Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Natureza insistente

Estive fotografando uma planta que tem no meu quintal. Não que ela sejamuito diferente de outras flores que existem por aqui, nos jardins (poucos) das casas vizinhas, mas por se tratar de uma planta muito insistente.
Logo que nos mudamos, ela havia florado. Belas flores rosadas. De um rosa bem claro. Apenas duas flores, irmanadas no mesmo talo, na cor, no tamanho. Depois dessa florada tímida, ainda sob um final de outono, ainda quente, mais se parecendo com verão, as flores morreram, como já dizia o poema "se nasce, morre, nasce, morre...” (Haroldo de Campos)... o ciclo da vida ou da morte. Aí veio a surpresa: apareceram umas lagartas. Aos poucos as poucas se transformaram em muitas: gordas, pretas/amarelas, ágeis. Saíam da planta e faziam o trajeto até a porta de casa, onde adentravam se tivessem chance. Horrorizados com tal invasão, que parecia não ter fim, porque esmagávamos uma logo surgia outra, fomos assim obrigados a cortar o mal pela raiz. Fomos, porque foi a meu pedido, que meu marido pegou uma enxada, ceifou a planta o mais que pode. Mas não terminou aí, porque a cada dez ou quinze dias lá estavam as folhas re-nascendo, com elas as lagartas re-aparecendo, o que nos obrigava a cortar novamente a planta.
Chegou o inverno e com ele: as chuvas. E com as chuvas, a terra feliz, as raízes da planta fizeram seu trabalho brilhantemente, pois irrigaram todo o resto da planta com água e tudo o mais que a terra generosamente oferece a todas as plantas indistintamente. Resultado: apareceram longos talos com botões.
O que fiz? Estou diariamente apreciando as únicas flores que floresceram, mesmo lutando com meu horror pelas lagartas, se abrem de duas em duas, a cada dia, convidando-me a contemplar o espetáculo da vida.
Quer conhecer essa planta tão insistente? Veja a foto abaixo!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A rotina na sala de aula I

Comecei lecionar em 1992, permaneci atuando em sala de aula até o início de 1997. Nesses anos tínhamos, em cada sala, uma parcela de alunos que não queria estudar, que vinham para a escola só para namorar, vagabundear, dizíamos que eles não tinham perspectiva de vida. Desses alunos, muitos ficavam anos e anos se matriculando na mesma série, assistiam alguns meses de aula, se evadiam, retornavam mais tarde para o curso noturno regular ou então para a suplência, por isso o curso noturno sempre foi bastante complicado, parecia que existiam duas escolas diferentes co-existindo em uma só. Anos se passaram, retornei para a sala de aula esse ano, 2010, em uma cidade do interior, mas sabendo que o alunado não seria muito diferente dos alunos de cidades grandes. A situação descrita no início desse texto, mudou muito, e para pior, pois temos agora em sala de aula uma maioria de crianças e adolescentes, que diariamente vão para a escola, porém sem a menor vontade de aprender, de estudar. Isso se...

Possibilidades

Hoje um amigo me perguntou se não estava mais publicando, porque não tem textos recentes no blog. Contei a ele que ontem estava escrevendo um, quando inesperadamente meu computador travou, quando voltou a funcionar... cadê o texto? Sumiu! Não estava de jeito nenhum nos arquivos recuperados. Você pode perguntar, por que não salvou? Por quê? Porque quando estamos escrevendo, planejando, pensando, repensando, as palavras vão fluindo, fluindo e nossos dedos parecem ter uma ligação mágica com nosso cérebro, de tal forma que o pensamento vai tomando forma, vida. Este tomar forma é algo realmente mágico! Iniciamos um texto, podemos ter de início, um plano, uma ideia na cabeça. Quando começamos a escrevê-lo, ele vai nos mostrando a direção para onde quer ir. Neste que você lê, talvez não enxergue esta mágica acontecendo, pois o verá acabado, formatado, concluído, diferentemente dos rascunhos, feitos à mão, dos escritores de outrora, nos quais se via o processo criativo, que se mostrav...

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...