domingo, 26 de outubro de 2014

A dispersão da informação na era do conhecimento

Vivemos em uma época, na qual existem infinitas informações disponíveis em infinitos sites, blogs, intranets, redes sociais. Como lidar com tudo isto? E as empresas como lidam com tanta informação? Como nós ficamos em meio a este caos?

Além desta infinidade de informações temos também dados postados nestes suportes sem total confiabilidade.
Somos bombardeados diariamente com avisos por e-mails, boletins, nos quais se informam que tal informação se encontra no site X, a outra informação pode ser localizada na intranet Y, uma outra informação poderá ser acessada no blog Z. Como nossa mente lida com tudo isto? Conseguimos gerenciar todos estes possíveis caminhos para acessar as mais diversas informações do nosso cotidiano pessoal e profissional?
Será que estamos mais informados ou mais confusos?
Imagine-se proprietário de uma rede de lojas, supermercados, espalhadas em diversos municípios. Imagine que, ao invés de mandar uma circular por dia ou por semana, opte por mandar diversos e-mails por dia para informar as diversas equipes sobre as rotinas de trabalho, prazos, orientações sobre atividades de cada filial. Quais as chances de algumas informações se perderem?
Pesquisando sobre o assunto, encontrei algumas informações interessantes, que compartilho aqui, desta forma poderemos entender a necessidade premente de racionalizar a informação, seja em uma pequena, média ou grande empresa.
Segundo Greewood, referido por Cautela e Polioni (1982), "A informação é considerada como o ingrediente básico do qual dependem os processos de decisão", mas se, por um lado, uma empresa não funciona sem informação, por outro, é importante saber usar a informação e aprender novos modos de ver o recurso informação para que a empresa funcione melhor, isto é, para que se torne mais eficiente. Assim, quanto mais importante for determinada informação para as necessidades da empresa, e quanto mais rápido for o acesso a ela, tanto mais essa empresa poderá atingir os seus objectivos.
Após esta fala de um especialista no assunto, faço mais uma pergunta para pensarmos no caso hipotético da gestão da informação em uma rede de empresas. Como acessar rapidamente determinada informação em uma caixa de e-mail lotada de mensagens de todos os tipos?
Quais seriam as opções para socializar as informações, mas sem causar uma “overdose” de mensagens diárias, semanais?
Não precisa reinventar a roda, porque as soluções já existem. Já são utilizadas em outros locais, em outras empresas, instituições. Quais seriam elas?
Poderia se operacionalizar, por exemplo, um comunicado diário com as principais informações para as filiais. Este documento poderia ter qualquer nome: comunicado, circular, rede, informativo... O nome não importa, o que importa é organizar as informações, em um único documento, torná-las mais acessíveis aos destinatários, otimizar o tempo deles, pois com apenas um ou dois comunicados por dia, não perderiam seu tempo abrindo o correio eletrônico, poderiam utilizá-lo, o tempo, com outras tarefas importantes para a empresa ou instituição.
Por que melhorar a comunicação? Como ela precisa ser?
Em um site pesquisado se aborda a importância da melhoria da comunicação interna, que precisa atender aos 5 Cs, quais sejam:
- Conceito: a comunicação deve ser ágil, seguir um planejamento estratégico e ter uma linha editorial;
- Temas: a comunicação interna serve para transmitir aos funcionários mudanças operacionais e estratégias feitas na empresa, informações administrativas, ações da empresa e participação da companhia no mercado. Pode ainda tratar de assuntos ligados a responsabilidade social, meio ambiente e eventos culturais. Há empresas que reservam espaço para notícias dos próprios funcionários;
- Responsáveis: o ideal é que o setor de Recursos Humanos participe da ação de comunicação, mas o responsável deve ser um profissional de Relações Públicas. Os gestores do negócio também devem estar envolvidos no processo;
- Canal de comunicação: são diversos os meios que as empresas podem utilizar para implantar seu sistema de comunicação para os funcionários. Os mais utilizados são jornais, revistas, informativos, intranet, quadro mural e vídeos;
- Pequenas empresas: a comunicação não é privilégio de grandes empresas. As empresas menores também podem implantar projetos de comunicação, como, por exemplo, promover encontros entre funcionários e criar pequenos informativos.”

Nosso foco, a comunicação da empresa com suas filiais, também pode ser melhorada, adaptando-se os cinco Cs. Acredito que o principal, no caso hipotético, seja tornar a informação ágil, acessível, comunicar a todos as mudanças ou orientações diversas do cotidiano da Empresa ou da Instituição.
Não pretendo neste texto esgotar o assunto, pois é um tema vasto, que poderá ser retomado em outros momentos.
A ideia foi refletirmos sobre a importância da informação na Era do conhecimento e o acesso a ela. Mais uma vez retomo uma das perguntas: ela está facilmente acessível e organizada nas diferentes instituições?
Aqueles que quiserem opinar sobre o tema, convido-os a fazerem isto no link comentários, logo abaixo desta postagem.

