domingo, 28 de maio de 2017

Capela de S. Cristóvão - Serra de Botucatu: quem vai salvá-la? - PARTE II

Fiz uma postagem, há alguns dias, falando do estado deplorável, que se encontrava a Igreja de São Cristóvão, localizada na Serra de Botucatu.
Infelizmente poucos dias se passaram e o que era uma suspeita, se confirmou! Uma das paredes da igrejinha ruiu. Ela estava se separando das demais, após o telhado ter sido parcialmente (cerca de 60%) queimado.
O local continua sendo visitado por turistas!
Não tem nenhuma faixa protegendo os turistas, ou seja, impedindo as pessoas de entrar no local! Tem muito entulho, algumas pontas de ferro, o que restou do telhado, que está sustentado em duas paredes, que estão apoiadas em um parede. No mínimo perigoso!
Diante do estado desolador da Igreja fica uma pergunta, que farei novamente? Quem vai salvar o que restou dela?
Hoje estivemos lá, cedo, depois de nós outras pessoas estiveram por lá, visitando o que sobrou da Igreja e observando a maravilhosa vista, que se tem de lá!
Dá uma enorme tristeza ver os escombros! Ver os tijolos, que compunham uma parede, terem sido jogados como entulho na encosta. A Igrejinha que foi fruto do esforço de um homem, mais tarde de outros que a reformaram, não encontrou, após o incêndio homens de boa vontade, que resolvessem cuidar dela!
Temos em nossa região cerâmicas, depósitos de madeiras, arquitetos, engenheiros, pedreiros.
Tem o poder público, que segundo jornal local, faria manutenção mensal na Igrejinha.
Cerca de sete meses se passaram após o incêndio e...
... o final desta história como será?
















sábado, 27 de maio de 2017

Reabertura do Museu Histórico e Pedagógico de Botucatu

Hoje estivemos na reabertura do Museu Histórico e Pedagógico de Botucatu. Não havia muita gente, apesar de ter sido noticiada nos jornais da cidade. Fui e assisti parte da solenidade de reabertura. Parte porque, como todo evento que envolve políticos, começou as 10h20min e o falatório acabou perto das 12h.
Saí e fui fazer umas comprar urgentes nas imediações. Assim como eu outras pessoas fizeram o mesmo! Crianças, poucas presentes, com caras aborrecidas, cansadas, sonolentas!
Por que demorou? Fala o prefeito, fala a ex-presidente do Museu, fala o presidente da Câmara, fala o Secretário da Cultura, fala o ex-prefeito... Todos prometem não se alongar, mas... No início o mestre de cerimônias contou a história do museu, data de criação, as trocas de patronos, fechamento e encaixotamento do acervo, frisando bem o ex-prefeito, que armazenou o material, claro!
No local, Espaço Cultural, há uma exposição inspirada na Frida Kahlo com fotos de pessoas usando peças de vestuário características da artista. Também uma exposição fotográfica de um cidadão chamado Serafim Arruda.
A exposição, que marca a reabertura do Museu, trouxe peças bem diversificadas como câmeras fotográficas de modelos e épocas diferentes,  trajes militares, máquinas de costura, relógios, peças relacionadas ao período escravocrata.
Já tinha ouvido, pelo João Figueiroa, falar do Museu, do local onde estaria o acervo. Também nesta conversa contou um pouco da História da criação destes museus históricos e pedagógicos, há décadas, pelo Governo do Estado.
Restam pouquíssimos! Há um em São Manuel. Agora volta à vida cultural de Botucatu o “Francisco Blasi”. Este um incentivador do referido museu, que doou inúmeras peças ao referido equipamento público.
Quem não conhece o Espaço Cultural, vale a pena conhecer! Neste local também acontecem cursos gratuitos realizados pela Secretaria de Cultura.























domingo, 21 de maio de 2017

Capela de S. Cristóvão - Serra de Botucatu: quem vai salvá-la?

