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Mostrando postagens de Dezembro, 2013
Amigos e leitores deste blog, final de ano chegando, férias também. Ficarei fora por um período de uns 20 dias, portanto as postagens também ficarão em “stand by”. Peço a compreensão de todos, mas prometo novas postagens no próximo ano, novidades, fotos, muitas fotos.
Desejo a todos um FELIZ NATAL e um ano no REPLETO de coisas boas!

Pensamentos sobre a morte e a vida

Na minha infância convivi com pessoas idosas, sempre gostei de estar próxima de gente mais velha, mais experiente. Mesmo com esta proximidade a morte não era tão próxima, pois no interior, naquela época, as pessoas morriam, em geral, somente de velhice. Desta época lembro-me somente da morte de uma velhinha, tia de um amigo de meu pai, cujo velório fomos. Na verdade eu fui levada, não me lembro de quem foi a ideia. Eu era muito pequena, nem sei ao certo a idade que tinha. Este velório, em uma casa simples, de madeira, no sítio, rodeada de árvores. Imagine um lugar destes somente com iluminação de velas, as pessoas ao redor do caixão, pessoas chorando, se lamentando, outras falando baixinho, cochichando. Eu presenciando tudo isto! Esta cena escura, cujo local mais iluminado era um caixão de defunto. Isto me deixou de tal foram aterrorizada, que no dia seguinte tive febre! Até hoje não gosto muito de lembrar disto! Os anos se passaram, rapidamente. Há pelo menos treze anos tenho vivenciad…

Passagem anônima

Ninguém sabia de onde ela havia aparecido. Perambulava pelas ruas da cidadezinha, para lá e para cá, o dia todo. As vezes limpa, as vezes suja, roupas puídas, descalça, as vezes comia, outras não. Mulher, uns 40 anos, magra, esbelta, mas maltratada pelo tempo, pela vida, sofrimentos, fome, ainda por cima “sofria de acessos...”, era assim que os mais antigos falavam das crises epilépticas. O nome dela? Ninguém sabe, mas como era baixinha, apelidaram-na de joaninha, assim mesmo, pequenina, rápida, como o inseto. Era querida por algumas pessoas, que lhe davam almoço, janta, bastasse para isso que ela apontasse no portão, com aquela carinha de criança faminta, olhos já sem brilho, sem esperança. Uma vez, disseram, comentaram muito pela cidade afora, que ela havia sido estuprada pelo padrasto, por isso sumiu sem rumo, andando pelas estradas do País, as vezes acompanhada de outras mulheres, nunca homens, as vezes de cachorros, mas sempre sem nada, nem uma bolsa, sacola, saco, onde pudesse leva…