sábado, 29 de outubro de 2016

Café com Serra

Você gosta de um bom café? De uma belíssima paisagem para apreciar? E de apreciar um delicioso café com bolo de fubá e uma bela paisagem para embeber seus olhos de natureza e sua alma de paz? Quer fazer tudo isto em um local na serra?
Aqui na região de Botucatu tem este lugar! Um lugar charmoso, com bom atendimento, belíssima paisagem, café, cappuccino, bolo...
Se você está passeando em Botucatu tem duas opções de trajeto para chegar lá. Abaixo deste texto deixarei um mapa e um roteiro para chegar lá.
O que mais tem neste lugar encantador? Café moído na hora, que você pode levar para sua casa e continuar sentindo o gostinho do café produzido na região da cuesta. Tem vários tipos de café. Você seleciona um e uma funcionária do local pode explicar, em detalhes, a diferença entre cada um: se é mais ácido ou com leve sabor de chocolate, se é mais forte ou mais fraco.
Eu estive lá. Tomei um delicioso cappuccino com pão de queijo! Claro, comprei um pacote de café, que foi moído na hora e vim, no carro, sentindo aquele inebriante cheirinho do café fresco! Escolhi o café oriundo dos grãos amarelos. Este café é o Bourbon. “Este café é mais popular em países estrangeiros. Entre suas principais características estão a textura achocolatada, a acidez média e o aroma forte. É uma bebida indicada para quem prefere o café com sabor adocicado, com notas aromáticas que lembram o caramelo.”(1)
Ficou com vontade? Venha conhecer!

Expediente:
CUESTA Café - Estrada Vicinal João Emílio Roder Km 5, 18640 Pardinho
014-3886-1499

Referência:

2.    Imagem café amarelo: http://www.cafefazenda.com.br/fazenda.php


Algumas fotos para aguçar seu desejo, sua curiosidade, mas o sabor, o cheirinho do café, o ventinho frio da Cuesta você só sentirá se vier conferir “in loco”.









COMO CHEGAR

Roteiro: Centro de Botucatu, em frente ao Corpo de Bombeiros, na Avenida José Pedretti Neto, Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho) até o trevo de Pardinho. Acessar o trevo rumo à Pardinho, Rodovia Pedro Bosco, dirigir cerca de 14 km até trevo com acesso à Rodovia Emílio Roder, na qual você dirigirá cerca de 5 km. Pronto! Chegou!

Roteiro: Centro de Botucatu, em frente ao Corpo de Bombeiros, na Avenida José Pedretti Neto, Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho) até o trevo com a Rodovia Marechal Rondon (ainda na Castelinho acesso rumo à Conchas). Seguir pela Rodovia Marechal Rondon, trevo em frente ao Posto Alto da Serra, virar à direita rumo à Pardinho. Neste roteiro você passará pelo centro da cidade de Pardinho. Lá peça informações para encontrar o trevo para a Rodovia Emílio Roder, na qual você dirigirá cerca de 5 km. Pronto! Chegou!




