segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

DICAS PARA ESCREVER E PUBLICAR UMA REVISTA DIGITAL

Fiz um teste e, com um material pronto e de minha autoria, e tentei postá-la na plataforma “issue”. As primeiras vezes fiz o texto no word, alinhei as fotos também, salvei o documento e fiz o “upload”. Surpresa: algumas coisas ficaram fora do lugar. A formatação inicial foi prejudicada.
Compartilhei no facebook e recebi dicas preciosas, uma em especial, salvar o documento em pdf para depois fazer o “upload” para o site do issue.
O próprio site dá orientações para cuidados com o conteúdo da revista, caso contrário, a mesma poderá ser retirada da internet. São eles:
- não fazer plágio, ou seja, copiar texto e imagens de outros autores, conhecidos ou não;
- não utilizar material pornográfico.
Se for fazer alguma publicação envolvendo crianças e/ou adolescentes são necessários cuidados também:
- ter autorização dos pais/responsáveis para utilização da imagem, que seja por escrito, informe quais usos serão feitos da imagem:  material impresso (livro, revista, outdoor), material on line (site, blog, revista on line, vídeo);
- não utilizar imagens da criança/adolescente, que possam causar vergonha, vexame;
- se for utilizar fotos de alguma instituição, escola, por exemplo, também não necessários cuidados para não expor negativamente o local, nem professores e funcionários.
Há leis que asseguram os direitos de uso de imagem, por isto mencionei os cuidados acima.
Há também leis, que punem o plágio, seja de texto, foto, vídeo, portanto, também cuidado ao fazer suas postagens em sites, blogs, e afins.
Falamos das leis, mas falta falar de algo muito importante: o texto. Antes de publicar sua revista, peça para alguém, ler o texto, verificar se ficou claro, bem como apontar correções da Língua Portuguesa. Se for uma publicação de escola solicite a um Professor de Português, pois desta forma não passará pela chateação de colegas apontarem seus erros após a publicação.
Em revistas e jornais de grande porte há um revisor, que faz o trabalho de reler os textos, indicar as correções necessárias, sejam elas ortográficas, ou aquelas para melhorar a coesão e a coerência textuais.
Nas dicas abaixo há uma apresentação disponível no slideshares, que traz dicas sobre as melhores fontes para se utilizar, em cada situação, em como análise de algumas capas de revistas famosas, entre outras, que poderão ajudá-lo a dar uma identidade a sua publicação.
Mãos à obra!

Abaixo o link para a última versão da minha primeira revista:
https://issuu.com/fotosememorias/docs/texto_para_revista_on_line_-_com_ca_f3d188e9a59737/1?e=0 

Consulte as leis abaixo e informe-se:
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. - Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. – Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm

LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. - Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. – Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm

Quer algumas dicas, simples, de design de publicações?


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Do que é feito um texto?