Toda cidade tem seus pontos turísticos, aqui na região isto não é diferente. Entre os diversos pontos visitados por turistas e moradores da região está a Capela de São Cristóvão. Esta construção simples, pequena, sem cadeiras almofadadas, sem altar glamoroso, sem padre responsável, fica na Serra de Botucatu. Fica em um ponto, onde se tem uma vista privilegiada de parte da cuesta.
Não sei dizer, quando a mesma foi construída. Sei dizer que passou por duas reformas, uma delas registrada em placa de bronze, afixada no altarzinho; outra feita por voluntários arregimentados durante quadro do Programa do Faustão há alguns anos.
No final do ano passado, se não me engano, houve um incêndio, segundo os jornais locais, teria sido motivado pelas velas acesas no altar (https://acontecebotucatu.com.br/policia/capela-pega-fogo-na-serra-de-botucatu/ ). Este incêndio vitimou metade do telhado, exatamente a parte que cobria o altar. A parede traseira da igreja ficou sem sustentação nenhuma. Construção antiga, sem amarrações. Há cerca de vinte dias, mais ou menos, estivemos lá e verificamos que esta parede estava se separando do restante da construção, já em estado bem avançado, com largas rachaduras, que deixaram a referida parede muito torta, pendendo para trás, como se estivesse sendo puxada.
Semana passada trafegamos pela rodovia e vislumbramos, aparentemente, que a parede havia ruído, pois via-se, da Rondon, o altar e o céu ao fundo! Talvez tenha sido uma impressão apenas...
Este local é muito visitado por muita gente, sejam os turistas, que viajam para esta região, sejam os turistas acidentais, que passando na rodovia resolvem parar e subir os muitos degraus até a Igrejinha e também ganhar de presente esta vista maravilhosa!
Que foi feito após o incêndio do ano passado? Nada! Quando estivemos lá verificamos que alguém retirou os destroços do telhado e jogou-os após a cerca de proteção. A Igreja Católica fez alguma coisa? Não sei! Os órgãos relacionados à cultura e preservação do patrimônio, se é que este último existe, fizeram algo? Também não sei. Ao menos nada neste sentido foi noticiado nos jornais da cidade.
Na cidade cujo lema recente é “terra da aventura”, onde se faz toda uma campanha para ampliar o turismo no município, no que se fez, até o momento, para impedir que a Igrejinha de São Cristóvão virasse ruínas? Sim, ruínas! Se caiu uma parede, metade do telhado, as outras três vão se sustentar no quê? Em um local onde o vento sopra muito forte, em um período chuvoso, como agora, o que vai sobrar? Um monte de entulhos!
Em agosto de 2013, após a reforma realizada pelos voluntários, a Capela aparece no noticiário local, que já dava conta dos danos causados pelos “vândalos”, que vinham quebrando santos, entre outras práticas condenáveis (https://acontecebotucatu.com.br/geral/capela-e-atacada-pro-atos-de-vandalismo/ ).
Nesta última notícia a Prefeitura aparece como responsável por zelar do local, o que seria feito mensalmente.
O que foi feito nestes últimos meses? Desde o incêndio, noticiado no final de novembro de 2016, quais ações foram realizadas para impedir que as paredes começassem a ruir? O que foi feito com o telhado? Alguém visitou o local para verificar o grau de comprometimento do telhado e das paredes e o risco da visitação no local, haja vista a precariedade das paredes, que se encontravam com fissuras? Foram colocadas placas avisando os turistas do perigo?
Estivemos lá recentemente (07/05/2017), cerca de uns quinze dias, e não havia nenhuma placa avisando do perigo iminente! Nesta data era nítido o perigo da queda da parede dos fundos, pois, como se pode ver nas fotos, o que antes era uma fissura, agora já era uma rachadura, que aparecia tanto por fora, quanto do lado de dentro da Capela.
Esta Capela é o local religioso mais democrático da cidade e da região. As portas estão sempre abertas! Entravam ateus, católicos, umbandistas, candomblecistas, turistas, adultos, crianças, idosos, brancos, negros, amarelos! Ali não se pediam dízimos! Não se apregoavam os nomes dos “doadores” de dinheiro para a compra dos bancos, das portas, das venezianas, nem tampouco estavam escritos em placas e nos vidros das janelas.
Ali a Capelinha humilde recebia a todos e além de um teto e um altar para suas preces, também oferecia bancos do lado externo para apreciar a infinitude do horizonte, a beleza da Cuesta, a perfeição nas cores da natureza ao redor e de suas formas. Ali, tendo-a como fundo, se podia se deliciar com o pôr do sol, ver as estrelas espalhadas pelo céu límpido do interior. Ali noivos iam para registrar fotos do seu álbum de casamento!
O que será feito? O que ficará, além das fotos, e dos momentos contemplativos, que muitos têm registrados na memória?

FOTOS TIRADAS EM 16/10/2016





FOTOS TIRADAS EM 04/12/2016














 FOTOS TIRADAS EM 07/05/2017














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