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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Leitura de novo!


Vou falar  sobre leitura! Sim: LEI-TU-RA!

Nunca tivemos, acredito, na história da humanidade tanto acesso à informação escrita como temos nos dias atuais.
A internet democratizou, e muito, o acesso a todo tipo de informação, seja ela escrita, falada, filmada. São inúmeros formatos de materiais: vídeos do/no you tube; podcasts; blogs; jornais diversos on line; livros; revistas; acesso a museus do Brasil e do exterior, enfim, uma infinidade de informações disponíveis! Temos cursos gratuitos!
E o que isto tem a ver com leitura? TUDO!
Se esperava, que com tanto acesso, as pessoas lessem mais, soubessem encontrar informações necessárias para seus objetivos. Há inúmeros casos que sim, isto ocorre. Por outro lado, há pessoas com curso superior, que se quer conseguem achar um banner com uma informação, de seu interesse, mesmo quando a informação está em destaque na tela e com um “CLIQUE AQUI” para não restar dúvidas!
Não. Não estou exagerando!

Não vou contar exatamente a situação, nem o local, mas por estes dias vivenciamos esta situação. Atender telefonemas para falar para a pessoa, como encontrar, em um site simples, “dois quadrados coloridos” com informações a respeito de determinado assunto.
Que tipo de formação estas pessoas receberam?
Qual habilidade básica, que se espera de alguém, que tenha concluído um curso superior, mesmo EAD? Que saiba LER! Ler e localizar informações!
Como vivíamos sem internet? Como encontrávamos as informações?
Vemos pessoas, que entram em prédios públicos sinalizados, mas que ainda assim, sabendo ler, não se atentam às placas sinalizadoras e precisam sair perguntando para encontrar a sala, onde precisam ir. Olha que nem estou falando de um prédio muito grande!
Que fenômeno é este?
Pessoas que foram alfabetizadas e não leem? Ou leem mas não entendem, o que leem?
São os chamados analfabetos funcionais!
Claro que uma leitura de texto muito específico, uma lei, por exemplo, não é de fácil leitura e entendimento. Um contrato, outro exemplo.
Porém ler informações simples em um site não está entre estes exemplos.
Há algumas décadas tínhamos muita gente, que só “assinava” com o dedão! Ainda há pessoas assim, totalmente analfabetos, que estão próximos de nós, seja nas cidades, na zona rural.
Você acredita que uma pessoa, que tenha uma formação de educação básica deficitária, possa fazer um curso superior em EAD e conseguir, com sérias defasagens de aprendizagem, concluí-lo e ser um profissional preparado para exercer a profissão, que abraçou?
Exemplo simples, que vivenciei ontem. Fui comprar um medicamento. O mesmo remédio tem dois tipos. As caixas são parecidas, mas existe uma sigla, de duas letras, que diferencia os tipos de medicamentos. Ambos têm diferenças! Se o médico prescreveu este e não aquele, com certeza, sabia o motivo!
A atendente de farmácia, após pegar minha receita médica, veio com uma caixa com 60 comprimidos. Não teria problema, pois a quantidade era a mesma. Mas ao olhar de relance a caixa, vi a sigla indicativa, que mostrava ser o tipo de remédio, que eu não me adapto. Perguntei a ela “por acaso este não é o remédio tal?” Após meu questionamento ela foi enxergar a caixa, que tinha em mãos e LER o nome do remédio. Pediu desculpas pelo erro! Mas e se eu não tivesse visto?  Se eu não soubesse ler e confiasse nela e tomasse o medicamento? Se ele me causasse alguma alergia ou efetivo adverso?
Como você pode ver, por esta situação acima, duas letras podem mudar muita coisa! Inclusive pode causar danos à saúde!
Se temos uma geração, ou parte dela, saindo das escolas, inclusive de faculdades e universidades, se formando e saindo com sérias dificuldades para ler e interpretar uma informação, que profissionais teremos?


Imagem sobre analfabetismo funcional disponibilizada em:

#leitura   #escrita   #analfabetismo   #analfabetismofuncional   #interpretação   #textos    #internet  #democratização   #informação

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