Encontros (im)possíveis

A informática me trouxe muitos conhecimentos e muitos aprendizados. O primeiro deles veio logo que comecei a ouvir os termos informáticos: delete, word, excel, powerpont, salvar, arquivo, disquete, HD, backup, vírus, memória RAM, e tantos outros. Essa infinidade de palavras me soavam totalmente estranhas. Comecei a me sentir uma completa analfabeta. Não sabia escrever, nem o significado, nem o que fazer com essas palavras. Primeiro aprendizado: voltar a estudar. Desbravar esse admirável mundo novo que se descortinava diante de mim.

Quando comecei a aprender a usar essa ferramenta, o computador, na qual escrevo agora esse texto, tive outras aprendizagens. Mais uma delas foi que poderia escrever meus textos, mas sem sofrer pela letra feia, nem sofrer por fazer inúmeros rascunhos, rabiscados pelas revisões, pois o computador me proporciona o inigualável prazer de brincar com as palavras, quantas vezes eu quiser, de colocá-las e tirá-las do meu texto, para escolher as construções, que melhor se ajustam as minhas idéias.

Além desses aprendizados muito importantes, tive outros, mas esses muito, muito emocionantes.

Quais foram eles?

Com a internet descobri e fui descoberta, encontrei e reencontrei amigos, que há muito não tinha contato, nem endereço, nem telefone, nem notícias. As primeiras vezes que nos contatamos pelo orkut e depois “ao vivo” pelo messenger, foram carregadas de muita alegria e muita saudade.

Mas um dos encontros mais emocionantes aconteceu entre minha mãe e uma de suas irmãs, moradora de Maringá. Quando as duas, com a ajuda das filhas, se falaram e se viram pela webcam, uma em São Paulo, outra no Paraná, com quase mil quilômetros separando-as, não contiveram a emoção, choraram, riram. Para minha mãe parecia um milagre! A internet colocando-as frente a frente ao alcance da mão!

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