domingo, 23 de outubro de 2016

Descobrindo Juquiratiba

Fizemos uma saída fotográfica hoje, cujo objetivo era simplesmente conhecer duas igrejas. Uma construída em 1.800 e outra mais recente. Fomos para Juquiratiba, distrito da cidade de Conchas, interior de São Paulo.
Ouvimos falar desta igreja tão antiga e isto aguçou minha curiosidade. Chegando ao nosso destino a primeira que vimos foi a Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Uma construção grande, mais moderna, com torre e relógio. Toda cor de rosa! Se destaca na paisagem, pois foi construída em um local mais alto, assim se vê de vários locais do bairro. Estava fechada. Fotografamos por fora.
Fomos em busca da igreja mais antiga. Não a teríamos encontrado sem a ajuda do Senhor Sílvio Sebastião, morador do local, que nos indicou a igreja e ainda nos deu datas de construção desta e de outras igrejas do bairro. Segundo ele a Igreja de Nossa Senhora de Fátima foi construída em 1954. Antes dela a que existia era Igreja da Santa Cruz, construída em meados de 1.800. Muito modesta. Em frente à via férrea da Sorocabana. Próximo a esta existe uma igreja presbiteriana, que foi construída nos anos de 1.930.
Da igreja católica mais antiga, hoje desativada, janelas lacradas, sem cruz, sem sinais de que foi uma igreja. Se parece mais com uma casa abandonada.
Andando pelo bairro encontramos, perto do campo de bocha, o simpático Sr. Benedito Fernandes, que se apresentou como “Benê”. Conversou conosco. Nos mostrou o local, onde ficava a antiga estação de trem de Juquiratiba. Não existe mais a construção. Somente sinais, de que houve alguma coisa ali. Restos de paredes pelo chão, uma rampa de acesso.
Sr. Benê contou que na margem da rodovia havia muitas casas dos empregados da Ferrovia. Que naquela época, de prosperidade, os funcionários da Sorocabana trabalhavam com ternos, ternos de linho. Muito elegantes. Funcionários estes, que atuavam em diversos serviços ligados à estrada de ferro: mecânicos, telegrafistas, entre outros.
Ele nos falou também, que cursou até o quarto ano primário, que gosta de História, Matemática. Estava com um antigo livro de Matemática, surrado, nas mãos, com diversas anotações. Segundo ele, estava estudando para ajudar as crianças do bairro.
Conversei com D. Silvana Ferreira, que ao ver aquelas pessoas estranhas no bairro, se achegou. Simpática, falou da infância difícil de sua mãe, que aos nove anos trabalhava para ajudar a vó de Silvana a criar os filhos. Ela relatou, que Juquiratiba já foi muito próspera. Havia de tudo no distrito: barbeiro, açougue. Até cinema! Falou com tristeza que agora não tem nada. Que as pessoas vão embora para outras cidades e não voltam.
Em meio a esta conversa animada, D. Silvana fala, que mantém contato com um rapaz, o Juliano, que posta, no facebook, muitas fotos antigas de Juquiratiba. Que surpresa para mim! Fiquei meio desconfiada. Será que aquela senhora, de cabelos brancos, usava mesmo as redes sociais? Estávamos entrando no carro, quando ela sai de sua casa, com um tablet nas mãos, se senta na sombra de uma árvore e diz “Agora eu nem vejo a hora passar!”
O encontro com estes moradores tão simpáticos e tão prontos a falar da História de Juquiratiba enriqueceu nossa visita. Sem eles traríamos somente imagens. Com eles trouxemos imagens, nomes, datas, relatos. Ricos relatos de pessoas, que amam este lugar!

Quer conhecer um pouco Juquiratiba e estes personagens? Veja as fotos!

