domingo, 19 de agosto de 2012

Experiência, conhecimento de mundo e atendimento ao consumidor


Na semana passada vi na tv algumas reportagens, que tratavam sobre a qualidade da Educação no País, enfatizando o quanto os alunos saem mal preparados do Ensino Médio, como as empresas procuram sanar este problema, por outro lado, a reclamação das Universidades que têm baixado seu nível, devido à necessidade de sanarem dificuldades trazidas pelos alunos em sua trajetória  na Educação Básica.
Mas como isto influencia o nosso cotidiano? Você já parou para pensar nisso?
Na mesma semana fui a um supermercado da cidade onde moro. Nele faço minhas compras do mês, de vez em quando compro marmitex.
Para comprar o marmitex, em geral, vou até lá, fico diante de um grande balcão, onde estão expostos diversos tipos de guarnições, “misturas”, bem como há algumas atendentes para montar o pedido.
Na semana em questão havia uma nova atendente, pois não tinha sido atendida por ele, nem me lembrava do rosto. Não tenho preconceitos contra pessoas que estão começando, pelo contrário, em geral são funcionários que não têm certos vícios, adquiridos pelos mais antigos.
A mocinha veio gentilmente me atender, de imediato já falei o tipo de marmitex, que desejava. Quando chegou o momento de escolher as guarnições, já tinha olhado os pratos expostos, disse que queria abobrinha e mandioquinha. Apontei com o dedo, colocando-o no vidro do balcão.
A gentil atendente me corrigiu, dizendo que aquilo que eu queria era batata doce!
Ela não me conhecia. Era a primeira vez que nos víamos. Não conhecia minha vida, nem minha história, muito menos os conhecimentos que possuo.
Ela não sabia por exemplo, que morei no sítio, que sempre tivemos horta em nosso quintal, que morei muito tempo no interior, nem que morei muito tempo em cidade grande, onde fazia feira todos os finais de semana, nos quais escolhia diante de uma gama enorme de verduras, legumes e frutas, aqueles que levaria para minha casa.
Ela também não sabia, que eu cozinho. Que gosto de cozinhar, que conheço frutas, verduras e legumes. Muito mais os legumes, pois como bastante. Aliás sempre comi, pois como disse, tínhamos horta no quintal. Desde criança comia as mais variadas verduras e os diferentes legumes, que meus pais plantavam nas nossas hortas.
A mocinha talvez nunca tenha comido mandioquinha, pois não é um legume muito barato. Talvez ela também nunca tenha comido batata doce.
Batata doce nós comíamos assada na fogueira de São João. Comíamos cozida e com açúcar, comíamos frita.
A tal da mandioquinha já utilizei para fazer papinha para meus irmãos gêmeos, quando eram bebês. Utilizei para fazer sopa, pão de mandioquinha (uma delícia!).
Ela nem pensou, que eu poderia saber do que estava falando. Nem tudo estava perdido... Ela teve o bom senso de perguntar a outra atendente, mais experiente que ela, se aquilo, em pedaços cozidos, de um amarelo vivo, contrastando com o cheiro verde, era batata doce. Claro que a resposta foi... “Não, isto é mandioquinha!”
O que isto tem a ver com o começo do texto? Tudo!
Os jovens, adolescentes, além de não adquirirem os conhecimentos que a Educação Básica tenta ensinar, também não adquiram conhecimento de mundo, vivência.
Neste caso, acredito, a empresa contratante deveria oferecer a jovem uma orientação, antes mesmo de colocá-la para atender ao público. Talvez passar um tempo na cozinha, ajudando a descascar legumes, lavar verduras, ir aprendendo o nome de cada uma delas, verificando a aparência dos mesmos nos pratos prontos, fosse uma boa!
Aquela empresa americana, famosa, de fast food faz isso com seus funcionários, ou seja, eles passam por todos os setores das lanchonetes, desta forma aprendem a dinâmica do local, bem como as regras, resumindo, adquirem uma bagagem sobre a empresa e os produtos vendidos, aprimoram a visão da própria empresa, bem como melhoram as técnicas de atendimento ao cliente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Agradecimentos a duas pessoas especiais


