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João Delfiol Construções

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Sobre a greve dos professores

Acabei de ler um comentário de um internauta, de um jornal de grande circulação (on line), onde a pessoa dizia que se os salários pagos no Estado de São Paulo são tão ruins, porque todos não se demitem então; dizia ainda que as provas de mérito só comprovam o que todos sabem: a baixa qualificação do professor. O mesmo internauta dizia que professor bastaria um toque de dedos, sumiria da face da terra. Ainda dizia, que se todos os insatisfeitos se demitissem, não faltariam interessados.
Quanto a essa fala desse Senhor, quero esclarecê-lo que:
- se ele escreve uma mensagem tão bem escrita, com tanto poder de argumentação, ele passou pelas mãos de vários professores, desde o ensino fundamental até o curso superior ou pós.
- os professores que atuam nas escolas particulares, em grande parte trabalham também nas escolas públicas.
- as escolas particulares, como empresas que são (visam lucro), não pagam tão melhor assim, seus profissionais, claro que há exceções.
- professor, assim como todo ser humano, tem uma grande capacidade de adaptação, ou flexibilidade, como se chama atualmente essa habilidade. Diante disso, há professores no ensino presencial, no ensino à distância como tutores.
- dados do INEP e Censo da Educação Superior (Revista Nova Escola, ed. Jan/fev2010, pág. 69) mostram que o déficit de professores nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio é de 710 mil. 
- essa mesma pesquisa demonstra que 55% é o total de vagas ociosas nos cursos de Pedagogia e formação de professores.
- ainda a mesma pesquisa revelou que 34% dos alunos dos cursos de Pedagogia e formação de professores se evadem.
Como mostram os dados coletados cientificamente pelo INEP, caro internauta desavisado e desinformado, caso os professores em greve resolvessem se demitir todos ao mesmo tempo, não haveriam professores formados e licenciados para atuar no magistério, em especial, nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Mas, internauta, se isso ainda não o convenceu, há na mesma revista dados de pesquisa feita pela Fundação Carlos Chagas, que mostram claramente que, dos alunos estudantes de Ensino Médio:
- apenas 2% têm intenção de cursar Pedagogia ou Licenciaturas;
- 9% pretendem cursar disciplinas da Educação Básica;
- 83% (ampla maioria) pretendem prestar vestibular para disciplinas desvinculadas da carreira docente (outras carreiras);
- 6% não responderam.
A pesquisa ouviu 1.501 alunos de 3° ano do Ensino Médio em 18 escolas públicas e particulares, em oito cidades.
Essa mesma matéria fala que os principais fatores que afastam os jovens da carreira do magistério são: baixa remuneração (40% dos que consideraram fazer cursos ligados à docência).

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