Algumas palavras sobre as tragédias no Rio

Tenho assistido, como todos os brasileiros, as notícias da tragédia ocorrida em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, no Rio. A cada nova notícia, mais mortos, mais pessoas se oferecendo para ajudar: doação de camisetas assinadas por jogadores (para leilão), anônimos doando de tudo: água, roupas, alimentos, tempo.



De todas estas pessoas o que mais me impressionou foi o pedreiro, que mesmo tendo perdido tudo: mulher, filhos, casa, doa-se ao próximo sem interesses, apenas pelo prazer de ajudar o próximo, de ajudar sua cidade a se reerguer. Isto sim é doação! Desinteressada, abnegada.


Ele está doando seu tempo, seus dias de trabalho, seu conhecimento da região (que muito tem ajudado os bombeiros), seu conhecimento das pessoas, do lugar onde moravam, sua memória da cidade e dos lugares habitados antes dos deslizamentos.


Quem de nós, diante da perda de entes queridos, do lar, seria capaz de largar sua própria vida, seu gordo salário, seu jogo de futebol importantíssimo, sua empresa, para ajudar o próximo?


Os nossos representantes nas Assembléias Estaduais e Federais foram capazes de retornar ao trabalho para aprovar medidas de ajuda aos desabrigados?


Como em toda tragédia o que se vê é o povo ajudando o povo. Os primeiros a se mobilizarem, a oferecer abrigo, comida, apoio.


Parabéns ao pedreiro que tão bem representa o povo/cidadão brasileiro: solidário, voluntário, batalhador!



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