sábado, 25 de abril de 2015

Concentração X novas tecnologias

Tenho observado em mim e em pessoas que me rodeiam mudanças na  capacidade de concentração. A que se devem estas mudanças? Não vou falar de aspectos científicos, pois não sou especialista, mas vou tratar, como é a proposta deste blog, de impressões minhas sobre o assunto.
Trabalho em um ambiente com mais pessoas, na mesma sala, mais de dez. Vários telefones que tocam, as vezes ao mesmo tempo, outras em tempos alternados, mas sempre com barulhos, uns mais altos, outros mais baixos.  As pessoas também conversam atendendo os telefones, entre si, atendendo pessoas nas salas ao lado, pessoas que adentram a nossa sala em busca de alguma informação.
Fonte da imagem: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=435
Diante deste espaço cheio de ruídos, quando preciso realizar um trabalho, que exija maior concentração, busco outra sala, de uso comum, ao lado para tentar me concentrar mais, mas nem sempre consigo. Na referida sala também tem telefone, tem pessoas que usam o espaço também, enfim, o tempo todo estamos em locais, que nos distraem seja pelo barulho dos telefones, seja os sons dos computadores, seja a conversa, necessária, dos colegas trabalhando. Também preciso, muitas vezes durante o dia, parar o que estou fazendo para atender o telefone, o que faço sempre, pois entendo a necessidade do outro em ter determinada informação naquele momento.
Com estas interrupções tenho percebido, que minha capacidade de concentração diminuiu, pois, por vezes, paro de digitar um texto, quando retorno a ele, não sei, o que estava esclarecendo. Procuro fazer um roteiro (rascunho) das respostas aos expedientes diários como forma de ter uma sequência e não perder informações. Isto ajuda, mas devido às urgências, acabo fazendo isto mais com análises de documentos cujos textos são mais longos, por exemplo, um plano escolar. Em respostas mais curtas tento fazer este roteiro mentalmente, mas nem sempre isto se mostra eficiente, pois as vezes uma informação ou outra se perde durante as inevitáveis interrupções.
Você poderia dizer que é coisa da idade, afinal, como se vê na descrição de meu perfil neste blog, tenho mais de quarenta anos!
Observo jovens que trabalham comigo e outros com quem tenho contato no meu cotidiano, que padecem desta memória de curto prazo ineficiente. Há um certo jovem que, se não anotar o que se fala, não consegue depois transmitir um recado. Há outro, com quem tive contato recentemente, que me atendendo, em um cartório, distraído com o celular no facebook, não atentou para o que eu solicitei e fez o serviço parcialmente. Relatei esta experiência aqui no blog.
Tenho percebido em mim, que as vezes, foi me dito algo, e em seguida tento lembrar, o teor da conversa, mas não consigo.
Percebo também, que, por vezes, estando no computador, em casa ou no trabalho, realizando algo, acabo esquecendo o motivo principal de meu acesso a ele. O que estava buscando mesmo? Qual mensagem precisava responder? Que site ia abrir?
Nunca fui boa em com agendas (impressas). Primeiro porque, no início do ano, são muito caras. Depois, porque não gosto daquelas grandes, que você precisa de uma bolsa para carregá-las. As menores também pesam e acabam sendo um peso a mais na bolsa feminina, que, em geral, já é pesada! Desde o ano passado coloco meus compromissos no bloco de notas do celular. Criei, em minha memória, um esquema com as cores disponíveis no aplicativo para compromissos realizados, a realizar, lembretes gerais. Isto tem ajudado, pois consulto-o e verifico o que tenho a realizar e as datas. O bom disto é que o celular está sempre comigo. Também me ajudou muito!
Me sinto, as vezes, com um certo pessoa, que precisa registrar tudo de sua vida diária em um suporte à memória, pois não consegue organizar sua vida, pois sua memória de curto prazo não o ajuda nesta tarefa.
Que mudanças a tecnologia atual está operando em nós? Computadores, tablets, celulares, iPads? E as mídias sociais: facebook, twitter, instagram, linkedin, skoob, flickr, form.spring, e outras tantas...?
O desafio que deixo aqui, aos leitores, é se observar, observar sua rotina no trabalho e em casa, e comparar você com você mesmo: ontem e hoje. Quais mudanças percebe em você? Como era sua rotina antes e depois do computador e da internet? E sua memória? Continua a mesma?


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Desafio literário no Facebook

Está acontecendo no Facebook um desafio, que consiste em postar um poema por dia, e a cada dia desafiar quatro dos seus amigos a fazerem o mesmo.
Gostei da proposta e estou participando, porém desafiei a mim mesma a escrever os poemas e não postar poemas conhecidos, assim seria também um exercício criativo de escrita e de reflexão sobre a vida, sonhos, projetos, a escrita.
Abaixo os poemas, que redigi para o desafio, que vou postar aqui.

1º dia


Sentimentos do outono

O outono toca o apito do trem
Velho trem, de carga, que desliza pelos trilhos
Da bela, antiga, estação abandonada
Prometeram restaurá-la. Que nada!

O outono toca o leve e frio vento
Que sopra do Sul e varre a Cuesta
Esfria a face da bela jovem
E o corpo desnutrido do homem que dorme ao relento.

O outono toca minha visão
Que fica embevecida com suas cores
O amarelo do ipê
O ipê rosa
As flores brancas e translúcidas do ipê
Chuva constante durante o dia
Forrando o chão de branco.

O outono toca a suave música
Que emana do sino do Santuário                                
No ponto as pessoas se aglomeram
Se aquecem e o ônibus esperam.

O outono brasileiro e suas cores
Suas formas, suas dores, suas flores, amores
O caminho do outono vai dar
Em muitos lugares, praças, ruas
Da cidade dos Bons Ares.


Outono de 2015.

2ª dia

Quatro poemas

Tantos são os versos, estrofes, palavras, rimas
Qual deles mais gosto? Quantos li na vida?
Quais poetas mais me tocam? Os que falam da lida?
Os que falam do amor? Que se dedicaram a dura lavra?

Vinicius cantou a mulher, o amor, a vida
Florbela Espanca cantou o amor, a dor, sofrimento
Gregório, o Boca de Inferno, de versos ferinos
Olhar crítico sobre tudo: a vida, o sentimento.

Do que trata este poema? Deles.
Poetas, poetisas, e sua labuta diária
Debruçar-se sobre palavras, sons, combinações
Ler, reler, reescrever, refazer, soltar versos ao vento, doce brisa.

Brisa que os leva pelas ruas, estreitas, becos
Leva até os ouvidos da mulher, da menina, do menino
Do soldado, que marcha, que canta o hino
Desta que escreve este poema, enquanto brinca de rima.

Outono, de 2015

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