Fiz uma postagem no facebook, falando dos mais de 16.000 acessos do blog, agradecendo os amigos, que o visitam.
Depois desta postagem fiquei pensando nas pessoas, quais delas teriam me dado algum incentivo, em algum momento, fazendo uma retrospectiva de minha História como blogueira.
Quando comecei, há não sei quanto tempo, iniciei com um blog, no weblogger (nem sei se ainda existe), no qual eu falava de leituras minhas, opinava sobre os livros, mas acabei abandonando, pois acho que era imediatista, além do fato de na época, trabalhava em uma escola de tempo integral, que exigia muito de mim.
Tempos depois, resolvi retomar a ideia do blog. Comecei a fazer umas postagens, já no Impressões Noturnas, mas algo meio sem pretensão. Nesta época, quando postei um dos primeiros textos, uma colega de trabalho, a Giane, leu o texto “Marcas da alma” (http://impressoesnoturnas.blogspot.com.br/2008/05/marcas-da-alma.html) e disse que gostou muito do jeito que eu escrevia.
Em 2009 devido a problemas pessoais, deixei o blog meio de lado, foram somente nove postagens. Precisava organizar minha vida pessoal, para então ter motivação para escrever, ou melhor, ter prazer.
Em 2010 retomei o blog, agora com mais vontade, intensifiquei as postagens. Em 2011 coloquei como uma de minhas metas para o ano, atualizar o blog ao menos uma vez por semana, bem como divulgá-lo mais. Fiz isto!
No início deste ano também fiz minha lista de objetivos a alcançar, e entre eles, claro, estava o blog: a atualização periódica, a divulgação, a incrementação.
Fui muito incentivada nos últimos 3 anos, por um grande amigo, cuja amizade dura catorze anos. Atualmente nos falamos pouco, devido á nova rotina de cada um, mas sempre que possível nos falamos pelo MSN.
Quero agradecer o incentivo destas pessoas, que generosamente me incentivaram, seja com uma palavra, ou com várias delas. Meus agradecimentos a Giane (ex-funcionária da EE Pe. Louis J. Lebret) e ao Andrade (Ex-ATP de Informática), pois sem eles minha estrada e minha caminhada não seria a mesma!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Encceja e CEEJA: qual a diferença?


Estamos novamente em época de avaliações para eliminação de matérias. Até o ano passado tínhamos o Encceja para o ensino fundamental (1ª à 8ª série, atualmente 1º ao 9º ano) e o Enem para o Ensino Médio.
Recentemente fomos surpreendidos com a notícia do retorno do processo chamado por alguns de eliminação de matérias, mas cujo nome é “Exames Supletivos 2012 – Ensino Fundamental e Médio”.  As inscrições foram abertas as 10h00min do dia  13/08/2012 às 18h00h do dia 27/08/2012.
Você deve estar pensando... “Quem pode participar desta avaliação?”  Por exemplo se você está cursando o Ensino Médio e está na idade correta (15 a 17 anos), você não pode, pois não tem um dos requisitos. Quais os requisitos então?
- Para o Ensino Fundamental, o candidato deverá ter 15 anos completos ou a completar na data da realização da primeira prova.
           - Para o Ensino Médio, o candidato deverá ter 18 anos completos ou a completar na data da realização da primeira prova.
Para realizar sua inscrição, deverá ter em mãos o RG e o seu CPF (documentos obrigatórios), acessar o site: http://concursos.edunet.sp.gov.br/examesupletivo2012/
Após concluir sua inscrição será emitido um protocolo com o local, horário e data PREVISTOS para a realização da prova.
Outra coisa importante é que o candidato tenha um endereço de correio eletrônico válido e que acesse periodicamente, pois algumas avaliações podem enviar comunicações por e-mail.
No Estado de São Paulo, em algumas cidades, há outras opções para quem quer estudar, mas não pode freqüentar as aulas diariamente, são os CEEJAs. Mas o que é um CEEJA?
Segundo informações do site da Secretaria de Estado da Educação o CEEJA, Centro de Estadual de Educação de Jovens e Adultos, é uma instituição de ensino de organização didático-pedagógica diferenciada e funcionamento específico, destinado a alunos que não cursaram ou não concluíram as etapas da educação básica, correspondentes aos anos finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio,  cujo objetivo é oferecer cursos de Ensino Fundamental e Ensino Médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
Quer saber mais sobre o CEEJA? No link: http://faq.edunet.sp.gov.br/faq.asp?pesq=1&intCodassun=985&intClass=26&intAgrup=38 você tem um FAQ (perguntas e respostas), que explicam  TUDO sobre o CEEJA.
Se você quer horário flexível e auxílio de professores para tirar suas dúvidas, o CEEJA pode ser a resposta!
Faça uma boa escolha! Prossiga seus estudos, pois como disse um senhor, com quem conversei dia destes, “se com estudo é difícil, sem ele é mais difícil ainda!!!”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Trânsito de interior... nem tanto!


