Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Encontros (im)possíveis

A informática me trouxe muitos conhecimentos e muitos aprendizados. O primeiro deles veio logo que comecei a ouvir os termos informáticos: delete, word, excel, powerpont, salvar, arquivo, disquete, HD, backup, vírus, memória RAM, e tantos outros. Essa infinidade de palavras me soavam totalmente estranhas. Comecei a me sentir uma completa analfabeta. Não sabia escrever, nem o significado, nem o que fazer com essas palavras. Primeiro aprendizado: voltar a estudar. Desbravar esse admirável mundo novo que se descortinava diante de mim.

Quando comecei a aprender a usar essa ferramenta, o computador, na qual escrevo agora esse texto, tive outras aprendizagens. Mais uma delas foi que poderia escrever meus textos, mas sem sofrer pela letra feia, nem sofrer por fazer inúmeros rascunhos, rabiscados pelas revisões, pois o computador me proporciona o inigualável prazer de brincar com as palavras, quantas vezes eu quiser, de colocá-las e tirá-las do meu texto, para escolher as construções, que melhor se ajustam as minhas idéias.

Além desses aprendizados muito importantes, tive outros, mas esses muito, muito emocionantes.

Quais foram eles?

Com a internet descobri e fui descoberta, encontrei e reencontrei amigos, que há muito não tinha contato, nem endereço, nem telefone, nem notícias. As primeiras vezes que nos contatamos pelo orkut e depois “ao vivo” pelo messenger, foram carregadas de muita alegria e muita saudade.

Mas um dos encontros mais emocionantes aconteceu entre minha mãe e uma de suas irmãs, moradora de Maringá. Quando as duas, com a ajuda das filhas, se falaram e se viram pela webcam, uma em São Paulo, outra no Paraná, com quase mil quilômetros separando-as, não contiveram a emoção, choraram, riram. Para minha mãe parecia um milagre! A internet colocando-as frente a frente ao alcance da mão!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dicas sobre provas para eliminação de matérias e ENCCEJA E ENEM

Escrevi uma postagem com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas analisando os atendimentos diários que faço no meu trabalho, pensei em escrever outro(s) texto(s) com dicas ou orientações sobre outros assuntos, pois mesmo com tanta informação disponível, as pessoas continuam sem conhecimentos básicos, que podem ajudá-las a resolver problemas simples do seu cotidiano, que vão desde onde procurar a informação, como também onde cobrar seus direitos. Para começar esta série de textos, vou falar um pouco das provas para eliminação de matérias. As pessoas buscam muito este tipo de avaliação, na qual, desde que atinjam as médias, eliminam todo o ensino fundamental ou todo o ensino médio. Para quem pretende eliminar o ensino fundamental - Ciclo II (antigo ginásio, 5ª a 8ª série, 6º ao 9º ano atualmente) poderá fazê-lo por meio do Encceja, que é uma avaliação de eliminação de matérias, ou seja, o candidato pode ir eliminando áreas (Linguagens e Códigos, Ciências da Nat...

Quem somos? O que somos?

Estas duas perguntas estão na alma e na mente dos seres humanos desde os primórdios da humanidade. Na atualidade somos muitas coisas... para o governo somos números (CPF, RG, CNH, Título de eleitor, PIS, conta corrente...). Para o presidente, governadores e prefeitos somos pagantes... de impostos os mais variados (a maior carga tributária está aqui!): IPVA, IPTU, ITBI, ICMS, ISS, COFINS, e tantos outros que pagamos sem saber. Para estes e senadores, deputados, vereadores somos apenas eleitores, quanto mais, melhor. Quanto mais alienados, melhor. Para os bancos somos o número da conta corrente, dos investimentos, possibilidades infinitas de nos endividar: empréstimos pré-aprovados, financiamentos, mais uma vez viramos números, os muitos números que virão nos juros por trás de cada um destes produtos. Para os convênios médicos somos números e pagantes, descartáveis, quando não mais pudermos pagar pela “qualidade” da saúde que vendem. Hoje, durante visita a uma médica, enqua...

A falácia da desburocratização pela informática no serviço público

  Vou abordar nessa postagem a propaganda da desburocratização no início da implantação da informática nas escolas públicas na rede onde atuo até esse momento. Primeiro vou contextualizar para você, leitor, de onde meus pés pisaram e pisam. Trabalho no serviço público desde 1992, arredondando e sem entrar em detalhes, quase 34 (trinta e quatro) anos. Por que falo isso? Para ninguém achar que não tenho conhecimento real, prático e histórico sobre o assunto. Na metade dos anos 1.990 acompanhei a chegada dos primeiros computadores na rede, nesse momento, para a parte administrativa e a propaganda era de “agilização de processos”. Nessa época era muito comum ficarmos vários meses sem receber salário ou recebendo parte dele por erros da secretaria do órgão local em questão. Nessa época eu iniciava a minha carreira profissional como contratada. Posteriormente, ano 2.000, me efetivei. Não imaginava que essa simples mudança de status de contratada para efetiva me traria problemas f...