Serra de Botucatu e Rodovia Marechal Rondon: o que nos espera?

Há cerca de um ano e cinco meses ocorreu um desmoronamento na Serra de Botucatu, o que ocasionou inúmeros problemas e dores de cabeça aos moradores da região. Por vários meses a Serra, os problemas, as tentativas de soluções, os políticos envolvidos, os moradores da região, todos foram notícias por meses a fio.
Depois de meses a Serra foi reaberta ao tráfego, inicialmente para veículos de passeio, depois voltaram os caminhões, bitrens. Coloquei uma lista de notícias sobre os acidentes neste trecho da Rodovia, mas logo após a reabertura um caminhão tombou na Serra! Isto não é raro ocorrer! Já vimos mais de uma vez o caminhão tombado ou a carga, que sobrou no trecho de serra.
Utilizamos regularmente a rodovia, que passa pela serra, e vai para a chamada baixada serrana.
O que vimos?
No trecho da Serra, onde houve o desmoronamento, as obras continuam! Cerca de um ano de obras e continuam os homens, as máquinas, parte da rodovia neste trecho mais estreita, as vezes interdição de uma via na subida, o que já ocasionou acidentes! Eu mesma fui vítima! Esta obra em questão já, se não me engano, fez aniversário de um ano! 
As fotos abaixo são próximas à Igrejinha de S. Cristóvão. As imagens falam por si! Na imagem maior você pode verificar, o quanto os carros passam próximos do guard rail, bem como quanto o asfalto está sendo levado pelas chuvas. O que se faz? Diminui ainda mais a já estreita pista da descida e se colocam cones!  
Além desta obra o que mais se vê neste trecho?

Gente apressadinha, que invade a pista contrária (contramão) para agilizar a viagem, colocando a vida de outros em risco! Problemas no asfalto. Estes vão desde os superficiais, que estão se agravando, devido ao tráfego de veículos pesados, até os mais sérios, que não são vistos, quando estamos trafegando na mesma. 
Exemplo disto é o trecho próximo à Igrejinha de S. Cristóvão, onde a via da descida está mais estreita, com cones na lateral. Aparentemente o problema seria só este: via mais estreita! Basta ir até a igrejinha e mirar em frente, visualizando as imediações do “guard rail”, que se vê algo mais sério... O asfalto bem pertinho do nada! Sim, do nada! Não tem acostamento! E o asfalto? Vejam as fotos abaixo tiradas, do mesmo ponto, em datas diferentes!

Foto tirada em: 28/05/2017

Foto tirada em: 28/05/2017

Poderão falar, para justificar, que "as fortes chuvas, que caíram na região recentemente" ocasionaram este estrago! Lemos com frequência, na mídia em geral, este tipo de justificativa para problemas antigos. Veja as fotos abaixo! 

Foto tirada em 2013

Foto tirada em 16/10/2016


O que se vê nos outros trechos da rodovia até Conchas?
Vemos com frequência, ao menos uma vez por mês, homens fazendo o corte do mato nas margens na rodovia, o que é bom, pois facilita, por exemplo, a visualização da sinalização.
Vemos também o asfalto imperfeito em vários pontos! Em alguns pontos a primeira “casca” de asfalto saindo. Em muitos outros os buracos já ultrapassaram esta primeira massa asfáltica e já estão mais profundos! Isto faz com que os motoristas, principalmente de carros de passeio, procurem se livrar deles, ficam dançando na pista! No acostamento os problemas se repetem ao longo do trecho. São piores, pois devido ao peso dos inúmeros caminhões, que trafegam na rodovia, abrem buracos no mesmo, ou ainda “monturos”, em alguns trechos deixando estes trechos sem acostamento!
Não vemos a concessionária realizando operação tapa buracos! Podemos afirmar, pois trafegamos neste trecho e em outras rodovias da região com frequência!
O que é feito das taxas de pedágio, que pagamos? Sim, porque de Botucatu a Conchas são dois pedágios: um de sete reais e outro de seis reais e vinte centavos! Quem mora na região, vai e volta! Multiplique isto por dois! Multiplique pelo número de pessoas, que utilizam diariamente a citada rodovia! Não é pouco dinheiro!
Cadê os órgãos, que deveriam fiscalizar o cumprimento do contrato? Sim, porque acredito que no contrato de concessão estejam as obrigações da concessionária! Quais são as obrigações do Estado nestas rodovias?  As nossas, dos pagadores de impostos e de pedágios, estão claríssimas!
Além de pagar os pedágios, temos, além dos radares fixos, em determinadas épocas, diversos radares móveis colocados nas curvas, escondidos, para pegar os motoristas! Ah, temos até radares colocados pela própria Concessionária da Rodovia! Na quinta feira retornávamos de um município da região, contamos, em um curto trecho,  nada menos do que quatro radares móveis!
Até quando vamos ser espoliados deste jeito? Pagamos pedágios caros e, ainda por cima, enchem a rodovia de radares para nos extorquir mais dinheiro!
A concessão da rodovia para uma empresa privada não era para melhorar? Na rodovia Marechal Rondon, no trecho citado, não vemos as tão propagadas melhorias! Se assim fosse, a mesma não estaria com o acostamento, em vários trechos, esburacados e com monturos, nem mesmo veríamos buracos na pista, que não são consertados!
Além disto é muito frequente acidentes no trecho de Serra! Tem os que saem no jornal e os que não saem!
Nas notícias pesquisadas abaixo, a de 04/05/2011, traz a abertura da Serra para o tráfego de caminhões com mais de três eixos. Nesta mesma notícia se fala que havia uma proibição deste tráfego, devido às curvas da Serra! Interessante nisto, que pouco tempo após a concessão da rodovia para a iniciativa privada o DER-Departamento de Estradas de Rodagem revogou tal proibição! (Dados sobre a citada concessão: http://www.artesp.sp.gov.br/rodovias-concessionarias-rodovias-do-tiete.html )
Uma coisa interessante é que a boa parte dos acidentes sem vítimas fatais (mortes), em geral, não saem no jornal!
Outra coisa que precisamos levar em conta é que, até pouco tempo, na cidade só havia um jornal impresso, portanto não tem notícias aqui anteriores a 2010.
Será que não seria a hora de rever tal permissão? O que é mais importante: o tráfego destes veículos e o aumento da arrecadação nos pedágios ou as vidas das pessoas?

NOTÍCIAS SOBRE DESMORONAMENTO E OBRAS NA SERRA DE BOTUCATU


NOTÍCIAS SOBRE ACIDENTES NA SERRA



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