Pular para o conteúdo principal

João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Gambá morto na Barra Funda


Sou frequentadora da Rodoviária da Barra Funda. Vira e mexe estou passando por lá. Indo visitar parentes, amigos. Voltando pra casa. Indo para cursos, palestras. Voltando pra casa.
Nos últimos anos, claro, tenho percebido algumas mudanças. A pior delas foi a mudança relativa aos banheiros masculino e feminino. Até um ano ou dois atrás pagava-se uma taxa, de um real ou um real e cinqüenta para usar os sanitários, para um xixi, um cocô.

Nesta época, quando era cobrada esta tarifa, estavam invariavelmente limpos, cheirando a desinfetante, funcionárias sempre limpando, retirando o lixo. Todos os vasos sanitários limpos, todos funcionando, não existiam filas.
Isto tudo mudou. Deixou-se de cobrar para utilizá-los. O que deveria ser muito bom, tornou-se, a meu ver, um problema muito sério para todos! A situação atual após esta ação imposta sabe-se lá por quem e com qual objetivo: caos total!
Ao entrar no local, ou melhor, ainda fora do banheiro, do lado de fora, na “sala de espera” da rodoviária, onde sempre tem muita gente sentada aguardando o horário do ônibus, já sente-se o “peso” desta mudança. Um fedor nauseabundo, que sai pelas janelinhas maxi-ar de todos os sanitários ( e são várias janelinhas!) e entope nossas narinas o tempo todo.
Ao adentrar o banheiro, este fedor só aumenta. Há sempre dois ou três sanitários com a placa “EM MANUTENÇÃO”. Desinfetante, se usam, junta-se ao mal cheiro reinante no ar. Aliado a isto, funcionárias que ficam o tempo todo reclamando, que limpam, não para limpo, entre outras coisas. O mal humor estampado na cara!
Mas... sempre tem um mas! Mas ainda não acabou. Filas. Filas para entrar e para sair. Mulheres, crianças, idosas, todas igualadas à democracia da fila.
Considerava o banheiro da Barra Funda um dos melhores, mais limpos, modernos. Dava gosto de usar!
Tenho cá para mim, que o serviço quando é deixado ruim, tem algum objetivo, mesmo que de imediato não percebamos, mas tem. Em breve saberemos!
Mas o que tem o gambá a ver com isto?
Fala de uma funcionária da limpeza:
_ Alguém deixou um gambá morto aí!!!
Apesar da fala rechaçada pelas mulheres presentes, que diziam que era obrigação dela limpar, que ela era paga para isto, ela resumiu em poucas palavras, com um exemplo esclarecedor: 
“Os banheiros da Barra Funda fedem tanto quando um gambá morto!”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A rotina na sala de aula I

Comecei lecionar em 1992, permaneci atuando em sala de aula até o início de 1997. Nesses anos tínhamos, em cada sala, uma parcela de alunos que não queria estudar, que vinham para a escola só para namorar, vagabundear, dizíamos que eles não tinham perspectiva de vida. Desses alunos, muitos ficavam anos e anos se matriculando na mesma série, assistiam alguns meses de aula, se evadiam, retornavam mais tarde para o curso noturno regular ou então para a suplência, por isso o curso noturno sempre foi bastante complicado, parecia que existiam duas escolas diferentes co-existindo em uma só. Anos se passaram, retornei para a sala de aula esse ano, 2010, em uma cidade do interior, mas sabendo que o alunado não seria muito diferente dos alunos de cidades grandes. A situação descrita no início desse texto, mudou muito, e para pior, pois temos agora em sala de aula uma maioria de crianças e adolescentes, que diariamente vão para a escola, porém sem a menor vontade de aprender, de estudar. Isso se...

Possibilidades

Hoje um amigo me perguntou se não estava mais publicando, porque não tem textos recentes no blog. Contei a ele que ontem estava escrevendo um, quando inesperadamente meu computador travou, quando voltou a funcionar... cadê o texto? Sumiu! Não estava de jeito nenhum nos arquivos recuperados. Você pode perguntar, por que não salvou? Por quê? Porque quando estamos escrevendo, planejando, pensando, repensando, as palavras vão fluindo, fluindo e nossos dedos parecem ter uma ligação mágica com nosso cérebro, de tal forma que o pensamento vai tomando forma, vida. Este tomar forma é algo realmente mágico! Iniciamos um texto, podemos ter de início, um plano, uma ideia na cabeça. Quando começamos a escrevê-lo, ele vai nos mostrando a direção para onde quer ir. Neste que você lê, talvez não enxergue esta mágica acontecendo, pois o verá acabado, formatado, concluído, diferentemente dos rascunhos, feitos à mão, dos escritores de outrora, nos quais se via o processo criativo, que se mostrav...

Anúncios de empregos: erros absurdos

Já escrevi um texto falando dos absurdos que lemos diariamente na internet, até mesmo em sites de empresas, que em tese deveriam se preocupar em não cometer erros grosseiros para não manchar a imagem. Hoje lendo alguns anúncios de empregos em um site local, mas que além de anúncios de vagas de empregos, presta outros serviços, vi  um anúncio, no mínimo, curioso! Como você, candidato a uma vaga de emprego, imagina que tenha que entregar seu currículo? Quais as formas para fazer isto? Acredito que possa ser pelo correio tradicional. Você colocaria seu currículo em um envelope, iria até a agência dos correios mais próxima, postaria sua correspondência para a empresa. Outra forma seria dirigir-se até a empresa ou a agência de recursos humanos e entregar o documento pessoalmente. Uma outra forma mais moderna e rápida seria anexar o documento a uma mensagem de e-mail e enviá-la para o endereço eletrônico da empresa contratante. Você conhece mais alguma forma? Eu não, mas ne...