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João Delfiol Construções

João Delfiol Construções

Quem somos? O que somos?


Estas duas perguntas estão na alma e na mente dos seres humanos desde os primórdios da humanidade.
Na atualidade somos muitas coisas... para o governo somos números (CPF, RG, CNH, Título de eleitor, PIS, conta corrente...).
Para o presidente, governadores e prefeitos somos pagantes... de impostos os mais variados (a maior carga tributária está aqui!): IPVA, IPTU, ITBI, ICMS, ISS, COFINS, e tantos outros que pagamos sem saber.
Para estes e senadores, deputados, vereadores somos apenas eleitores, quanto mais, melhor. Quanto mais alienados, melhor.
Para os bancos somos o número da conta corrente, dos investimentos, possibilidades infinitas de nos endividar: empréstimos pré-aprovados, financiamentos, mais uma vez viramos números, os muitos números que virão nos juros por trás de cada um destes produtos.
Para os convênios médicos somos números e pagantes, descartáveis, quando não mais pudermos pagar pela “qualidade” da saúde que vendem.
Hoje, durante visita a uma médica, enquanto aguardava, na recepção, pela consulta marcada há uns 3 meses ou mais, fiquei lendo as revistas (não muito velhas), ouvindo conversas ao telefone de outras pessoas que, como eu, aguardavam, conversas da recepcionista (uma mocinha serelelepe, baixinha, olhar assustado, corre pra lá, pra cá, atende o telefone, aciona o portão eletrônico, acessa o netbook, atende aos médicos... ufa! Já cansei só de falar!). Ouvindo estes atendimentos, em dado momento, consegui direcionar minha atenção para certo diálogo dela com a médica, que me atenderia minutos depois.
A eficiente recepcionista passava para a médica uma relação das próximas consultas, mas não ouvi nomes, de pessoas. O que ouvi foi o seguinte... “A senhora tem agora: um PREVER, um IAMSPE (este era eu), um UNIMED, outro PREVER...”
Nós, pessoas, nos transformamos nisto: placas de empresas de convênios médicos. Não somos pessoas, que ficam doentes, sentem dores, sentem medo, precisam do médico para consultá-las, conversar com elas, esclarecê-las.
No final das contas somos também números... um número na ficha do convênio, um número de um protocolo de atendimento,  que autorizará um outro número (o dos honorários médicos).
Enfim, senhores e senhoras, somos números, nada mais que números!!!



Comentários

Ivan Leite disse…
Que dureza, não é Delfiol? Uma coisa você não escreveu, que o documento de identidade deve estar com uma foto atualizada, pois foi isso que exigiram da minha esposa ontem para não renovarem seu auxílio doença no INSS. O número e a foto é essencial e não o que o ser humano sente ou está passando. É revoltante saber que a atenção do tratamento está ligado a importância do nome do seu suado pagamento de convênio. O que somos?
Não sei bem, mas que deveríamos ter mais respeito.

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