Fontes:
Imagem disponível: http://infoqplan.blogspot.com.br/2013/08/a-importancia-da-comunicacao-interna.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ela atende a todos com um sorriso



Frequento regularmente um supermercado localizado próximo ao meu local de trabalho. Frequento-o quando faço as compras para minha casa, bem como para comprar marmitex algumas vezes na semana.

Sempre que estou aguardando para fazer meu pedido de marmitex, ainda na fila, fico observando as funcionárias que fazem este trabalho. Todas são jovens. Atendem bem. Umas mais rápidas, outras menos. Uma delas, a meu ver, tem um diferencial. Qual seria ele? Na verdade, um conjunto de atributos.

Ela monta o marmitex com agilidade, o que é muito bom, pois se estamos em nosso horário de almoço, temos horário fixo para retornar ao trabalho.

Além da agilidade, ela observa dentro do balcão aquecido, se há comida espalhada entre as grandes cubas, onde ficam os alimentos. Se verificar que sim, pega um “perfex” e limpa o local com cuidado, para não cair nas cubas e se misturar com o alimento a ser servido. Após este procedimento faz a higienização das mãos, o que é dever dela fazer.

Está sempre com o uniforme bem limpo, os cabelos bem presos. Vocês poderiam estar pensando “mas isto é obrigação dela”. É sim, mas nem todo funcionário que trabalha com alimentação tem todos estes cuidados.

Mas o que esta moça tem a mais? A simpatia. 

Ela atende a todos com um sorriso. Sempre muito simpática, atenciosa. 

Hoje estive lá comprando algumas coisas. Eu a vi, encostada em um balcão, onde ficam expostas tortas, pizzas, organizando alguma coisa. Cheguei perto para olhar as tortas. Mexi com ela. Falei alguma coisa, não lembro muito bem. Ela deu um sorriso, falou “olha quem está aqui!”. Respondi, brincando, que além de atormentá-la durante a semana, estava ali de novo. Ela deu um largo sorriso, respondeu “que nada, afinal são vocês que pagam nossos salários”. Não falou isto com raiva, nem com ironia. 

Se eu tivesse um comércio, fosse contratar alguém, gostaria de ter alguém como ela trabalhando comigo.

Para fechar este texto, deixo um excerto de matéria da Revista Época Negócios:

“Educação, inteligência, talento e habilidade são características importantes para um bom funcionário. Mas é o foco, a motivação, que o torna um excelente funcionário. Segundo Haden, esses empregados são movidos por algo mais profundo e mais pessoal do que apenas o desejo de fazer um bom trabalho.”



Se quiser ler a Matéria de Época completa, acesse o link:



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O que mais me dói - Autor: João Pedro Rocha

Sabe o que mais me dói depois de tudo isso e diante de tudo que ainda virá? Não é quem ganhou, não é quem perdeu, não é quem pode ganhar, não é quem pode perder, não é quem eu apoio, não é quem eu não apoio, não é quem eu concordo, não é quem concorda comigo, não é quem discorda de mim, não é de quem eu discordo. Com todas essas divergências a vida já trata de nos ensinar como lidar desde pequenos, a democracia que nos é ensinada(ou deveria) defende todo esse aglomerado de opiniões contrárias. 
O que toca no meu coração de verdade, que me deixa abalado de verdade, que me fez chorar muitas vezes até aqui e que, infelizmente, ainda vai me fazer chorar muito nessa vida, que me faz ter medo de me expressar, que me faz pensar mais de duas vezes antes de opinar sobre certas coisas, que me faz sentir um aperto no peito, que tira meu chão, que tira meu foco, que me faz me distanciar de tanta gente que eu aprecio/apreciava a presença e a amizade, que me faz escrever isso é a pior sentença que a humanidade(ou a falta dela) nos impôs, que algumas situações da ultima semana me fizeram sentir: o desamor.
Deixar opiniões divergentes, "alfinetação" política e afins passarem por cima de bens muito maiores que tudo isso, algo que devia nos ser ensinado desde pequeninos, o sentimento que deveria ser dado sem se esperar nada em troca: o amor. Quantas pessoas eu já não ofendi de pouco tempo até o dia de hoje? Quantas pessoas já me ofenderam também nesse meio tempo? Tudo isso porque cada um acredita no que é melhor para si, para a própria família ou para todos, e diante de toda essa loucura que nos foi colocada com o peso de uma bigorna sobre a cabeça, esquecemos de realmente pensar no nosso bem, no real bem da nossa família, no bem que podemos ou não causar para todos. Palavras de ódio, de nojo, maldizer, xingamentos e calúnias não agregam nada à mim, como não agregam nada à nenhum de nós. Nos últimos dias a palavra que mais li e ouvi foi "asco", asco acima de tudo, asco acima de amizades, asco a quem mal conhecemos, asco a todos, asco acima do amor. Pregamos amor e esquecemos de amar. Pregamos o bem comum e desejamos o mal ao outro. Olhamos para o nosso próprio umbigo sem lembrar que dependemos, direta ou indiretamente, mais ou menos, um dos outros. Destruímos, por tempo indeterminado, certas relações sociais de suma importância. Incitamos o ódio sem pensar nas consequências, deixamos ele passar como um rolo compressor sobre tudo que um dia nos foi importante, deixamos ele nos cegar e enegrecer nossa alma, deixamos ele ferir sem pudor. Mas a que preço? Quem somos nós pra achamo-nos melhores que outros? Não erramos? Estamos necessariamente certos? Entendemos de tudo ao ponto de sermos incontestáveis? Cabe à cada um se indagar sobre isso.
Tudo o que meu coração roga-me hoje em prantos é por amor. Tudo que eu queria é defender a política do amor, a única que, pra mim, deveria valer. Queria eu que minhas únicas preocupações fossem dar amor, dar abraços e ser feliz, seguir a lei de Chico. Queria ser amado e bem visto, não por ser maioria ou minoria, não por ser igual ou diferente, mas só por ser. 
Esse é um texto de alguém do partido do querido Caju, Cazuza, do coração partido, que não quer mais ser partido, que não quer mais partir, que quer dar e receber, quer crer e amar, quer ser o que por bem entender. Só quero amar exagero, sem ser julgado, sem ser taxado, rotulado ou segregado. Quero amar e ser amado.

