Pensar sobre nossa vida é uma constante, pois nos preocupamos com o presente, com o futuro, com o emprego, com os filhos, com pagar as contas, com nossos pais e por aí vai. Dentre estas coisas existe uma que me intriga, me deixa inquieta desde minha infância, não sei se pelo caráter definitivo dela ou pelo mistério que envolve o após dela. Tive uma experiência com ela, quando ainda era bem criança, da qual me lembro até hoje. Foi medo, causou uma febre. Peguei certo horror em viver novas experiências relativas a ela, a morte. Durante muitos e muitos anos de minha vida, quase não tive contato com a morte de pessoas conhecidas, pessoas queridas, parentes. Isto durou até a idade adulta, pro volta dos meus trinta anos. Os primeiros a morrerem, por acidentes ou doenças, foram meu pai e seus irmãos. Todos com mais de sessenta anos, setenta, oitenta, mas mesmo assim trouxeram sofrimentos e dor para todos das famílias. Recentemente tenho visto pessoas jovens, com menos de cinqüenta,...
Comentários