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João Delfiol Construções

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Educação nos discursos pré-eleição

Estamos novamente em época de eleição. Como nas eleições anteriores já começaram, nos diferentes meios de comunicação, as propagandas dos candidatos eleitos/aprovados nas convenções dos partidos. 
E o que esta época tem em comum com as eleições anteriores? Em quais pontos os candidatos estão amparando/ancorando seus discursos?
Como não podia deixar de ser a educação está presente em quase todos, se não na propaganda, mas nos discursos feitos nas apresentações aos sindicatos, reuniões de empresários ou de outras instituições.
Não faz muito tempo tivemos um governador que utilizou como "garota propaganda" de sua fala a mãezinha, professora, amarrando a esta imagem a promessa de melhorias na educação. Mesmo com esta promessa aconteceram greves no seu governo, algumas longas, assim como outros governantes também colocou a polícia sobre os professores.
Agora o que vemos?
Um dos candidatos alia a imagem de ex-aluno de escola pública, humilde, como um ser fadado a realizar o bem para a população em geral.
Um outro(a) pretende criar um sistema único, federal, de educação. Até que ponto isto é factível? Está (por enquanto) na LDB 9394/96 a obrigação dos municípios de assumir o ensino fundamental, o que já aconteceu, pelo menos em São Paulo, na maioria deles, onde o Estado passou alunos e prédios para as prefeituras municipais, em muitos casos, também professores e diretores por meio de convênio Estado/Município.
Há um outro candidato, que não sei candidato a que, mostra a qualidade da educação de um sistema de ensino mantido pela indústria, alguns alunos falando positivamente destas escolas, bem como do desejo deles de que fosse expandida para todos este tipo de escola. 
De todas estas propostas qual a mais próxima da realidade? Qual pode ser de fato implantada? 
Temos como se sabe, no caso do Estado de São Paulo, um sistema com uma grande quantidade de escolas públicas espalhadas por todos os municípios, em épocas passadas quando se criou um tipo de escola que possuía uma organização diferenciada, uma remuneração diferenciada para os profissionais que atuavam nestas unidades escolares as críticas foram muitas.
Em São Paulo, na capital, houve situação parecida quando foram implantados os CEUs, pois na mesma rede de ensino ficaram escolas totalmente diferentes, com estrutura física, de pessoal totalmente diferente. Esta situação causou, na época, um descontentamento na população, porque aqueles que tinham os filhos nas escolas municipais comuns, queriam, claro, sua prole na escola melhor, ou seja, no CEU.
Em séculos de história da educação no Brasil, o que de fato mudou? 
Quando penso nestas questões, lembro que a cada governo, projetos são abandonados, outros são alterados, diferentemente de outros países não há um pacto real pela educação. Não há um compromisso em manter, independente do partido no poder, os projetos que realmente obtiveram sucesso, ou ainda, aqueles bem avaliados pela comunidade escolar.

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