sábado, 21 de março de 2015

Escaladores e cola

Quando a gente pensa que já viu e ouviu de tudo sobre pais que superprotegem seus filhos, ouço uma manchete na TV, que não entendi direito, por isto fiquei atenta para assistir.
Além da chamada para a notícia era exibida uma imagem, que não entendi direito, tão exótica, que era. Em um prédio decadente pessoas escalavam paredes e janelas. Para quê?
O prédio era uma escola. Talvez pudéssemos imaginar, que o prédio estivesse pegando fogo, pais zelosos estivessem escalando paredes para resgatar seus filhos da morte iminente.
Não. Não era isso.
Talvez um assalto, com reféns, a polícia sem ter efetivo suficiente tenha recorrido aos populares para resgatarem crianças e jovens.
Não. Também não era o caso.
O ocorrido foi na Índia. Neste País, a exemplo de muitos outros, inclusive o Brasil, existe uma prova para alunos, que estão concluindo o Ensino Médio, só que neste caso a principal finalidade é conseguir uma vaga em uma Universidade.
Mas o que os pais estavam fazendo por lá? Atônitos? Desesperados a ponto de escalar as paredes, quebrar janelas, subir dois, três, quatro andares, escalando andar a andar, segurando-se nas paredes, janelas, parapeitos?
Ao assistir a notícia, por inteiro, fico mais perplexa ainda! Os pais dos adolescentes pularam cercas, alguns pagaram propina para os guardas, escalaram paredes, das janelas jogavam papéis, gritavam. Para quê? Para passar “cola” para seus filhos.
Não, senhores. Não era um tubo de cola tenaz. Não era um rolinho de cola Pritt. A cola em questão eram as respostas das perguntas das provas!
Quem atua na área da Educação já deve ter ouvido de tudo. Visto também muita coisa das pessoas responsáveis por educar crianças e jovens. Por exemplo, quando o Professor pede para ajudar na tarefa de casa, o responsável tem pressa de acabar, faz as tarefas pelo filho. Há aqueles que querem que o filho tire a melhor nota. Então faz o trabalho para o “pimpolho”. Acredita que, o professor, coitado, não sabe, não percebe o que o aluno é capaz ou não de fazer!
O que estes pais estão ensinando a seus filhos?
Aqui no Brasil chamamos de a “Lei de Gérson”. Qual a premissa desta lei? “Gosto de levar vantagem, em tudo, certo?”

Obs. Se você não sabe quem é o Gérson, assista o comercial no link abaixo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Mamonas nada assassinas

Há imagens que, ao fotografar, me remetem a lembranças da infância. Fico por instantes entre a lente e a memória. O presente se confunde com o passado. Fico inerte. Câmera na mão. Olhos no LCD. Meu cérebro revirando fatos passados, distantes, procurando uma referência, um acontecimento, que explique esta sensação. Parece um déjà vu.
No final de semana, domingo, manhã de sol gostoso, saímos para fotografar. Como o tempo estava meio incerto, ficamos nos arredores de nossa casa, nosso bairro. Tem uma um riozinho próximo, um pouco de mata, uma diversidade de plantas, as vezes flores, as vezes borboletas, as vezes pássaros, muitas vezes, gente.
Ao chegarmos próximos desta parte, que margeia o rio, onde se inicia a mata, comecei a fotografar uma planta. Folhas muito verdes. Muito viçosas. Sem muitas flores. Mas com seus frutos curiosos, algumas flores, que não lembro de ter visto antes. Fotografei. Primeira foto. Segunda foto. As lembranças distantes foram me invadindo.
Lembranças que não vivi. Filha caçula. Naquela época. Quatro irmãos. Três irmãos mais velhos e uma irmã. Muitos, muitos primos, algumas primas. Os primos se reuniam sempre para brincar, claro, brigar. As brigas aconteciam, mas não prosperavam, pois as mães, de ambos os lados, não davam muita corda.
Estas reuniões aconteciam quando morávamos em uma colônia, na qual moravam meus avós paternos, meus tios, tias, irmãos do meu pai. Cada um tinha seu núcleo familiar: esposa e filhos, ou, esposo, filhos. Imaginem uma época, na qual não havia televisão, as pessoas se recolhiam muito cedo, acordavam também muito cedo para trabalhar na roça de café. Claro, que nesta época, filhos eram também mão de obra. Devido a isto as famílias eram numerosas, por isto tínhamos primos com idades iguais ou muito próximas das nossas.
Não tenho muitas lembranças deste tempo, pois meu pai era o filho mais jovem, dos irmãos, eu a filha mais nova dele, logo, não lembro quase nada deste período, mas ouvi falar, ouvir contar histórias. Muitas histórias. Meu irmão mais velho até iniciou um livro para contá-las, mas não tive mais notícias, nem sei se deu continuidade a este projeto.
Nesta época de muitos meninos brincando juntos, inventando brincadeiras, porque não havia brinquedos industrializados. Um dos brinquedos mais comuns desta época eram as atiradeiras, chamados por nós, no interior do Paraná, de estilingues. Eram feitos de uma forquilha de madeira resistente e borracha de câmara de ar de bicicletas, que uma vez furadas, sem condições para remendos, eram reutilizadas para produzir este artefato. Além dele, do estilingue, era necessário algo para usar para atirar e acertar o alvo, fosse ele um passarinho, um mourão de cerca. O que se usava? Houve época, quando se morávamos perto de um ribeirão, se faziam bolotas de argila, barro. Elas eram secadas ao sol, depois utilizadas para se atirar. Quando não se podia mais fazê-las com este barro do córrego, pois morávamos, então, na cidade, a inventividade infantil logo encontrou substituto. E o que foi? Uma certa arvorezinha, que era plantada, cujos frutos acabavam servindo para se extrair óleo. Como eram os frutinhos? Redondos. Verdes. Vários espetinhos macios, de pontinhas levemente dobradas. Nesta fase não machucavam. Quando amadureciam, secavam, estes espetinhos ficavam secos, aí sim, podiam machucar. Nesta fase eram colhidos para se extrair o óleo.

