Comentários sobre escolas pernambucanas em ruínas


Ontem, assistindo ao Jornal, primeiro o da Globo, depois em outro canal, assisti à notícia sobre a interrupção das aulas das escolas pernambucanas, que literalmente caíram aos pedaços, e as que não caíram não estão em condições de receber e abrigar alunos, professores e funcionários.
Em uma das reportagens foram mostradas as fotos dos telhados, que caíram porque eram sustentados em madeiras velhas e carcomidas por cupins, outras restavam paredes precaríssimas em pé, outras cobertas com telhas tipo eternit, que sabemos muito bem esquenta muito. Imaginem o clima pernambucano, aquele calor, as crianças com os seus cérebros sendo cozidos embaixo desses telhados quentes e insalubres.
Outras crianças foram mostradas participando das aulas em um salão de um clube, utilizando inclusive os mesmos sanitários que os adultos utilizam durante as festas, bailes... Isso é local para um aluno assistir às aulas? Onde estão neste momento as Promotorias, os Ministérios Públicos e demais órgãos responsáveis por acompanhar o atendimento dos direitos da criança estipulados no ECA?
Para onde foram os recursos do FUNDEF recebidos por Estado e Prefeituras?
Essas são algumas das muitas perguntas que poderíamos fazer... Por que não são feitas? Por que não se responsabiliza os “responsáveis”?
Até quando veremos coisas como essas? Até quando a Educação será tratada dessa maneira? Até quando vai ser prioridade apenas nos discursos e nos documentos?
Hoje, após as escolas desabarem, os tetos ruírem, leio no jornal on-line do G1, que uma equipe iniciará vistorias nas escolas, equipe composta por técnicos, engenheiros, bombeiros, entre outros.
Já em outras épocas, outras notícias, como a queda de um telhado de uma igreja evangélica em São Paulo, aconteceu algo parecido: os técnicos para vistoriar os escombros.
No caso das escolas pernambucanas até um engenheiro da própria Secretaria da Educação compõe a equipe. E o que tantas pessoas fizeram até então?
Será que até então nenhum diretor dessas escolas, nenhum professor, nenhum pai, nunca chegou até a Secretaria para colocá-los a par dessa situação das escolas?
Se fizeram isso, por que não foram ouvidos?
Mais intrigante do que tudo isso é ler que o Ministério Público desse Estado, questiona a interdição!!!
Será que está sendo, nesse caso, respeitado e atendido o artigo 53 do ECA? O direito à Educação? Será que a criança e/ou o adolescente se desenvolverá plenamente em uma escola, cujas condições físicas estruturais podem comprometer sua segurança?

Fonte das notícias lidas: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL26648-5598,00.html


(25/04/2007)

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