos a cor do cabelo, o corte, alguém nos diz: “Ficou ótima essa cor pra você” ou então “Nossa, você está poderosa!”
Mesmo com esses cuidados e outros como a caminhada, para perder uns quilinhos, a rapidez dos passos, tentarmos ficar “antenadas” com o mundo da informática e as novidades, há coisas que não tem jeito.
Acredito que para cada um essa constatação acontece de alguma forma. Vejo as sessentonas atrizes de televisão com a pele “de pêssego”, corpo bem torneado pela malhação, plásticas, drenagem linfática, implantes de silicone, tratamentos com botox, para diminuir os sinais do tempo no rosto; utilização de laser para também atenuar esses sinais, ou então, para extirpar pra sempre aqueles pelos indesejáveis, que surgem por todo nosso rosto, após os trinta e cinco, seis, sete...
Vejo tudo isso, me olho no espelho! Penso... E nós, pobres mortais, cidadãs comuns, que ganham salários, que não são chamados oficialmente de mínimos, mas que também são igualmente mínimos. Não temos acesso a tudo isso. E bons cremes para diminuir os sinais da idade? Também são caros! Mesmo naquela empresa de cosméticos popular, que vende produtos porta-a-porta, mas que já não é mais tão popular assim, haja vista suas propagandas bem elaboradas no horário nobre da tv. O que nos resta?
Olhar para nosso rosto e ver as mudanças, as marcas. Olhar para partes, não expostas, de nosso corpo, ver ali, onde antes havia apenas pelos retintos, começar a pintar os primeiros pelos brancos. Quando vi um nesse lugar pela primeira vez, fui invadida por uma melancolia, como se uma constatação, de algo antes inimaginável, se materializasse naquele momento.
Você, leitor/leitora, adolescente, ou jovem, não ria! Você ainda vai passar por isso! É a vida! É o tempo, que passa para todos nós!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

HISTÓRIA DE ANA ROSA

Você já ouviu a música sertaneja de Tião Carreiro e Carreirinho intitulada "Ana Rosa"? Se ouviu conhece a história dessa mulher. Se não ouviu, farei um resumo da história. Ana Rosa morava em Avaré, cidade próxima a Botucatu. Como muitas jovens de sua época casou-se cedo, pois havia se apaixonado por Francisco de Carvalho Bastos, mais conhecido como Chicuta, que era muito ciumento, por isso trazia a esposa sob constante vigilância. Homem dos idos de 1880, muito machista, começou a maltratar a mulher, tanto moral quanto fisicamente. Até que um dia a jovem esposa cansou de tanto sofrer, fugiu para Botucatu, refugiando-se em um cabaré de uma mulher chamada Fortunata Jesuína de Melo. Quando o marido chegou em casa e não encontrou a mulher, ficou cego de ciúmes, procurou-a por todos os lados, até que soube que ela havia fugido e para onde havia ido. Mais do que depressa ele se dirigiu para Botucatu, onde chegou e contratou José Antonio da Silva Costa, mais conhecido por Costinha, e...

Simplesmente se foi...

Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai. Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela. Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte. Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos. Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias. Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta,...