Não. Os meninos não esperavam tanto. Os frutinhos verdes eram arrancados e utilizados como “balas” de seu estilingue. Passavam horas nesta brincadeira inocente, cujo objetivo era este: brincar. As vezes um ou outro poderia sair com um machucadinho, mas sem intenção do atirador. Afinal, no afã da brincadeira, o primo, de pontaria duvidosa, acabava acertando o outro.
Assim as mamonas faziam a alegria dos meninos correndo, com estilingues na mão, acertando os mourões, cupinzeiros, chiqueiros de porcos, as cercas do curral.



quinta-feira, 12 de março de 2015

Os heróis dos trens


 Não. Não fiz belas, poéticas e bucólicas viagens de trem. Aquelas viagens em trens que saíam das capitais e iam para outras cidades passando por belas paisagens, onde se viam muito verde, plantações, matas, casas simples, vacas pastando, pessoas elegantes nas estações de trem à espera do seu transporte para algum lugar.
Conheci este meio de transporte, mais de perto, após me mudar para uma cidade do Grande ABC, vizinha à capital, São Paulo. Utilizei o trem por muitas vezes aos finais de semana para ir até a capital e visitar alguns Museus, ir até a Santa Ifigênia comprar algum eletrônico, na época, o forte era a venda de som para carro, televisões, vídeo cassetes (você sabe o que é isto?).
Outras vezes, muitas, utilizei-o para ir participar de orientações técnicas, cursos e capacitações, que duravam de dois a cinco dias. As vezes ocorriam no Bairro do Bom Retiro, outras vezes em Perdizes, Campos Elíseos.
Nestas ocasiões, durante a semana, vivenciava a vida real das pessoas, que utilizam este transporte público diariamente para ir trabalhar. O trem já vinha lotadíssimo de Mauá. Quando parava na estação da cidade onde morava, a plataforma lotada, também, as portas se abriam e era aquele espetáculo de falta de educação de muitos. Os que estavam dentro se empurravam para tentar sair, os que estavam fora, se seguravam na lateral da porta para não cair, não ser levado, conseguir entrar no trenzão.
A maior parte destas viagens fazíamos em pé, pois não havia lugar vazio para nos sentarmos. Muitas vezes não havia nem onde segurar. Também não havia como mover os pés para encontrar uma posição mais confortável!
O que lembro destes momentos? “Flashes”. Uma ou outra pessoa com um livro na mão. Um ou outro sujeito com o jornal Agora, se deliciando com as notícias escritas de forma sensacionalista para uma leitura rápida. Pessoas desmaiavam por falta de ar, acredito! Vi algumas vezes esta cena. O cheiro. Este povoa minhas lembranças. O cheiro em cada vagão dependia das pessoas, que se aglomeravam como sardinhas. Havia aquelas pessoas, em geral homens, que já vinham cheirando a bebida alcoólica. Outros cheiravam a falta de banho. Sim, falta de banho. Não era aquele suor normal, de quem tomou banho, mas em meio ao amontoado de pessoas, calor, aperto, transpirou e molhou a roupa recém vestida. Era aquele odor de semana ou mais sem tomar um belo banho. Havia também aqueles homens, que se aproveitavam do aperto para se encostar ainda mais nas mulheres.
As cenas bucólicas? Neste trajeto não há paisagens bucólicas. Na maioria das vezes nestas viagens durante os dias úteis não conseguíamos ficar perto das janelas do trem para ver a paisagem. Esta ainda lembro. Em alguns trechos os enormes barracões, que, em tempos antigos, guardaram a riqueza de São Paulo, que saía das inúmeras fábricas e percorriam os trilhos. Atualmente muitos deles abandonados. Como o prédio imenso da antiga fábrica da cerveja Antártica. Em outros se viam, ainda se veem, as casas muito humildes, que foram construídas à revelia do poder público, às margens da linha férrea, todas elas muito estreitas, dois, três andares, grudadinhas umas nas outras, os encanamentos saindo pelos muros e entrando no espaço público das linhas. Outras ainda bem precárias. De madeirite. Ficava imaginando como elas sustentavam o peso dos móveis e das pessoas lá dentro. Como será que elas ficavam com o trepidar gerado pelos trens, que se revezavam pelos trilhos em curtos espaços de tempo?
Fiz algumas viagens aos finais de semana. Outra realidade. Nestas as pessoas iam confortavelmente sentadas. Sem empurra-empurra, sem atropelos. Sem vendedores ambulantes nos corredores gritando estridentemente para vender seus produtos. Famílias, jovens, idosos, enfim pessoas, que iam passear, visitar algum parente, usufruir das possibilidades de lazer da cidade de São Paulo. Podíamos respirar melhor, pois as janelas ou o ar condicionado, mais recente, conseguia dar conta desta quantidade de pessoas. Podíamos olhar pela janela e observar detalhes não vistos na paisagem urbana. A bela arquitetura de algumas estações, como a da Luz, a Julio Prestes. Uma igreja ortodoxa, mais alta do que a rodovia, em um bairro qualquer, cujas torres, muito diferentes, se destacavam das demais construções. O trenzinho restaurado na Hospedaria dos Imigrantes. Ficava imaginando como seria fazer um passeio nele. Maria Fumaça à vapor. Vagão de passageiros de madeira. Saudosismo de algo que não vivi.
Certa vez assisti uma entrevista da Irene Ravache, atriz, que morou, na juventude nesta cidade do ABC. Ela contava que, muito jovem, teria ido, de trem, à São Paulo para trabalhar. Entrou no vagão, vestida como sempre, provavelmente roupas curtas. Segundo ela ao vislumbrar os trabalhadores, as pessoas, conheceu um outro mundo. Todos a olharam, de cima em baixo, olhos desconfiados, talvez interesseiros, olhares maliciosos.
Quem, como eu, veio de cidadezinha do interior, onde nem se pensava em trem, não se conhecia a rotina estressante de cidade grande, o corre corre, o aperto desumano nos vagões dos trens, os semblantes cansados dos trabalhadores, não sabe o que é isto. Assusta-se, ao vivenciar, cenas como as relatadas por mim.
Nestas viagens a trabalho, quando ia com outros amigos, sempre comentávamos o quanto estas pessoas sofrem, por fazer diariamente estas viagens em condições tão precárias, sem conforto praticamente nenhum. São Heróis!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Prestação de serviços x qualidade