Do que é feito um texto? Talvez o leitor imediatamente responda: “De palavras”. Eu digo que não. Um amontoado de palavras não faz um texto. Frases desconexas não fazem um texto. Garatujas não fazem um texto.
Um texto é muito mais do que um amontoado de palavras. Para escrever este texto, recorro ao conhecimento adquirido nas muitas aulas de Língua Portuguesa, que me deram o embasamento para utilizar os artigos, substantivos, adjetivos, verbos, numerais, advérbios, bem como juntá-los de tal forma a formar frases, períodos, que são conectados pelas conjunções, preposições.
Quando escrevo, atualmente, após ter estes conhecimentos implícitos no meu ato de escrever, tal como motorista experiente não fico pensando se isto é um advérbio ou um verbo, nem onde ele irá.
Quando escrevo um texto, seja ele qual for, também recorro a leituras, que fiz, a conversas que tive com outras pessoas, a programas que assisti.
Não escrevo somente porque fui ensinada a escrever. A educação básica me deu os conhecimentos básicos da Língua Escrita, que foram aprofundados na Faculdade de Letras, mas também não tive nestas formações propostas de escrita de gêneros diversos.
Quando fiz a educação básica, os professores mal nos deixavam falar. Aula dialogada? Nem se falava nisto. As redações eram poucas. Biblioteca na Escola? Nunca entrei em uma. Havia, no terreno do prédio da Escola, uma casa, que diziam que era a biblioteca, mas nunca a vi aberta aos alunos. Mais tarde no Ginásio, em novo prédio, recém-inaugurado, havia uma biblioteca, pois as portas eram de vidro, mas nunca nenhum professor, que eu me lembre, nos levou até lá.
Na faculdade tive acesso à Biblioteca, que tinha um acervo muito bom, cujo espaço era muito bem iluminado. Neste local estudávamos para as provas, em uma sala, onde ficava a hemeroteca. Uma sala pequena, nos fundos da biblioteca, com uma mesa quadrada no centro, uns sofás vermelhos para sentarmos e fazermos nossas leituras. Tinha uma bibliotecária, a D. Maria Sandri, que gentilmente atendia os alunos.
Além desta biblioteca, mas na mesma época, tive acesso a uma biblioteca particular, da D. Lúcia, nossa vizinha. Ela abriu as portas de sua biblioteca e tive acesso aos livros, de cada dura, de literatura brasileira. Li praticamente todos os livros do Fernando Sabino, que levava para o ponto de ônibus, onde esperava o transporte lendo um livro ou estudando para as provas. Lia também os livros solicitados pelos Professores da faculdade.
Nesta época não escrevia muito, mas lia muito. Via amigos, que tinham uma facilidade enorme para escrever, como o Pedro Nóbrega, que escrevia poemas durante as aulas. Das mãos fortes do pedreiro saíam versos e rimas, que eram escritos, as vezes, no caderno das amigas, ou no jornal do Centro Acadêmico.
Continuo lendo, assuntos relacionados ao meu trabalho, jornal, revistas sobre fotografia, blogs.
Destas leituras, das conversas, surgem as ideias para escrever meus textos. Das minhas vivências, das histórias de vida de amigos e parentes. Meus textos se alimentam de vida. Se alimentam de ficção. Se alimentam do cotidiano.
Mas o que me estimulou a escrever?
Falarei sobre isto em um outro texto, em uma nova postagem. Aguarde!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Propaganda da morte

Por muito tempo moramos em uma cidade de cerca de setecentos mil habitantes, onde mal conhecíamos os vizinhos, pois raramente os víamos e os diálogos raramente ocorriam. Com uma cidade deste tamanho e a correria do cotidiano, muito raramente ficávamos em casa durante a semana. Raramente sabíamos se tinha morrido alguém no bairro, só se fosse alguém muito amigo ou das nossas relações profissionais.
Em cidades menores os vizinhos acabam se vendo mais. A cultura destas cidades também é diferente, aliás como em todo nosso País, tão grande com tanta diversidade.
Curiosamente na região onde moro agora, aprendi que existe o que uma conhecida chamou de “propaganda da morte”. Há ainda uma amiga, que sempre tem umas “tiradas”, que fala que por aqui não basta ter uma tragédia, precisa sair anunciando-a pelas ruas.
Por aqui quando morre alguém as funerárias têm um serviço muito peculiar. Sai um carro de som pelas ruas da cidade, anunciando quem morreu, horário e local do enterro, quais os entes queridos deixados pelo morto. A voz do homem que faz a gravação destes anúncios fúnebres tem um tom triste, monocórdico, grosso, que se espalha como piche grosso se espalha pelo asfalto, aos poucos, lentamente, queimando tudo.
Em uma cidade vizinha a prática é outra. Segundo uma conhecida que mora lá, contou-me isto hoje. A partir da fala dela saiu o título deste texto e, claro, a ideia de escrevê-lo.
Nesta cidade com nome de santo, pequena, onde a maioria se conhece, são feitos os “santinhos”. Não são aqueles para agradecer graça recebida com a foto do santo de devoção. Coloca-se a foto do morto, informações sobre o velório. Colocava-se o endereço da casa do morto, mas como isto levou os meliantes a assaltarem estas residências, pois, na data do velório, se encontravam vazias, deixaram de publicar estes dados.
Esta amiga disse que detesta esta prática, pois dias após o enterro do defunto, são achados os santinhos pelas ruas e calçadas, sendo pisados pelos pedestres, ainda por cima sujando os espaços públicos.
Curiosamente por aqui não existem velórios públicos, como em cidades maiores, onde os velórios são feitos em velórios municipais e sem custos para a família do morto. Por aqui existem pessoas que ganham com a morte. Não critico estes, pois encontraram um nicho de mercado e investiram nele. Mas e aqueles que não podem pagar? Velam seus entes queridos onde? Acho que, como antigamente, nas casas!
Existe este tipo de anúncio na sua cidade? Como é feito?



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