Autor: João Pedro Rocha
Obs. Texto publicado com a autorização do autor.

sábado, 4 de outubro de 2014

Democracia X voto obrigatório

Época de eleições. Sempre fica aquela discussão sobre o voto, o ato de votar. Uns dizem que devem votar, mesmo que não seja no candidato que acreditam ser o adequado. Outros dizem que precisam votar no menos pior, pois acreditam não haver um melhor. Outros que não acham correto votar contra sua vontade, somente para satisfazer a “democracia”.
Por que pus a palavra democracia entre aspas?
Porque para mim a democracia, a verdadeira, não pode aceitar um voto que seja obrigatório!
Se um dos princípios da Democracia é garantia da vontade do Povo e da liberdade de expressão, como garantir a liberdade de expressão do povo com o voto obrigatório?
Tenho que ter o direito de não votar, se não quiser, se considerar que, entre os candidatos aos diversos cargos, não tenha nenhum que me represente, ou que defenda ações ou tenha atitudes, que vão contra meu pensamento. Por exemplo, um partido que defenda abertamente a maconha? Ou ainda um outro que defenda a extinção da polícia e a colocação desta atribuição, da segurança, em mãos de pessoas comuns, ou seja, instituindo as milícias...
Acredito que, se as coisas não são perfeitas com a Polícia, imagine termos a segurança em mãos de pessoas quaisquer, que não gostaríamos nem de ter como vizinhos, ainda mais como responsáveis pela nossa segurança!
Em documento do próprio Senado, onde se discute o voto obrigatório ou facultativo, uma das constatações é que o voto obrigatório foi mantido, devido ao grande absenteísmo nas votações. Para se manter esta obrigatoriedade, já no texto de abertura do Artigo, se defende que o Estado é o tutor da consciência das pessoas, impondo sua vontade à vontade do cidadão até mesmo para obrigá-lo a exercer sua cidadania, inobstante nossa própria Carta Política consagrar, como as demais do mundo civilizado, a soberania e a supremacia do Povo sobre o Estado, pois é do Povo que emana o poder, e só o Povo é soberano.” (SOARES)
Neste documento citado são elencadas as opiniões contra e a favor do voto obrigatório.
Sou dos que acreditam que o voto é um direito e não uma obrigação, um dever! Obrigação de votar não combina com Democracia, não combina com um povo consciente de seus direitos.
Deixo aqui algumas perguntas:
1.    Se o povo não tem plena consciência democrática, que o habilite a votar, por que então são lhe dados outros amplos direitos, até mesmo para as crianças/adolescentes?
2.    Que Estado ambíguo é este, que em dado momento as pessoas têm muitos direitos, até mesmo quando não têm maturidade para exercê-los, mas que em dado momento considera a todos, indistintamente, desprovidos de maturidade democrática, sendo portanto obrigados a votar?
Fechando este texto, mas não a discussão, deixo um dos itens a favor do voto facultativo elencados pelo Ex-senador Jutahy Magalhães, que consta dos anexos do mesmo documento, não por ser dele, mas por expressar o que considero mais adequada para um Estado Democrático: “Voto é direito. Exercita-o o cidadão consciente e discernido. O eleitor, ao participar do processo democrático, exerce um ato de liberdade. Se quiser protestar, protestará votando bem.”

SOARES, Paulo Henrique. Vantagens e desvantagens do voto Obrigatório e do voto facultativo. Brasília, abr. 2004. (Disponível em: http://www12.senado.gov.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-6-vantagens-e-desvantagens-do-voto-obrigatorio-e-do-voto-facultativo, ACESSO EM: 04, Out., 2014.)


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