A mídia, em geral, fala muito sobre os serviços públicos, em geral, criticando a má qualidade dos serviços prestados. Por que não se fala também dos serviços privados? Será que a prestação de serviços por empresas particulares é tão bom assim, que não precise ser criticado?
Vou contar duas experiências aqui, ocorridas comigo e familiares, referentes às Oficinas Mecânicas cujos nomes não citarei, mas citarei que ambas são autorizadas e supervisionadas por uma grande empresa de seguros de automóveis, casa, vida.
A primeira aconteceu em Campo Grande há cerca de quatro anos. Estávamos em viagem para uma cidade próxima a Cuiabá, Mato Grosso. No segundo dia de viagem, saímos de Campo Grande objetivando adiantar nossa viagem. Após cerca de 30 quilômetros percorridos nosso carro teve um problema na embreagem. Paramos repentinamente. Ligamos para a seguradora, cuja central de atendimento fica em São Paulo. Primeiro problema foi fazer a atendente entender, que no local onde estávamos não havia um ponto de referência, que não fossem árvores, cercas e porteiras de fazendas, muita soja. Não havia posto de gasolina, lanchonete, nada! Conseguimos acionar o seguro para trazer um guincho e um táxi. Retornamos para Campo Grande, cidade mais próxima, que tinha mecânica autorizada. Deixamos o carro na mecânica para os reparos necessários. Dormimos novamente na mesma cidade. Quanto ao apoio quanto ao guincho, táxi, pagamento de diária do hotel, possibilidade de continuarmos a viagem de avião e carro alugado, não tivemos críticas. Mas e a mecânica?
Esta merece um parágrafo à parte! Pois bem. No outro dia retiramos o carro, acreditando que fora corretamente consertado e seguimos viagem. Estávamos na Rodovia BR 163, ainda no Estado do Mato Grosso do Sul, próximo à divisa com o Mato Grosso, em uma cidadezinha chamada Sonora, quando um parafuso da embreagem soltou, bateu no carro. Achamos que tivesse sido alguma pedra. Ainda rodamos um pouquinho, em seguida, novo baque. O carro parou! Sorte nossa, que paramos próximo a um posto de gasolina grande e com borracharia e mecânica. O mecânico deste lugar, um rapaz simples, rapidamente verificou o carro, nos informou que um dos parafusos da embreagem havia sido mal rosqueado, se soltou. Demorou certo tempo até que alguém fosse até a cidade buscar as peças necessárias. Ficamos esperando! Atrasou novamente nossa viagem. Gastamos mais para realizar o reparo. Além disto o estresse, pois estávamos ainda longe de nosso destino, teríamos que tentar ganhar tempo. Feito o conserto, seguimos viagem, agora sem outros sobressaltos.
Após o retorno da viagem de férias, mandei um e-mail para a tal mecânica autorizada relatando o ocorrido, inclusive com fotos de nosso carro mecânica de beira de rodovia. Contei, em detalhes, os problemas que tivemos. O proprietário pediu mil desculpas! Fiz questão de informá-lo para que ele pudesse acompanhar de perto o trabalho realizado por seus assistentes, segundo ele, jovens recém-saídos de uma escola de aprendizagem industrial.
Este ano, agora, há poucos dias, necessitei levar meu carro para uma revisão de rotina. Mesmo tendo passado por esta experiência anterior, resolvi dar um voto de confiança, levei o veículo a uma mecânica conveniada e autorizada pela tal empresa seguradora. Avisei, que era somente uma revisão de rotina, que o carro não apresentava problemas. Alertei também para o fato de utilizá-lo para trabalho, que, por vezes, viajava por estradas vicinais, onde nem sinal de celular tem, por isto precisaria estar com o carro em ordem.
