sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Visita à Fazenda Lageado - Botucatu-SP

Se você vai visitar Botucatu, cidade a 250 km de São Paulo, uma boa pedida é visitar a Fazenda Lageado, que fica ao lado do Bairro Paraíso.
Essa é uma antiga fazenda de café, que mantém ainda os prédios antigos originais da fazenda: tulhas, moinhos, casa grande, hospedaria.
O lugar é utilizado pelos moradores e visitantes para caminhadas, pois é tranqüilo, tem muito verde, rio, lagos, pássaros. A entrada da fazenda já é um cartão postal, pois parte da estrada é margeada por eucaliptos, o que deixa o local com aquele cheirinho gostoso, refresca o calor e a visão.
Há um lago em frente à antiga hospedaria, onde atualmente funciona a Incubadora Tecnológica de Botucatu, muito apreciado por famílias que vêm com suas crianças, olham os marrecos, dão comida, chamam as aves que se aproximam e fazem a alegria dos pequenos.
Mas se o seu objetivo é, além de visitar a fazenda, conhecer também o Museu do Café, que fica na antiga casa grande, então terá que se informar dos horários, porque aos domingos só abre das 12h às 17h. Essa informação você só descobre chegando lá e dando de “cara na porta”, pois ela inexiste no site da cidade de Botucatu (www.botucatu.sp.gov.br ), onde existem poucas informações sobre a fazenda e os demais roteiros apresentados. No centro da cidade há um Centro de Informações Turísticas, mas no citado site não  há essa informação, nem o endereço do mesmo. Não sei nem se ele fica aberto aos finais de semana!
No site da Prefeitura, logo na primeira página, há um guia turístico para o visitante, que pode ser impresso ou feito o download. Nesse guia você encontra todos os roteiros de passeios na região, nele constam os horários de visitação à Fazenda, como agendar visitas monitoradas, horários do Museu do Café, portanto vale a pena, antes de vir pra fazer o seu passeio, baixar o guia, se informar, até  mesmo ligar e confirmar os horários, se for um grupo de pessoas compensa uma visita agendada para aproveitar melhor e conhecer um pouco mais dessa antiga e importante fazenda de café.
Abaixo algumas fotos do local:






terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pedintes ou aproveitadores da boa vontade das pessoas?

Mais uma vez passou alguém pedindo “ajuda” no meu portão. Tenho percebido que aqui isso acontece com freqüência.
Hoje a pessoa pedinte em questão era uma mulher, moça, bem jovem, que queria uma ajuda, mas não disse qual seria.
No sábado à noite quando eu e minha família estávamos sentados no quintal, de repente surgiu do nada, um rapaz, jovem, loiro, bem vestido, apesar de ser noite pude vê-lo bem, se apresentou como sendo o vizinho fulando de tal, que mora na casa tal, com uma sacola de supermercado, com alguns itens que queria vender por dez reais, porque sua mãe havia chegado e estava na rodoviária e ele precisava busca-la, mas estava sem dinheiro para por combustível no carro. Disse que não queria comprar nada e ele se foi.
No domingo, início da noite, percebi que a rua estava muito escura, fui até o portão verificar o que estava acontecendo. Vi que a luz em frente a casa do tal vizinho estava queimada, mas ele estava sentado em frente ao seu portão, fumando prazerosamente seu cigarro (mas não precisava de dinheiro para buscar a mãe?). Estava fumando, pois via a luzinha do cigarro, acendendo e apagando, conforme dava tragadas.
Um dia apareceu, em outra casa onde morava, logo pela manhã, um homem. Chamou, pus a cabeça para na janela (com grades) e perguntei o que desejava. Ele disse que estava vindo do hospital (que fica em um bairro muito afastado, praticamente zona rural) e precisava de dinheiro para pegar um ônibus para ir para casa, outro bairro muito afastado, uns 15 quilômetros ou mais da cidade. Enquanto ia falando, eu ia observando, ouvindo. Quando o vento soprou, confirmei minhas suspeitas: cheiro forte de bebida.
Isso tudo me fez lembrar, que passamos por muitas dificuldades em nossas vidas. Minha mãe em especial, passou muitas. Houve uma época, que precisou trabalhar fora, porque nossa situação financeira estava dificílima. Ela estava com dois filhos crianças, os mais velhos morando longe, mas nem sempre podia contar com a ajuda deles, por isso procurou TRABALHAR. Trabalhou de empregado doméstica em algumas casas, cuidava dos filhos, cuidava dos afazeres de sua própria casa.
Agora as pessoas preferem pedir... dinheiro! Ninguém vem procurar emprego, uma roupa para lavar, uma casa para faxinar, um quintal para limpar, carpir, não! Tudo isso dá trabalho! Mais fácil é PEDIR!
Que cidadãos a sociedade está criando, que ao invés de procurar um trabalho digno, prefere se transformar em pedinte?
Onde está a dignidade do trabalho? De ganhar a vida com seu próprio esforço?
Onde fica aquele famoso ditado “O trabalho dignifica o homem”?

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