sábado, 22 de novembro de 2014

Reflexões de final de ano

Final de ano. Sem querer acabamos pensando nesta época. Encontros, reuniões. Amigos, colegas de trabalho, família. Amigos secretos, happy hour, festas nas empresas.
Acabo pensando na minha família. Quando criança, por alguns anos, vivemos as reuniões grandes, barulhentas, de tios e suas famílias, muitas crianças, a preparação do almoço do natal começava no dia anterior. No sítio era assim. Na véspera se matavam os frangos, porcos, limpava tudo, temperava para o dia seguinte.
No dia tão esperado nos reuníamos em um dos sítios de um dos tios, onde se reuniam todos para o almoço. Muita gente! A comida esperada deste dia. A bebida. Sim, porque eram tempos difíceis e certas coisas só eram permitidas nestas festas de final de ano.
Com o passar do tempo, pela necessidade de buscar condições melhores de vida, pois os filhos crescendo, também começaram a buscar seus destinos, as famílias foram se separando. As reuniões numerosas e barulhentas acabaram. Cada núcleo familiar se reunia com os seus. Nada mais de tios e primos.
Por cerca de 10 anos minha família, passou a se reunir em minha casa. Almoços de domingo, almoços de natal. Eu cozinhava, montava a mesa, via meus irmãos, sobrinhos, cunhadas, a maior parte da família, reunidos diante da mesa, retirando sua comida, elogiando os pratos, comendo, conversando. De novo esta agitação tão gostosa!
Nova mudança foi preciso! Ainda tentamos nos reunir. Praticamente todos os irmãos casados, com filhos, sogras e sogros. Dificuldades de se reunir a família toda. A distância, horários de trabalho de cada irmão, necessidade de se passar um período com sogros...
Acho que os natais por aqui, em minha casa, começarão a ficar mais tristes. Sem a presença de meus irmãos, sem meus sobrinhos e sobrinhas correndo pela casa, sem a reunião ao redor da mesa, sem o barulho das conversas. Nós, descendentes de italianos, em geral falamos alto, gesticulamos muito.
Se isto de fato se confirmar será meu primeiro natal somente com meu esposo, eu e minha mãe. Eles também são essenciais na minha vida, mas cada um de meus irmãos, cunhadas, sobrinhas, sobrinhos são proprietários de um pedaço de meu coração, de minha história. Até mesmo o bebezinho mais novo da família, que nasceu há cinco meses, mas parece que sempre esteve presente em nossa família, sentimento este compartilhado por todos.
É isto. Minha família é essencial para mim. Impossível continuar escrevendo, pois as lágrimas rolam pelo meu rosto...

domingo, 9 de novembro de 2014

Tema da redação do Enem. O que me ajuda a decifrá-lo?

Ontem e hoje aconteceram as provas do Enem, entre elas, a redação. Mas o que é exigido destes candidatos, que ao fim do 3ª série do Ensino Médio prestam um exame como estes?
Na redação são avaliadas as seguintes competências:
“Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.”
Vamos abordar cada uma delas. Na competência 1 não se fala em utilizar a norma padrão da língua escrita, mas em demonstrar domínio. Entre os significados desta palavra estão “compreensãoconhecimentoentendimento.”
Diante disto exige-se do candidato que ele compreenda a língua portuguesa, o funcionamento dela, que entenda este funcionamento, que compreenda seus meandros.
Conhecimento da Língua não se aprende somente fazendo redações como treineiro, às vésperas de uma prova. O conhecimento é muito mais que isto. Significa conhecer a Lìngua, suas regras, suas normas, bem como saber aplica-las na escrita, nas situações de uso, no caso em questão, a redação de um texto dissertativo argumentativo.
Na competência 2 exige-se que o candidato compreenda qual é a proposta da redação, que saiba, ao redigi-la, aplicar conhecimentos de várias áreas do conhecimento, ou seja, de todas as disciplinas estudadas no decorrer de sua formação acadêmica. Isto não se restringe apenas as três séries do Ensino Médio, mas é mais amplo.
A competência 3 está intimamente ligada à anterior, pois somente terá argumentos, aquela pessoa que possui conteúdo. Mas como se consegue o conteúdo. Primeiro pela educação formal, a escola, claro, mas não somente. Este conteúdo é também conseguido por meio de leituras diversas, sejam aquelas com o objetivo de estudar, ou aquelas cotidianas, cujo objetivo é a informação, ou seja, a leitura de um jornal, uma revista, um bom site, livros, entretanto não pode ser uma leitura esporádica. Aquele que lê de vez em quando, não vai entender todo o conteúdo de um jornal por exemplo, pois as notícias são vinculadas umas as outras, alguns fatos aparecem no jornal diversas vezes, como é o caso das notícias internacionais, que tratam de conflitos, guerras, que são acompanhados por longo período pelas mídias.
A competência 4 está interligada à primeira competência, ou seja, o domínio da norma padrão da Língua. Como construo uma argumentação? Como faço a conexão das ideias e dos fatos? Como organizo estas ideias de forma a categorizá-las?
Um texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura padrão, que é composto por introdução, desenvolvimento, conclusão. Mas o que significam estas três partes deste texto?
A introdução será o primeiro parágrafo, no qual serão expostos o problema e suas principais abordagens, bem como a tese que será defendida ao longo do texto.
O desenvolvimento é composto por dois ou três parágrafos, nos quais será defendida a tese, mas baseando-se em argumentos, que sustentem as afirmações anteriores.
Na conclusão será retomada a ideia inicial apresentada na introdução, de forma a reforçar o problema discutido, mas nela deverá existir uma proposta de solução para ele ou eles. Nela também serão retomadas as palavras-chave de cada parágrafo.
Mas e o conhecimento da Língua vai ajudar? Claro que sim, pois no texto deverão estar presentes a coerência e a coesão, que farão com que o texto seja inteligível, coerente, a leitura seja fluída. Além disto, a concordância nominal e verbal, a regência verbal, outros tantos componentes da Língua Portuguesa deverão estar presentes no texto, demonstrando desta forma o domínio da norma culta e dos mecanismos linguísticos necessários a este tipo de texto.
A competência 5 aparecerá na conclusão da redação, na qual o candidato proporá soluções para o problema apontado na introdução do texto. Esta competência está ligada às competências dois e três, pois somente terá propostas de solução para o problema, aquele indivíduo que tenha conhecimentos das diversas áreas e conhecimento de mundo, que lhe possibilitem vislumbrar possíveis soluções.
Como vimos pela análise das competências, a redação será construída no decorrer da formação acadêmica do aluno, período no qual ele irá aprendendo e aprofundando conteúdos das  diversas disciplinas, que servirão para embasas a argumentação no texto, independente do tema proposto.

Fonte:


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