Passados alguns dias entraram em contato comigo. Estive na recepção da mecânica e a lista de peças a serem trocadas foi bem maior, do que eu esperava. Pensei... eles são os especialistas! Autorizei que fosse feito o conserto. Demoraram alguns dias tive meu carro de volta. Na primeira viagem a trabalho, observei que o carro estava com um barulho, que não havia antes. Entrei em contato com a recepcionista da mecânica, relatei o problema. Novamente fiquei sem o carro, que ficou por mais alguns dias lá até que recebesse o diagnóstico. Segundo o mecânico a correia do motor, trocada, teria vindo com defeito e teria sido substituída.
Peguei novamente meu carro. Fiquei com ele por mais alguns dias. Coincidiu que nestes dias o clima na cidade e região estava muito ameno e chovendo. Viajei com ele, neste período, não houve maiores problemas. Certo dia, saindo de minha casa, rodado cerca de uns quinze quilômetros, na cidade, em velocidade baixa, o carro começou a aquecer. Percebi o ponteiro do indicador de temperatura do motor subindo, de repente deu um salto, do primeiro quarto do mostrador para o último.
Entrei em contato com a mecânica, pela terceira vez, contei o ocorrido. Me orientaram a chamar o guincho da seguradora. Fiz isto. Meu carro saiu guinchado de casa. Fui até a referida empresa, contei novamente o ocorrido ao mecânico, que havia me atendido das outras vezes. Contei também dos transtornos advindos destas idas e voltas do carro, cada vez com um problema novo. Desta vez foram feitas duas vistorias no carro: do guincho e da mecânica. Novamente o carro ficou alguns dias lá, até que tivesse outro diagnóstico. Segundo o mecânico a válvula termostática teria vindo com defeito.
Diante destes problemas me questionei. Se foram colocadas peças novas, como elas apresentaram defeito de imediato? Se o carro estava com peças “velhas” e não apresentava defeitos, até então, como estariam ocorrendo com peças novas?
Que garantia temos nós, consumidores/clientes, que os serviços prestados por estas empresas são de qualidade? Que garantia temos, que as peças colocadas em nossos carros são novas? Que garantia temos que a troca de X peças foi mesmo necessária?
Abri uma reclamação junto à seguradora relatando o ocorrido no tal Centro Automotivo, objetivando mostrar, primeiro, minha indignação com a qualidade dos serviços prestados, bem como que sejam tomadas providências visando sanar problemas como este, para que os mesmos não ocorram com outros clientes.
O que aprendi com tudo isto?
1.    Verifique atentamente a vistoria feita no recebimento do veículo pela mecânica. Observe se anotaram como você deixou o tanque do combustível, se cheio, pela metade, com um quarto. Observe quando buscar o carro, quanto foi utilizado do combustível em “testes” com o carro.
2.    Peça, ao receber o veículo, para ver todas as peças trocadas do seu carro (as velhas).
3.    Caso tenha alguma observação a fazer sobre o carro, faça no impresso da vistoria no ato da entrega dele à mecânica.
4.    Se sentir que o serviço não foi adequado, entre em contato com a seguradora, formalize sua reclamação. Quem sabe desta forma, as seguradoras exijam mais qualidade dos profissionais, que prestam serviço nestas autorizadas.
5.    Se achar, que não foi suficiente, vá ao Procon!
6.    Antes de deixar seu carro em uma destas mecânicas autorizadas das seguradoras, converse com outras pessoas, que tenham o mesmo seguro que o seu, verifique se já utilizaram este serviço e qual a avaliação, que fizeram do serviço prestado.