Voltei a dirigir há um ano. Anteriormente dirigi em uma cidade de 700.000 habitantes, de trânsito complicado, muitos ônibus pra lá e pra cá, congestionamentos, muitos pedestres, claro.
Neste período dirigia pouco, ia para o curso de informática à noite no centro da cidade, deixava o carro em estacionamento pago, voltava pra casa.
Quando ia ao supermercado, ia com o marido, que ia dirigindo.
Agora que voltei a dirigir, porque quis voltar, porque senti necessidade de maior independência, bem como de poder ir e voltar aos lugares, sem ter que ficar mais de uma hora no ponto de ônibus em pé, contando os outros ônibus, ouvindo histórias da vida alheia, fofocas do bairro, etc.
Mudei, claro, de cidade, percebe-se pela rotina no ponto de ônibus e pela demora dos coletivos. Uma cidade bem menor, mas considerada de médio porte.
Aqui o trânsito é complicado em alguns horários: de manhã, no final da tarde, no horário do almoço, pois as pessoas vão almoçar em casa e voltam. Há algumas ruas, onde o tráfego é mais complicado.
Tenho observado muito o comportamento dos motoristas  ao volante, porque preciso dirigir por mim e pelos outros.
Tenho visto de tudo:
- gente que dirige falando ao celular;
- gente que não usa seta para indicar em que rua vai entrar ou onde vai estacionar, ou se está saindo do local onde ficou estacionado;
- gente que faz retorno proibido;
- andar à noite sem uma lanterna acesa, ou seja, totalmente às escuras: sem farol, sem seta, sem nada!
- estacionar em vaga de idoso (sem ser idoso).
Além destas clássicas, tem uma nova: estacionar na zona azul e não pagar o estacionamento, porque não sabia que era cobrado! Esta situação vi uma vez, logo que implantaram o sistema.
Tem uma avenida da cidade, ontem tem um semáforo em frente a um grande supermercado, abaixo do semáforo uma lombada bem larga e uma faixa de pedestres. O semáforo é acionado pelo pedestre. Adivinhem o que mais acontece neste lugar? Você sabe?
Então envie sua resposta pelo COMENTÁRIO abaixo desta postagem. Ficarei feliz em ler as participações! 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Histórias insólitas de concurseiros sem noção


Há algum tempo fiz um texto com dicas para concurseiros de primeira viagem, mas estive pensando “Será que alguém tem histórias curiosas sobre concursos?”
Eu nunca vivenciei histórias curiosas nos concursos dos quais participei, mas tenho ouvido algumas curiosas, até mesmo insólitas!
Uma que me contaram foi de uma pessoa, que passou em um concurso público de nível médio, mas não compareceu a nenhuma das chamadas feitas pelo diário oficial.
Certo dia esta pessoa apareceu na seção responsável pelo concurso, sentou-se diante do chefe da seção, falou:
_ Lembram o concurso tal? Pois bem, vim assumir a minha vaga.
A chefe da seção explicou a ela como funcionava o concurso, as regras, que já tinham acontecido há tempos todas as chamadas, que ela não compareceu em nenhuma.
A mocinha insistiu:
_ Então... vim hoje! Quero a vaga a que tenho direito!!!
Claro que a pessoa não assumiu, porque passado tanto tempo não havia vaga para assumir, nem ela tinha direito a uma, um vez que na convocação do concurso, quando o candidato não aparece, tem seus direitos exauridos.
Engraçado, não é?
Tenho outra história... Esta foi inacreditável!!!
Certo concurso, composto por fases, tinha entre elas um curso a ser feito pelo candidato com encontros presenciais.
No primeiro dia de curso, aparece um candidato, maior de idade, experiente, aparentemente politizado, consciente. Esta pessoa vem acompanhada da mãezinha.
Até aí nenhum problema. Mas a história não acabou por aí.
A mãezinha não estava apenas acompanhando-o. Ela teria uma importante função, do ponto de vista do candidato. Adivinhem qual era? Pensaram?
Aposto que não acertaram... A mãezinha seria a provável substituta do filho no curso!!!
Você tem alguma história e gostaria de contá-la? Pode contá-la nos comentários do blog, que contarei, claro, sem citar nomes!
Aguardo sua participação!!!




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