Igreja Nossa Senhora de Fátima


Sr. Sílvio Sebastião


Igreja da Santa Cruz



Sr. Benedito Fernandes - Benê

Sra. Silvana Ferreira



Trilhos da Sorocabana, que cortam Juquiratiba

Sr. Pedro

D. Silvana conectada com o resto do mundo

Parte da simpática estrada para Juquiratiba

domingo, 16 de outubro de 2016

Sobre o medo

Não me lembro muito de meus medos de criança. Acho que não os tinha! Morava no interior, em uma jovem cidade, onde todo mundo se conhecia. Por muitos anos morei lá. Morávamos em modestas casas de madeira, onde se fechavam portas e janelas com “tramelas”. O que é uma “tramela”? Um retângulo de madeira, com um prego no meio, afixado próximo à janela, que servia para fechá-la.
Por que falar de medo?
Porque me incomoda muito ver uma menininha de nove anos, falando que tem medo! Medo que as pessoas que ama morram. Medo que alguém assalte a casa, onde mora com sua família.
Não são os medos infantis! Não são aqueles medos, que provavelmente muitas crianças já tiveram. Medo do escuro. Medo do bicho papão. Medo do homem do saco. Medo de se perder de seus pais.
Os medos desta menininha de olhar doce, fala mansa, meiguice nos gestos, coração cheio de amor, são medos frutos desta sociedade, que publica diariamente o horror, que estamos vivendo. Este horror não está mais restrito às grandes cidades, capitais.
A violência invadiu o País inteiro!
Vemos, nas notícias, os jovens sendo mortos nas portas de suas casas, porque não quiseram entregar um celular ou porque não tinham o que entregar.
Vemos jovens morrendo em vida ao serem seduzidos pelo uso de pesadas drogas ilícitas.
Vemos, nas notícias, bancos sendo explodidos de norte a sul do País. Não estou falando só das grandes cidades. As pequenas, do interior, antes tranquilas, redutos de pessoas, que também levavam uma vida tranquila, sem sobressaltos. Pessoas que deixavam suas janelas abertas até durante a noite!
E o que se faz sobre isto? Se mostram estatísticas! Estatísticas! Números! O quanto a violência diminuiu no primeiro bimestre, no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado!
É nisto que as pessoas se transformam! Somente números! Deixam de ser pessoas, seres humanos, seres com sentimentos, sonhos, objetivos, planos, para se tornaram um número! Um número frio. Um número que destitui a pessoa de toda sua humanidade. Um número que rouba da pessoa sua essência, sua vida, sua alma.
E assim vamos nós. Vivendo cada dia. Nos acostumando. Nos acostumando a ver a violência. Nos acostumando a ver as crianças perdendo a infância e a inocência desta fase. Nos acostumando a ver o anormal ser normalizado por outras pessoas... será que podemos chamá-las assim?
Não! Não me acostumo com isto! Não me acostumarei a ouvir aquela doce menininha falando de medos adultos. Não me acostumarei a ouvir uma criança contar do pavor de ter sua casa invadida por estranhos! Não me acostumarei!

Créditos das imagens:

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Em busca da identidade, jovem?

Hoje, no trabalho, recebemos uma jovem, que veio pedir informações sobre o identidade jovem.
Estranhamos que a mocinha, meio tímida, dizia querer se inscrever neste programa para não pagar passagem de ônibus, mas estivesse com um celular, aparentemente de última geração (um smartphone) nas mãos.
Além disto, de ter em mãos um aparelho caro e querer desconto ou não pagamento de passagem de ônibus, estranhamos que a mesma viesse a um prédio, um espaço físico, quando poderia conseguir as informações necessárias, pesquisando na internet e usando seu próprio aparelho.
Acredito, que não fosse por falta de conexão com a internet, pois na cidade há praças com conexão wifi. Também a escola, onde a garota estuda, também tem internet gratuita para seus alunos, até mesmo para quem estaciona o carro próximo ao prédio, pois é conexão aberta, ou seja, sem senha.
Não sou jovenzinha, não sou da geração Y, Z, não nasci já utilizando computador e internet, mas me bastaram segundos para encontrar informações sobre este programa.
Se o jovem tem um smartphone, conexão com a internet, sabe ler e escrever, o que falta então? Por que esta adolescente não achou, nos muitos sites da web, a informação que queria, ou seja, onde e como fazer a tal da identidade jovem? Como funcionaria tal programa?
Já ouvi aquela expressão “Ouviu um galo cantar e não sabia onde?” Pois bem, era o caso.
Mas voltemos às perguntas anteriores à do galo. Por que os jovens buscam informação na internet e muitas vezes não a encontram? O que lhes falta?
A meu ver, acho que foi o caso hoje, falta algo, que aprendemos muito bem (e sem preguiça): ler um texto na íntegra! Sim, o básico. A boa e velha leitura!
Porque afirmo, que foi o caso em relação à estudante em questão? Vamos lá! No primeiro site que acessei, sobre o assunto, encontrei um texto bem estruturado com as informações básicas sobre o programa. Nos dois primeiros parágrafos a explicação sobre o que é a identidade jovem. Em seguida, em letras GARRAFAIS o título “COMO FAZER?”, onde se orientava o como fazer a identidade, os lugares e/ou sites, onde se poderia emiti-la.
Além do site, que não traz informações adicionais, se já existe ou não tal identidade, busquei no site da Caixa Econômica Federal, a famosa CAIXA, que traz todas as informações para aqueles que desejarem e puderem participar deste programa social. Se você quer saber mais, acesse: http://www.caixa.gov.br/programas-sociais/id-jovem/Paginas/default.aspx

Site mencionado no texto:

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