sexta-feira, 6 de março de 2015

Nunca estamos prontos!

Mais uma vez perdemos uma pessoa querida de nossa família. Uma de minhas tias, que já estava com cerca de 80 anos, nos deixou hoje pela manhã. Era esposa de um de meus tios, que havia falecido há uns oito anos.
Outro dia, em casa de um de meus irmãos, conversava, à noite, com minha sobrinha de oito anos. Durante o dia, acredito, falamos, eu e a mãe dela, de morte. Não lembro bem de quem. Mas deve ter sido no meio de uma conversa comum, sem muita ênfase no tema. A menininha ouviu. Deve ter ficado o dia todo pensando naquilo. À noite, pediu para deitar ao meu lado, e ficamos conversando. No meio da conversa saiu a fala de preocupação “Tia, não quero que morra ninguém de minha família, ninguém que amo.” Fiquei por instantes sem saber o que falar, mas para deixá-la mais tranquila, disse que não iria morrer ninguém, que ela não se preocupasse com aquilo.
Não sou adepta de usar mentiras com crianças, mas a vida irá mostrando este lado, que é da própria vida, das perdas.
Tive muita sorte, muita felicidade, pois durante minha infância, adolescência, início da vida adulta não perdi pessoas de minha família. Perdi meu avô, quando eu tinha uns catorze anos, mas ele já estava com uns noventa e dois anos. Tinha vivido sua vida, tido seus filhos, visto muitos netos e bisnetos. A vida dele seguiu o curso normal!
Não. Não estamos prontos!
Minha sobrinha, criança, inocente, não está pronta para perder ninguém e isto a amedronta.
Tenho mais de quarenta anos e não estou pronta!
Já tive(mos) várias perdas em nossa família. Primeiro meu pai. Depois dele, em um intervalo de cerca de três ou quatro anos, foram, um a um, os irmãos dele. Depois dois primos jovens, cerca de quarenta anos de idade, um de acidente e outro de câncer. Os pais deles, um já havia morrido, o outro, morreu meses após a morte do filho. A mãe deste que morreu de acidente, morreu ano passado. Não aguentou a perda do filho, perda de irmãos, cunhadas. A saúde dela foi definhando pouco a pouco. A tristeza foi maior e a venceu!
Há algum tempo comprei um livro da Lya Luft, que fala disto. Perdas. Deixo aqui um pensamento desta obra, que não tira a tristeza, mas pode nos ajudar a entendê-las como algo da vida.

“Não queremos perder, nem deveríamos perder: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas perder e ganhar faz parte do nosso processo de humanização.” (Lya Luft

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Evito escrever aqui, neste blog, sobre minha vida pessoal, pois desde   o princípio não tive isto como proposta. Tento evitar também trata...

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